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Estado de Minas ONCOLOGIA

Projeções de aumento de casos e mortes por câncer

Estimativas de aumento da incidência e da mortalidade por câncer na Europa para os próximos 20 anos deve refletir uma tendência mundial


05/12/2021 04:00 - atualizado 03/12/2021 09:13


câncer no mundo
aumento no número de casos e mortes por câncer


A incidência do câncer deve aumentar em mais de um quinto até 2040, enquanto a mortalidade por câncer aumentará quase um terço nos países europeus, embora haja grandes variações entre os cânceres, sugere uma nova análise. A pesquisa, apresentada na reunião anual da Sociedade Europeia de Oncologia Médica de 2021, sugere que a incidência de câncer aumentará 21% entre 2020 e 2040, variando do aumento de 35% nos casos de mesotelioma a uma redução de 5% no câncer testicular.

A mortalidade por câncer deve aumentar em 32% no mesmo período, variando de um aumento de 56,5% nas mortes por câncer de próstata a um aumento de 4,3% no câncer testicular. No entanto, todas as previsões estão sujeitas a suposições sobre como a população em geral mudará até 2040, com aumentos na mortalidade geral e alterações nos padrões de migração tendo um impacto potencial notável.
 
 A análise foi realizada por uma equipa da Health In Society Unit, European Commission – Joint Research Centre, Ispra, Itália. O apresentador do estudo, Tadeusz Dyba, PhD, disse esperar que os resultados sejam valiosos para o planejamento da política de saúde contra o câncer na União Europeia, bem como nos países membros e nos países da EFTA(Associação Europeia de Livre Comércio).

Os resultados obtidos permitem comparações internacionais, destacando diferenças e identificando possíveis ações para mitigar as desigualdades entre e dentro dos países. A primeira maneira de se reduzir o futuro fardo do câncer em toda a Europa é a prevenção, porque a boa notícia é que quase 40% dos cânceres podem ser evitados reduzindo-se a exposição das pessoas aos riscos ambientais e de estilo de vida, que também estão ligados ao desenvolvimento social e econômico.

Em sua apresentação, Dyba explicou que a análise envolveu duas etapas. Para a primeira fase, os números do Sistema Europeu de Informação sobre o Câncer foram usados para calcular a incidência bruta de câncer e as taxas de mortalidade para 2020 para os 27 países da UE (Áustria, Bélgica, Bulgária, Croácia, Chipre, República Tcheca, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Holanda, Polônia, Portugal, Romênia, Eslováquia, Eslovênia, Espanha e Suécia) mais os três países da EFTA (Islândia, Noruega e Suíça).

A equipe então obteve projeções para mudanças na população geral pelo EUROSTAT para os anos de 2025, 2030, 2035 e 2040, e as aplicou para calcular as mudanças esperadas na incidência de câncer e mortalidade até 2040.

É importante ressaltar que as projeções do EUROSTAT incluíram suposições para cinco cenários alternativos, além da suposição de base de nenhuma alteração na dinâmica geral da população: fertilidade mais baixa, 20% menor do que em 2020; mortalidade geral mais baixa, com um aumento na expectativa de vida de 2 anos até 2070; menor migração, com redução líquida de 33%; maior migração, com aumento líquido de 33%; sem migração, com migração líquida definida para zero.  

Por causa disso, pôde-se tirar proveito desses dados e fazer previsões alternativas da incidência de câncer e da carga de mortalidade. Cada cenário teria um impacto diferente nas distribuições de idade da população. Em particular, o cenário de fertilidade mais baixa levaria, em 2040, a uma grande redução no número de pessoas de 0 a 15 anos, enquanto deixaria os grupos de idade mais velhos intocados.

A ausência de migração, por outro lado, afetaria todas as faixas etárias até cerca de 50 anos, causando uma redução notável na população masculina e feminina até 2040, um efeito não observado nos grupos mais velhos. Portanto, não é fácil prever como a incidência do câncer e o ônus da mortalidade seriam em diferentes cenários.

Prevê-se que a incidência de todos os cânceres aumente. Os cálculos revelaram que, usando o cenário de linha de base, a incidência de todos os cânceres, não incluindo o câncer de pele não melanoma, deve aumentar entre 2020 e 2040 em 16,2% nas mulheres e 25,8% nos homens, ou 21,4% no geral, para 3,4 milhões de casos. O menor aumento na incidência de câncer, de 19,7%, seria esperado se não houvesse migração entre 2020 e 2040, enquanto o maior seria observado com maior expectativa de vida, de 23,4%.

Além disso, a mortalidade por câncer deve aumentar 27,4% nas mulheres e 36,1% nos homens no mesmo período, ou 32,2% no geral, para 1,7 milhão de mortes. O menor aumento na mortalidade por câncer seria novamente visto sem migração, em 31,5%, subindo para 35,4% com maior expectativa de vida.

A análise também mostrou que o aumento bruto na incidência e mortalidade variará amplamente por país, com grandes aumentos esperados na Espanha, França, Itália e Polônia, dependendo do cenário. Em termos de cânceres individuais, o maior aumento na incidência é esperado para o mesotelioma, em 35,2%, enquanto a incidência de câncer testicular deve diminuir entre 2020 e 2040 em 5,2%.

Prevê-se que o maior aumento na mortalidade por câncer nas duas décadas seja em pacientes com câncer de próstata, aumentando em 56,5%.  Espera-se que o menor aumento na mortalidade seja no câncer testicular, de 4,3%.

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