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Sucesso não mudou filosofia de vida de Roberto Carlos

Live do Rei no Dia das Mães foi marcada por repertório cheio de clássicos e rendeu lembranças afetuosas


postado em 16/05/2020 04:00 / atualizado em 15/05/2020 20:06

Live de RC no Dia das Mães, com repertório cheio de clássicos, rendeu lembranças afetuosas(foto: YouTube/Reprodução)
Live de RC no Dia das Mães, com repertório cheio de clássicos, rendeu lembranças afetuosas (foto: YouTube/Reprodução)

Pandemia provoca ocupação difícil de ser realizada em tempos de liberdade total. Por causa disso, e muito pelo atraso provocado pelo trabalho em casa, passei o último domingo assistindo à live de Roberto Carlos apresentado no meio da tarde pela Globo, em homenagem ao Dia das Mães. Foi realmente um retorno ao passado, porque na minha vida fui assistir somente a três shows ao vivo: o de Chico Buarque no começo da carreira, que se não me engano foi realizado em um colégio, a plateia ocupava cadeiras comuns; o de Frank Sinatra, em Nova York; e o de Roberto Carlos, séculos passados, na Pampulha, já nem me lembro o local.

Sei que lá fui levada por uma saudosa amiga, Angela Valente, que se cansou cedo da vida, mesmo sendo superparticipante de acontecimentos em toda as áreas. E que durante muitos e muitos anos foi uma das principais fornecedoras de anúncios para o caderno Feminino & Masculino deste jornal. Angela tinha esta vantagem: conseguiu me carregar para o show de Roberto Carlos, onde ocupamos a primeira fila de uma plateia lotada e de onde saí carregando uma rosa oferecida pelo cantor – simples assim, os tempos eram outros.

Gostei muito da apresentação na TV, e passei o tempo todo esperando uma música nova. Não sei se não tem, não acompanho a carreira do cantor, mas o repertório foi tudo saudosista, deu para lembrar tempos passados. O que me impressionou muito foi que, apesar de ter completado 79 anos, ele mantém a mesma voz, para mim não mudou nada. Continua sem muito charme para falar entre uma música e outra e a montagem eletrônica da apresentação não era bastante eficiente para que suas palavras ficassem bem nítidas. Gostei demais de Wanderléa, nova e com uma cabeleira digna de elogios, porque não deve estar também tão nova assim. Mas fez uma bela figura e mereceu a participação e o destaque feito por Roberto Carlos, que a considera uma amiga-irmã. Outro, mais metido e ganancioso, não teria se lembrado da companheira de tantos shows ao vivo.

Aliás, o que gosto do cantor é isso: ele não se sofisticou com o sucesso, não mudou sua filosofia de vida e continua dentro de um esquema que é bastante conhecido de todos os seus admiradores. E por isso mesmo é bastante diferente de Chico Buarque, que ligou sua carreira a declarações políticas, que não gosto de saber. Como,  por exemplo, culpar o governo e o país de tudo – mas nunca ter participado de qualquer campanha de doação de fundos para os menos favorecidos. Ele é do esquema do “venha a nós” – e o resto que se dane. Não sei se RC ajudou alguém ao longo de sua carreira de sucesso – mas pelo menos está de boca fechada em matéria de política – e dou a mão à palmatória, se por acaso estiver enganada.

Quando a Sinatra, fui a Nova York para visitar uma Casa Cor de lá e, por acaso, ele estava dando um show no Metropolitan. Conseguimos ingresso, o teatro estava lotado e a admiração é que ele se apresentou com apenas um intervalo, durante o qual Tony Bennett, que era sua continuação no mundo de espetáculo, se apresentou. Sinatra cantou mais de 15 músicas, todos os novos e velhos sucessos de sua carreira gloriosa e inesquecível. E, como Roberto Carlos, com a mesma e inesquecível voz. A turma de BH, que ocupava uma fileira do teatro, praticamente dançou durante o show e os pedidos de bis e palmas foram inesquecíveis.

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