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Estado de Minas

Corpo paga o preço do stress quando a cabeça pensa demais no vírus

Sempre acho que pensamento positivo tem mais valor do que medo puro e simples do que pode acontecer


15/09/2020 04:00

Faço o que posso e o que não posso para não me entregar à terrível infodemia, que é tão grave quanto a pandemia. Para quem não conhece a palavra, ela significa o estado emocional em que as pessoas ficam na tentativa de buscar uma saída normal para a situação na qual vivemos.

Vamos acumulando notícias legais e fakes, os noticiários que sufocam qualquer notícia mais nova do que o COVID-19. Virou moda qualquer babaca ser convidado para noticiosos da TV para falar sobre o assunto, repetindo o que já foi dito à exaustão ou repetindo doideiras sem o menor significado. Como convivo com pessoas variadas, consigo não ceder aos conselhos que recebo a torto e a direito. Como aquele que me mandava tomar lombrigueiro usado em animais para neutralizar qualquer vírus da epidemia.

A cabeça vai ficando cheia de tantos avisos e recomendações sem nenhuma garantia e o corpo é que vai pagando o estresse. Procuro ser o mais racional possível, tomo algumas precauções recomendadas e normais, mas não deixo de lado o que é necessário fazer para não cair na tal da infodemia.

Outro dia, escutei de um amigo muito querido que temos que ficar em casa, sem sair para coisa nenhuma. Como ele e a mulher, que se transformaram em cabeleireiros um do outro. Ela corta o cabelo dele, ele corta o cabelo dela. Credo em cruz. Quando contei que toda semana vou ao salão de Laura Nunes, que frequento há mais de 30 anos, para fazer pé e mão, ele achou que estou doida varrida, que sou uma irresponsável.

Será que sou? Faço o possível para seguir as regras recomendadas, como lavar sempre as mãos, não sair sem máscara, não frequentar lugares cheios. Mas não deixo de ir à farmácia, sacolão, mercearia e colocar em minha casa profissionais necessários para fazer os retoques necessários para seu bom funcionamento.

Como estou em casa desde março, enxergando o que queria e o que não devia, não posso deixar passar essa oportunidade de controlar os consertos que são necessários e que, passando o dia inteiro na Redação aqui do Estado de Minas, não tenho tempo nem de ver.

Não é valentia, de vez em quando passo por um surto de dúvidas, como está acontecendo agora que meu médico, Walter Caixeta, me recomendou substituir as picadas diárias de insulina que ele havia receitado, para reforçar minhas defesas do diabetes 2, por uma dose que é tomada apenas uma vez por semana.

A segurança é bem maior, mas ela chegou trazendo um leve enjoo depois da refeição. Só que ele me receitou uma pilula que acaba com a indisposição e lá se foi a dúvida se estava de COVID ou não. O que, acredito, não é raro acontecer com todas as pessoas, ao longo do dia.

É claro que as pessoas reagem de acordo com sua perspectiva de vida, ninguém quer deixar problemas ou micróbios para seus familiares. Mas como estamos todos dentro da mesma bolha que circunda o mundo, sempre acho que pensamento positivo tem mais valor do que medo puro e simples do que pode acontecer – tomemos ou não precauções.

Dentro dessa minha filosofia de pensar positivamente, estava me preocupando com o que pode acontecer no próximo Natal, se as pessoas seguirem nessa neura. A linha positiva veio de São Paulo, de minha sobrinha, que se formou em medicina no fim do ano passado e trabalha em hospital de primeiros socorros. Foi ela a única da família que já passou pelo coronavírus. Ficou 15 dias em casa sozinha, curou-se, já voltou ao seu posto de trabalho. E já telefonou contando que comprou a passagem de avião para vir passar as festas com a família. Se ela já vem, estou com minha comemoração garantida. 

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