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Como vencer o sedentarismo depois dos 60 anos

Estimativa é de que 30% dos idosos brasileiros têm dificuldade de realizar tarefas diárias, segundo dados do Ministério da Saúde. Para especialistas, rotina diária de 40 minutos é o suficiente para reduzir os efeitos da idade


postado em 04/10/2019 04:00

Tenho que confessar que não sou muito chegada a datas comemorativas, criadas com interesses comerciais. De todas as criadas mais recentemente, a que acho mais simpática – e que infelizmente não “pegou” muito – é o 26 de julho, Dia da Vovó, que acredito, por protesto dos vovôs, se tornou depois Dia dos Avós. Tomei conhecimento – até porque essas datas têm que ter aviso para ser lembradas – que 1º de outubro é o Dia Mundial do Idoso.

Do jeito que a população está envelhecendo e tem aumentado consideravelmente o número de idosos mundo afora, está aí uma data que merece ser celebrada. Afinal, essas pessoas viveram muito, deram sua contribuição à sociedade e hoje, na maioria das vezes, são esquecidas, desrespeitadas e tratadas como se fossem estorvo. E a maioria dos idosos está em pleno vigor e capacidade.

Sou coordenadora da Jornada Solidária Estado de Minas e fiz, semana passada, no espaço Fasano, dois dias de Bazar Prime que demandaram um dia inteiro de trabalho, até depois das 22h. Isso sem contar a semana anterior de organização para abrir todas as roupas que recebemos de doação, colocar preço e etiquetar cada uma delas. Chamei meu time de voluntários e pasmem: 90% das que compareceram eram idosas e muito acima da casa dos 70. E elas aguentavam mais do que muitos dos jovens.

Este é o ponto principal: a luta contra o sedentarismo depois dos 60 anos. A estimativa é de que 30% dos idosos brasileiros têm dificuldade de realizar tarefas diárias, segundo dados do Ministério da Saúde. Além disso, 69,3% desse público sofre de, pelo menos, uma doença crônica, normalmente relacionada ao sedentarismo, que surge antes mesmo de a terceira idade chegar. A Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê ao menos seis medidas para preservar a capacidade individual do idoso, que representará cerca de 20% da população brasileira em 2030, tendo como primeiro item a conservação da função musculoesquelética. Esta regra determina o exercício físico como o principal meio de combater o envelhecimento do corpo, que deve ocorrer em boas condições mesmo com o desgaste natural do organismo.

De acordo com o educador físico Rafael Oliveira, da Selfit Academias, uma rotina diária de 40 minutos é o suficiente para reduzir os efeitos que sofremos com o passar dos anos, além de uma alimentação balanceada. “A atividade física na terceira idade é fundamental para ajudar em problemas típicos desta fase, como a sarcopenia, que é a perda de massa muscular, o equilíbrio e a cognição, que também são afetados”, explica. As mudanças fisiológicas do cérebro, assim como a alteração de ritmo no dia a dia, podem gerar sensação de impotência, desenvolvendo quadros de depressão e ansiedade, que também podem ser evitados em uma rotina ativa de exercícios.

Segundo o profissional, o ideal para o idoso que tem mobilidade é caminhada, que é um exercício de impacto, ajuda no aumento da densidade dos ossos, contribuindo para uma maior resistência dos membros. Atividades como natação, hidroginástica, pilates e ioga também são indicadas para aqueles que possuem problemas musculoesqueléticos.

Outro cuidado importante é com a hidratação, que é fundamental para a saúde do corpo e da pele, já que esta fica bem mais sensível. Um dado comportamental sobre os idosos é que eles perdem o hábito de beber água, isso não pode ocorrer, ao contrário, deve aumentar. Passar cremes hidratantes, protetor solar no corpo antes de fazer caminhada, além de protetor labial são atitudes muito importantes que colaboram para a hidratação. Vale ficar atento. No mais, não se isole, viva, conviva e seja feliz.

* Isabela Teixeira da Costa/Interina


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