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''O que houve foi uma ruptura'' entre Bolsonaro e os investidores

A recomendação para todos foi vender ações da Petrobras e passar longe dos papéis de estatais, enquanto não houver uma mudança radical na postura do presidente


23/02/2021 04:00 - atualizado 23/02/2021 07:54

Mercado reagiu mal à decisão de Bolsonaro de promover troca na presidência da Petrobras por causa da alta dos combustíveis (foto: Isac Nóbrega/PR)
Mercado reagiu mal à decisão de Bolsonaro de promover troca na presidência da Petrobras por causa da alta dos combustíveis (foto: Isac Nóbrega/PR)
Nada é definitivo na política, mas o episódio Petrobras parece marcar um ponto sem volta entre Bolsonaro e a turma dos investimentos. “Nós sempre ignoramos as trapalhadas do presidente porque acreditávamos que a agenda liberal em algum momento destravaria”, diz o sócio de uma importante casa de análises.
 
“Eu diria até que fechamos os olhos para as lambanças na pandemia e outros equívocos cometidos pelo presidente, mas destruir ativos negociados em bolsa passou de todos os limites. O mercado jamais engoliria.”
 
O profissional, que não quer se identificar, diz que será difícil, para não dizer impossível, reatar os laços. “O que houve foi uma verdadeira ruptura.” 
 
O executivo afirma que passou as últimas horas respondendo às perguntas aflitas dos clientes. A recomendação para todos foi vender as ações da Petrobras e passar longe dos papéis de empresas estatais, pelo menos enquanto não houver uma mudança radical na postura do presidente.

É arriscado peitar o mercado

A história recente ensina que brigar com o mercado é uma atitude arriscada dos presidentes. Dilma Rousseff, a última a fazer isso, nem sequer completou o seu mandato. Ontem, o Ibovespa, índice de referência do mercado acionário brasileiro, caiu 4,76% – foi a maior queda desde abril de 2020 –, graças sobretudo ao risco político criado por Bolsonaro ao interferir na Petrobras. Sozinha, a empresa petrolífera perdeu R$ 72,6 bilhões em valor de mercado.

E Guedes, como fica?

O ministro da Economia, Paulo Guedes, sempre foi o fiador da suposta agenda liberal de Jair Bolsonaro. Com as patacoadas do presidente contra a Petrobras, e a indevida interferência na empresa, qual será a melhor saída para Guedes? Para gestores e analistas do mercado, ele foi a maior decepção nessa história toda e será preciso muito esforço para reconquistar a confiança do mercado, considerando que é improvável que as privatizações, ou até mesmo as reformas, saiam. O futuro preocupa.

R$ 10,5 bilhões

É quanto as empresas de tecnologia captaram, desde novembro, com ofertas públicas iniciais (IPOs) ou venda de lotes suplementares das ações na bolsa brasileira. O valor é mais do que o dobro do registrado na história por todo o setor

Prejuízos em alta no mundo dos esportes

Os grandes eventos esportivos continuam acumulando prejuízos com a pandemia do coronavírus. Ontem, o comitê organizador do Australian Open, um dos torneios de tênis mais importantes do mundo, informou que a última edição, vencida pelo sérvio Novak Djokovic, gerou perdas de 65 milhões de euros (cerca de R$ 434 milhões). No Brasil, a proibição de público nos estádios reduziu o faturamento dos 20 maiores clubes do país em R$ 2,5 bilhões na temporada 2020, segundo a consultoria Sports Value.


'''Se o (Paulo) Guedes sair, eu aposto que Bolsonaro sofre impeachment'''

Rafael Ferri, fundador da plataforma de investimentos TradersClub


Rapidinhas

  • A C&A lançou um novo serviço: a retirada, nas lojas físicas, de produtos comprados pela internet – e no máximo em três horas. Chamada Clique & Retire, a iniciativa está disponível em 276 unidades da marca em todos os estados, à exceção de Ceará e Santa Catarina. Segundo a empresa, o projeto não tem custos adicionais para o cliente.

  • O setor aéreo se prepara para os efeitos da imunização em massa da população mundial. Johan Lundgren, presidente da EasyJet, uma das principais companhias aéreas da Europa, disse que existem boas possibilidades de um “boom absoluto” das viagens no segundo semestre do ano. O executivo espera retomar todas as rotas até o fim do ano.

  • O McDonald’s venderá seus famosos sanduíches e batatas fritas no universo dos videogames. A rede criou uma loja virtual dentro dos jogos “Minecraft” e “The Sims 4”. No local, o usuário encontra um cupom com um QR Code que, ao ser escaneado, direciona o jogador para o serviço de delivery da rede de lanchonetes.

  • As empresas da área de saúde estão promovendo uma verdadeira corrida à bolsa de valores. Fundado em Campinas, no interior de São Paulo, o grupo Hospital Care Caledonia protocolou o registro para a sua oferta inicial de ações (IPO). A empresa nasceu em 2017 e cresceu ao integrar hospitais, clínicas e planos de saúde.


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