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Como evitar os acidentes domésticos

Medidas simples, como manter os cabos das panelas para dentro do fogão, evitar o uso de tapetes em casa que tem pessoas idosas e não subir em bancos e cadeiras podem evitar ocorrências graves


postado em 19/02/2020 04:00

Fala-se muito em acidentes domésticos e sempre que ouvimos as recomendações pensamos nas crianças e nos idosos. Achamos que somos blindados a esse tipo de coisa, que com a agente nunca vai acontecer nada. Mas não é bem assim, os acidentes ocorrem com qualquer um, em qualquer idade e muitas vezes por falta de atenção, teimosia e imprudência – esses sim são os maiores vilões.

Tenho uma amiga que tem a irritante mania de subir em bancos sempre que precisa alcançar a parte mais alta de um armário na cozinha. Aqueles bancos mais altos que não têm a menor estabi- lidade. Todas as vezes que a vejo fazendo isso chamo sua atenção. Entra em um ouvido e sai pelo outro. Vale a pena ressaltar que na área de serviço de sua casa tem uma escadinha de três degraus. Pergunto: custa pegar a bendita escada e fazer a coisa da maneira correta?.

Pois bem, domingo nos encontramos e ela me contou que só não morreu no sábado porque não era seu dia. Foi fechar o basculante de seu banheiro e, claro, subiu no bidê. Escorregou e caiu de costas, batendo a cabeça no mármore da banheira. Estava sozinha em casa. Ficou com o corpo todo dolorido e um enorme galo na cabeça.

Na quinta-feira, recebi mensagem de WhatsApp de outra amiga perguntando se estava tudo bem comigo e com a titular desta coluna. Isso é muito comum quando passo a assinar interinamente a coluna da Anna Marina. Seus leitores e amigos se preocupam com ela e quem tem meu contato não hesita em pedir notícias. Ela está de férias e passando muito bem.

Porém, nesta troca de mensagem, esta amiga me relatou que estava se recuperando de um traumatismo craniano superficial grave, consequência de acidente doméstico. No dia daquela chuva fatídica de terça-feira, que destruiu o Bairro São Bento, Avenida Prudente Moraes, Bairro de Lourdes e outros tantos pontos da cidade, ela estava em casa e decidiu fazer uma singela pipoca, no fogão, porque estava sem luz, já que mora no São Bento.

Estava de tênis em sua cozinha e em um dos movimentos o tênis travou no chão e ela caiu, batendo com a cabeça em um balcão ou viga que tem no local. Literalmente, sua cabeça rachou, esvaiu em sangue. O socorro demorou por causa da chuva e por ter que subir 13 andares de escada. Já está em casa, se recuperando bem.

Esses relatos foram para chamar a atenção que coisas simples podem resultar em acidentes graves com qualquer um de nós. Os acidentes domésticos mais comuns são queimaduras no fogão; inalação de gás, porque, às vezes, não fechamos bem a trempe, ou o fogo apaga e não percebemos; intoxicação com produtos de limpeza; quedas; afogamentos em piscinas e choque elétrico.

Algumas medidas simples ajudam a prevenir: manter os cabos das panelas para dentro do fogão; evitar o uso de tapetes em casa que tem pessoas idosas; não andar de meia, não usar chinelos, só sapato fechado; não subir em bancos e cadeiras; em caso de escada, colocar corrimão dos dois lados; colocar barras de segurança no banheiro ao lado do vaso sanitário e nas paredes próximas ao chuveiro; deixar todos os cômodos bem iluminados; manter a piscina coberta ou com grade no entorno e tampar as tomadas com protetor.

Tudo o que está listado acima são coisas que estamos cansados de saber. Todo mundo que tem filhos fez ou faz em casa com crianças, mas depois que se tornam adolescentes e já sabem se cuidar, esquecem-se de todas essas recomendações, como se tivessem se tornado blindados a tudo isso. Infelizmente, não. Certa vez, li uma pesquisa que dizia que 30% dos acidentes automobilísticos ocorrem perto de casa. E são dois os motivos: o primeiro é a pressa de chegar, então corre-se mais; e o segundo é por conhecer bem o caminho e aí esbarramos na autossuficiência. Esse é o maior perigo de todos. É exatamente isso que nos leva a fazer atos inconsequentes que nos levam a acidentes bobos que podem ter consequências graves. #ficaadica.

* Isabela Teixeira da Costa/Interina


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