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Uma boa vodca feita com ingredientes selecionados não da ressaca

Brasil está entre os 10 maiores consumidores de vodca do mundo e, por aqui, são comuns coquetéis feitos com a bebida


26/09/2020 04:00 - atualizado 25/09/2020 19:02

Brasil está entre os 10 maiores consumidores de vodca do mundo. Por aqui, são comuns coquetéis feitos com a bebida(foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)
Brasil está entre os 10 maiores consumidores de vodca do mundo. Por aqui, são comuns coquetéis feitos com a bebida (foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)

Minha ida à Rússia foi um somatório de tenacidade e obstinação. Recebi o convite três dias antes da excursão de convidados e, como não tinha o visto necessário naquele tempo, em pleno governo comunista, baixei na embaixada em Brasília para consegui-lo. Passei o dia inteiro sentada no hall de entrada do prédio, esperando que minha obstinação vencesse a burocracia. Nada indicava que conseguiria, mas, como não arredava pé, os russos resolveram me conceder o visto para que fosse embora.

Aliás, acho que acabaram gostando da minha presença, porque me convidaram para participar, naquela noite, de uma recepção que estavam dando. Queria mais era ir embora, ainda mais porque a festa estava periclitando, uma vez que o presidente eleito Tancredo Neves estava internado no hospital, entre a vida e a morte. E ainda mais porque tinha de embarcar para a Suécia no dia seguinte, primeira parada para chegar à Rússia.

O governo russo nos concedeu uma bela primeira classe para chegar a Moscou. E, como agrado, os tira-gostos do avião chegaram aos montes, com o que eu mais detesto: montanhas de caviar. Chegando à alfândega, a entrada não era fácil e seguia alguns cuidados curiosos. Quem usava joias com brilhantes tinha que passar por uma funcionária especializada, que contava pedrinha por pedrinha e anotava em um formulário para conferir na saída. Fiquei pensando em quem iria à Rússia para fazer contrabando de brilhantes, mas deixei pra lá.

Do aeroporto, fomos direto para o hotel, imenso, construído para as Olimpíadas. No quarto, a primeira surpresa. Era imenso, com todo o conforto necessário e roupa de cama de linho – assim como as toalhas no banheiro. Aprendi que linho na Rússia era como nosso algodão aqui, material para uso comum. Antes de abrirmos as malas, bateram na porta e deparamos com a primeira surpresa, que já tinham nos avisado: o pessoal do hotel procura hóspedes para, se possível, comprar calças jeans. Ou trocar dólares com câmbio melhor do que o oferecido pelo balcão oficial do hotel. Não tínhamos nem um nem outro, o que nos livrou de outras pesquisas.

A primeira refeição do grupo convidado foi na imensa sala de refeições do hotel, servida em uma mesa imensa. Sobre ela, tudo do bom e do melhor que havia para servir aos convidados: vasilhas repletas de caviar e aquele peixinho de que gosto muito e não aparece por aqui, o sproten. Além disso, outros pratos e a sobremesa deliciosa, de sorvete de chocolate. Os sorvetes russos, até os picolés vendidos nas esquinas, colocados sobre uma cesta, porque o frio é tanto que não precisa de locais refrigerados. Além de todas as comilanças sobre a mesa, garrafas e mais garrafas de vinho (muito bom) e de vodca de todas as cores. Nunca tinha visto vodca amarela, vermelha, azul, só conhecia a que existe por aqui, incolor. As russas eram tão coloridas que atraíam para uma boa tragada.

Foi ali que aprendi que a vodca tinha sido inventada na Rússia, no século 19, por um renomado cientista, Dmitri Ivanovich Mendeleev, que decidiu misturar álcool e água em diferentes proporções durante um ano. Depois de várias experiências, ele encontrou aquilo que seria o ideal: 40% de álcool e 60% de água. Logo se tornou a bebida nacional da Polônia e da Rússia. Seu nome é o diminutivo de água em diversas línguas eslavas, porém, não se sabe ao certo se essa é apenas uma coincidência. 

Pesquisa realizada pela Euromonitor Internacional diz que o Brasil está entre os 10 maiores consumidores de vodca do mundo. E acredite quem quiser: nos EUA, é a bebida destilada mais vendida.

A vodca boa sempre será a mais incolor e inodora possível. A consequência de apreciar uma vodca feita com ingredientes selecionados é que no dia seguinte não é necessário se preocupar com ressaca ou mal-estar. 

Por aqui, uma das mais conhecidas e consumidas é a Svarov,  feita com ingredientes selecionados e filtrada 10 vezes em carvão ativado específico para esse processo, produto importado da Europa.

A bebida é produzida no Brasil com álcool etílico tridestilado e água desmineralizada potável. Sua fórmula suave esteve guardada por gerações e hoje pode ser apreciada por todos, oferecendo um portfólio amplo e completo.

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