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Pesquisa revela curiosidades sobre o uso do lápis

Apesar de vivermos a era da digitalização, 94% dos entrevistados disseram que ainda usam o lápis ao longo da vida


postado em 13/05/2020 04:00


Já contei aqui que quando passei a frequentar o Grupo Escolar Barão do Rio Branco, no início dos anos 1940, subia a Rua Piauí sozinha, levando dentro de uma pastinha dois caderninhos e um lápis, eventualmente uma lapiseira para reparar a ponta quebrada, que era mais do que comum. E como aprendíamos naquela época, o ensino é atualmente considerado ultrapassado, mas aprendíamos muito. E o lápis, modesto herói cotidiano, é a ferramenta principal para aprender a escrever, mesmo nessa era da digitalização, em toda a Europa, Japão, Américas e África do Sul. Mesmo na China, onde a escrita gira em torno de caracteres e caligrafia, os lápis são indispensáveis para quem deseja mergulhar no mundo da escrita. Mas, então, qual é o papel do lápis no momento em que temos canetas esferográficas, canetas-tinteiro e lápis de cor em nossas vidas?

Na prática, os lápis são ajudantes úteis que permanecem conosco ao longo de nossas vidas profissionais e particulares. Esta foi a conclusão de uma pesquisa de mercado realizada em nome da Staedtler – uma das empresas industriais mais antigas da Alemanha e que faz parte da grande tradição dos fabricantes de lápis de Nuremberg desde 1835 – pelo instituto de pesquisa de mercado Innofact. Mais de 94% dos participantes disseram que ainda usam lápis, enquanto 62% disseram que os usam regularmente ou com muita frequência. Quando se trata de faixa etária, as pessoas mais jovens (18 a 34 anos) usam o lápis com mais frequência do que as pessoas mais velhas (50 a 69 anos) e as pessoas com nível superior de educação usam o lápis mais do que aquelas com nível inferior.

O lápis é popular para fazer anotações, como no telefone. Mais de 71% dos entrevistados afirmaram que o usam para fazer anotações e cerca de metade dos participantes da pesquisa dizem ainda que os usam para escrever listas de compras. Mas os lápis não precisam ser usados apenas no papel. Na verdade, o recurso também é útil em outras superfícies, por exemplo, madeira e papel de parede. Curiosamente, o segundo uso mais comum do lápis é para tarefas manuais (61,6%), como marcar furos na parede ou para fazer outros tipos de marcas em uma ampla gama de materiais. E, em terceiro lugar, mais de 60% dos participantes da pesquisa disseram usar a ferramenta para pintar e desenhar.

A partir do estudo, é possível identificar também que graças à nova tendência de hobby arte e artesanato, que alimentou um interesse renovado em pintura, desenho e criatividade entre os jovens, houve aumento real no uso de lápis nos últimos anos na construção de mandalas, letras manuscritas (lettering), bullet journal e cartões – o que torna o humilde lápis uma ferramenta indispensável para todo tipo de tarefa criativa, como esboços, rascunhos e hachuras. Descobertas fascinantes: apesar da digitalização, dos provedores de streaming e de muitos outros passatempos modernos, os jogos de tabuleiro clássicos ainda são extremamente de interesse dos alemães. Quase metade dos entrevistados (46%) disse que ainda se diverte com esse tipo de jogo por diversão, usando um lápis para acompanhar suas pontuações.

O melhor dos lápis para 80% dos entrevistados é que ao mudar de ideia ao escrever ou realizar registros – no papel ou em outra superfície – é possível apagá-los com uma borracha. Isso também explica por que a ferramenta é a primeira escolha quando se trata de registrar anotações que provavelmente precisarão ser corrigidas, por exemplo: em diários, palavras cruzadas e quebra-cabeças. Outros benefícios apontados por uma grande margem de entrevistados incluem a agradável sensação de escrever com um lápis (12,4% dos participantes). Já 7% dos alemães preferem o lápis por conta da adequação do recurso ao desenho, enquanto que 5,7% preferem o item devido à sua espessura variável. Por fim, 4% tendem a utilizar o lápis por causa da longa vida útil.

Ainda hoje prevalece o mito de que o lápis contém chumbo. Quase 6% dos participantes da pesquisa que não usam o lápis disseram estar preocupados com as substâncias que a ferramenta contém (como chumbo). Mas, embora falemos de lead pencils (lápis de chumbo em inglês), as minas na verdade consistem em grafite e argila. O chumbo não faz parte dessa composição. O grafite foi descoberto em meados do século 16 e as pessoas pensavam que era um mineral de chumbo devido à sua aparência. Este grupo chamou a substância de "plumbago" ou "chumbo preto" por causa de sua superfície prateada brilhante. Somente em 1789 o químico sueco Carl Wilhelm Scheele provou que esse "chumbo preto" era na verdade grafite. Mesmo assim, ainda falamos sobre lead pencils.

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