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Hospital São Francisco inaugura Instituto de Radioterapia

Projeto consumiu investimentos de R$ 9 milhões e aumentou em 25% a capacidade de atendimento a pacientes com câncer


30/07/2020 04:00

Miguel Torres, presidente do Instituto de Radioterapia São Francisco, e Helder Yankous, superintendente-geral do Hospital São Francisco, anunciam investimento no tratamento do câncer (foto: Edy Fernandes/divulgação)
Miguel Torres, presidente do Instituto de Radioterapia São Francisco, e Helder Yankous, superintendente-geral do Hospital São Francisco, anunciam investimento no tratamento do câncer (foto: Edy Fernandes/divulgação)
Faço parte das pioneiras do serviço de radioterapia do Hospital São Francisco, onde fiz, durante um mês, em 1995, meu tratamento com Miguel Torres. O São Francisco era o único hospital da cidade que fazia esse tipo de aplicação para tratamento de câncer e passei pela recomendação sem o menor problema. Saía de lá, depois da sessão diária, e vinha trabalhar. Estava entregue a Miguel Torres, que depois fui reencontrar no Hospital Mater Dei e que há vários anos voltou para o São Francisco,  onde é presidente do Instituto de Radioterapia São Francisco.

Agora, o São Francisco tem anexo: o Instituto de Radioterapia, que acaba de apresentar suas novas instalações, após passar por ampla reforma. No tempo em que eu me tratava lá, o hospital era bem precário nas instalações, mas o pessoal que ali trabalhava supria a maior parte das necessidades, minimizando as dificuldades da época. Muitas vezes assisti a espera de pacientes que vinham de outras cidades para se tratar e que tinham que passar o dia aguardando condução para retornar às suas casas depois da sessão de radioterapia. A maior dificuldade que passavam era a falta de uma lanchonete ou restaurante para atender à necessidade de passar um dia inteiro esperando ônibus para voltar para suas cidades.

O pessoal do comando das duas frentes de tratamento está elogiando o cuidado e a execução do projeto, a atenção aos detalhes e o investimento na excelência do atendimento – que para mim sempre foi da melhor qualidade, posso testemunhar. “Estamos fazendo de tudo para que o novo instituto ofereça a todos os pacientes a melhor experiência possível diante de um momento tão complicado como o enfrentamento de um câncer”, comenta o radio-oncologista Miguel Torres, presidente do Instituto de Radioterapia São Francisco. “Nossa meta é oferecer um tratamento de excelência para todos, sem exceção”, enfatiza.

Após a reforma, a clínica aumentou em 25% sua capacidade de atendimento. O investimento total girou em torno de R$ 9 milhões, incluindo a aquisição de equipamentos de fabricação inglesa, como o acelerador linear habilitado para as técnicas mais modernas de radioterapia, como a IMRT – radioterapia com intensidade modulada, e um aparelho de braquiterapia de alta taxa de dose, habilitado para braquiterapia guiada por imagens.

Há mais de 40 anos curando pessoas e contribuindo para o bem-estar, o Instituto de Radioterapia São Francisco é reconhecido pela inovação e pioneirismo em radio-oncologia e radioterapia. Seu corpo clínico é composto por médicos especialistas em radio-oncologia com grande experiência e, constantemente incorpora novos médicos que trazem a inovação. Tem como missão levar excelência técnica em radioterapia e tratamento humano para todos e faz isso trazendo acessibilidade.

Possui, entre outros equipamentos, dois aceleradores lineares de partículas, sendo um novo acelerador Elekta equipado com IMRT; braquiterapia de alta taxa de dose; sistema de planejamento computadorizado baseado em algoritmo de MonteCarlo e equipamentos de proteção radiológica e de dosimetria de alto padrão. Realiza tratamentos convencionais, com conformação tridimensional, IMRT-irradiação com intensidade modulada e braquiterapia. Foi responsável por realizar, de forma pioneira em Belo Horizonte diversas técnicas, tais como o hipofracionamento em câncer de mama. É certificado pelo Ministério da Saúde em excelência em controle de qualidade.

A necessidade de atender ao aumento de câncer de mama fez com que a maioria dos hospitais da cidade passassem a oferecer esse tratamento. Mas, como sou pioneira do São Francisco, sei como é que o serviço lá era perfeito. Miguel Torres tomava conta de praticamente todos os casos e, graças às suas recomendações, nunca tive sequer uma queimadura na área de aplicação da radioterapia, como costuma ocorrer com frequência com pessoas que não se cuidam antes da sessão de radio.

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