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Dermatologista alerta: atividade ao ar livre exige cuidados especiais

Amigo do meu sobrinho foi 'premiado' com 100 bichos-de-pé ao dormir na praia. O outro, pescador, 'ganhou' três bernes


postado em 09/01/2020 04:00 / atualizado em 08/01/2020 23:29


Um de meus vários sobrinhos foi passar férias em Fortaleza e por lá ficou. Como é dentista, começou fazendo coisas que por lá não eram feitas. Acabou abrindo uma clínica e está firme no pedaço. Não gosta de praia para tomar sol, mas para andar todas as manhãs. Começou agora a fazer um regime que exclui hidratos de carbono. Sua última refeição é às 17h, emagreceu horrores. Vem sempre aqui, para visitar a família e participar de um clube de tiro, em Santa Luzia. Esteve em minha casa para colocar a conversa em dia e me contou dois casos curiosos e não muito comuns. Um de seus amigos de pescaria vivia se queixando de dor na barriga, no peito, o diabo. Foi a dois médicos, que nada descobriram. Numa das vezes em que estavam pescando, o amigo começou a sentir uma dor terrível. Meu sobrinho resolveu examinar a área dolorida e descobriu nada menos de três enormes bernes, que não davam sossego. Resultado: levou o rapaz para o hospital para que retirassem os bernes. Ou fizessem compressas de toucinho fresco no local, bem fechadas, para que os bichinhos saíssem. Os médicos preferiram operar e extrair os bernes, para alegria do paciente.

Outra história é tão interessante quanto. Um alemão passou a frequentar a turma do meu sobrinho. Certo dia, cansado de caminhar, jogou-se na areia da praia para descansar e dormiu. Quando acordou, tinha mais de 100 bichos-de-pé na frente do corpo. Deitara-se sobre um ninho, dizem que àquela praia vão muitos porcos. Resultado: outro paciente que teve de ser levado ao hospital para que os bichos fossem retirados um a um.

Lembrei-me desses casos porque recebi um e-mail sobre nódulos fibrosos benignos que surgem com frequência na pele das pernas, principalmente nas mulheres. Quase sempre provocados por picada de inseto e ferimento causado por espinho.

Durante as estações mais quentes do ano, deve-se observar o corpo inteiro a fim de realizar o autoexame, como forma de prevenção ao câncer de pele. Algumas pintas podem ser suspeitas, mas também é comum deparar-se com o dermatofibroma, nódulo endurecido benigno que surge com mais frequência nas pernas. “A lesão é caracterizada por um caroço firme cheio de fluido. Como a derme da pele contém terminais nervosos, glândulas e vasos, esse caroço surge por conta do crescimento excessivo do tecido que está na derme”, afirma a médica Kédima Nassif, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Geralmente rosa acastanhados, eles são inofensivos e não estão relacionados ao câncer.

A dermatologista explica que as causas são desconhecidas, mas já se sabe que dermatofibromas surgem devido a lesões na pele, que podem vir de picadas de inseto, traumas ou ferimentos com espinho. “Dermatofibromas ocorrem com mais frequência nas pernas e braços, mas podem surgir no tronco ou em qualquer local do corpo. As pessoas podem ter uma ou até 15 lesões. O tamanho varia de 0,5cm a 1,5cm de diâmetro; a maioria tem de 7mm a 10mm de diâmetro. Os nódulos são firmes, presos à superfície da pele e móveis sobre o tecido subcutâneo. Podem ter cor – rosa a marrom-claro na pele branca; marrom-escuro a preto na pele escura. Alguns parecem mais pálidos no centro. Geralmente, não causam sintomas, mas às vezes podem ser dolorosos ou coçar”, diz a médica.

Diagnosticado pela visão e pelo toque, o médico também pode apertar a pele sobre o nódulo. Como a lesão não desaparece sozinha, pode ser feita a remoção cirúrgica, com anestesia local. “Porém, a remoção deixa cicatriz, pois o dermatofibroma acomete camadas mais profundas da pele. Outro método é o congelamento por nitrogênio líquido, que congela o nódulo e o faz ficar achatado. No lugar, fica uma marca branca e o dermatofibroma pode voltar a crescer. Mas ele não evolui para algum problema mais sério”, explica a especialista.


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