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Estado de Minas Anna Marina

No almoço, depois de tanta clausura, tive um dia de conforto e prazer

No restaurante Dona Derna, pratos são feitos com capricho e oferecem possibilidade de tradição sem tédio


30/04/2021 04:00

Pratos do restaurante Dona Derna, feitos com capricho, se tornaram sinônimo de tradição sem tédio(foto: Victor Schwaner/Divulgação)
Pratos do restaurante Dona Derna, feitos com capricho, se tornaram sinônimo de tradição sem tédio (foto: Victor Schwaner/Divulgação)

Aproveitando a abertura da cidade, fui a um restaurante pela primeira vez, depois de um ano e tanto dessa infeliz pandemia. Escolhi, é claro, o Dona Derna, do meu amigo Memmo Biadi, que já se foi (desde dezembro) e com quem tinha não só amizade como reconhecimento. Dentro de tantas notas divulgadas neste jornal sobre restaurantes, foi ele quem fechou as ruas em torno de sua casa para promover um almoço em benefício das obras sociais do Estado de Minas. Ou seja, as creches que atendem crianças e mais crianças. Além disso, fui amiga de sua mãe desde que ela aportou aqui em BH, fazendo pizzas que pouca gente conhecia.

Acompanhei toda sua carreira, de local em local, até que aportasse naquela bonita casa do tempo da construção a cidade, na Rua Tomé de Souza. Quando a mãe se foi, Memmo mudou o endereço para a casa da esquina e passou a funcionar em dois andares. O de cima, mais sossegado, durou pouco tempo porque o clima que sempre existiu no Dona Derna foi da presença de amigos. José Eduardo Lima Pereira que o diga, estava por lá praticamente todo fim de semana. Assim como vários outros amigos do proprietário, que tinha uma turma que mantinha aquele clima caseiro que era agradável não só a quem estava lá sempre, mas também aos frequentadores habituais.

Mantinha com Memmo uma boa troca de informações, sugerindo um ou outro prato e sobremesa, que ele na maioria das vezes atendia com muito boa vontade e que por sorte acabava agradando a todos os frequentadores. Como a sobremesa cannolli, que vi no filme “O poderoso chefão”. É claro que o restaurante mantém a tradição da cozinha italiana, o forte do cardápio. Mas que acaba influenciando os outros pratos, abrindo novas propostas de sabor para não se transformar em uma canseira quando todos os pratos não mudam nunca.

Nos últimos tempos, o Dona Derna recebeu uma garibada boa em suas instalações, por obra e graça de Zazá, que estava lá com Memmo todos os fins de semana e que continua aparecendo depois que ele se foi, principalmente nos meios de semana. O dedo feminino levou flores até para o toalete feminino e as cortinas que separam o salão da rua são bem simpáticas, mesmo quando não são usadas.

Quem comanda o Dona Derna agora é Enrico Biadi – mas a cozinha está nas mãos do chef Concha, que não deixa nada a desejar. Os pratos continuam feitos com capricho e oferecem uma possibilidade de tradição sem tédio. E ele vem simpaticamente ao salão para informar que agora está no lugar de Memmo, que se revezava do salão para a cozinha com muita sabedoria.

Nos pedidos do último sábado, o principal foi um ossobuco, que chegou à mesa da melhor qualidade. Para quem não sabe, trata-se daquela parte da carne que mantém o osso no meio, com o tutano bem cozido, que é uma delícia para quem gosta. Até onde dá para saber, a casa ocupou o lugar do Vecchio Sogno, que servia o melhor ossobuco da cidade.

Legal é que era o primeiro dia que casa abria, e estava relativamente completa, com menos clientes como a lei manda, o que garante a segurança dos comensais. É claro que vou voltar, uma vez que está aberta de terça-feira até sábado, das 11h às 16h. Tive, por causa disso, um dia de conforto e prazer, depois de tanta clausura.


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