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Sabe o que é pink tax? Veja 5 dicas para evitar pagar mais se você é mulher

Estudos mostram que produtos para consumidoras são mais caros do que itens para homens. Prática é reflexo de opiniões sociais, como "mulheres gastam mais"


05/04/2021 04:00


 
Semana dessas, fui comprar um creme contra manchas senis e quase caí de costas com o preço: apesar de ser nacional, custava quase R$ 300. Achei um absurdo, mas, como vivemos em tempos em que a concorrência comercial não existe, porque o fechamento das lojas virou prática comum para combater a COVID-19, deixei a compra pra lá. Preferi esperar até o comércio normal voltar a funcionar. Com isso, dei de cara com uma afirmativa que, aprendi, não é muito culpa nossa: "Mulheres gastam mais".
 
Essa percepção pode até não ser totalmente verdadeira, mas não por conta de um alto volume de compras. Estudo realizado em 2015, pelo Departamento de Assuntos do Consumidor de Nova York, nos Estados Unidos, identificou que as marcas cobram de 7% a 13% a mais das consumidoras do que dos consumidores.
 
No Brasil, a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) registrou, em 2018, que os produtos voltados ao público feminino são até 12,3% mais caros do que aqueles destinados aos homens. Inclusive, essa diferença econômica ocorre desde a fase da infância – roupas de meninas são cerca de 23% mais caras do que as de meninos.
 
De acordo com Ana Paula Miranda, head de marketing da Allya, HR tech com foco em benefícios corporativos e bem-estar financeiro, esse fenômeno tem nome: pink tax, que em tradução livre significa taxa rosa. Aqui, as versões femininas dos produtos custam mais do que as masculinas, mesmo que elas sejam idênticas, mudando apenas detalhes, como a cor. Na prática, o movimento é um reflexo das opiniões sociais que presumem que as mulheres são mais propensas a investir em cuidados pessoais do que os homens.
 
"A sociedade não exige tanto esteticamente do público masculino quanto do feminino. Os homens dão preferência à praticidade e ao preço. Não há preocupação com os diferenciais de um produto, o que leva o mercado a explorar as oportunidades que surgem dessa cobrança social", comenta Ana Paula. Pensando em auxiliar as mulheres a se protegerem do pink tax, a executiva listouos principais fatores a serem levados em consideração na hora das compras.
 
1. Pesquise
Você conhece o portfólio das marcas para os homens? Caso a resposta seja não, o ideal é focar em pesquisas de mercado para identificar os produtos masculinos que também podem ser úteis ao público feminino.

2. Verifique a composição dos produtos
Após identificar os produtos masculinos, analise a diferença que eles têm em comparação com os femininos. Se os itens forem compostos pelos mesmos materiais e tecnologias, é um bom negócio adquirir o mais barato, mesmo que tenha sido feito para o "gênero oposto".

3. Priorize o básico
Muitas marcas acabam aumentando o valor dos produtos por conta da estética. Ou seja, os itens com estruturas básicas e de cores neutras costumam custar menos.

4. Esteja aberta a alternativas
Assim como algumas marcas de cartões de crédito disponibilizam descontos em compras, há organizações que apresentam parcerias com empresas de benefícios corporativos, com o objetivo de oferecer cupons de descontos para os colaboradores. Então, esteja aberta a essas alternativas. Além disso, existem estabelecimentos que proporcionam descontos para pagamentos à vista.

5. Cuide das suas finanças
Se o movimento do pink tax existe é porque é alimentado. Ou seja, é necessário desenvolver o hábito de cuidar das finanças pessoais. Afinal, pequenas escolhas do dia a dia têm grande impacto no bolso no final do mês.

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