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Estado de Minas MERCADO S/A

Pacote de socorro não será suficiente para salvar as companhias aéreas

Executivos do setor fazem previsões pessimistas, alegando que os R$ 4 bilhões que o BNDES deverá liberar não resolverá o problema de todas as companhias


postado em 15/05/2020 04:00 / atualizado em 14/05/2020 21:56

"Um executivo ligado à Gol diz que a aviação brasileira está à beira de uma catástrofe" (foto: Gol/Divulgação)


Os R$ 4 bilhões que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deverá liberar para socorrer as companhias aéreas não serão suficientes para salvar o setor. Um executivo ligado à Gol diz que a aviação brasileira está à beira de uma catástrofe. “O maior problema é a incerteza sobre a recuperação”, diz a fonte. “Ninguém sabe quando haverá alguma normalidade, o que torna impossível fazer projeções. O que posso dizer é que a situação é mais grave do que as empresas dizem oficialmente”. No mundo, a situação não é diferente. Em entrevista para a TV americana, Dave Calhoun, presidente da Boeing, traçou um cenário apocalíptico. Ele espera a retomada de 25% dos voos apenas em setembro e, se tudo correr bem, de 50% em dezembro. Calhoun também declarou que os novos protocolos de segurança – como fileiras vazias entre os passageiros para reduzir o risco de contaminação – vão inviabilizar a operação de muitas companhias. Algumas irão inevitavelmente quebrar.

Apesar da crise, bolsa bate recordes

O fraco desempenho do mercado acionário brasileiro em 2020 não tem sido suficiente para afastar investidores. No fim de abril, o número de pessoas que compram e vendem ações na B3 chegou a 2,4 milhões, um avanço de 125% em relação ao mesmo mês de 2019. Em média, todos os meses, 140 mil novos CPFs entram na bolsa – com ou sem crise. A movimentação diária de negócios também alcançou patamares surpreendentes. Ela chegou a R$ 28,4 bilhões em abril, alta de 93% na comparação com um ano atrás.

Pão de Açúcar entrará no ramo de restaurantes

O Pão de Açúcar, uma das maiores redes de supermercados do país, está atento às mudanças de hábitos de consumo provocadas pela pandemia do coronavírus. Em live com analistas, Jorge Faiçal, diretor-executivo do Grupo, confirmou a intenção de entrar no ramo de restaurantes. Nos próximos meses, serão abertas pelo menos quatro “dark kitchens”, como são chamadas as cozinhas que oferecem refeições apenas por delivery. Por enquanto, a iniciativa deverá se concentrar em São Paulo.

Fast-food vai mudar para sempre

O surto do coronavírus vai transformar o setor de fast-food. A avaliação é de José Cil, presidente da Restaurant Brands International, dona das redes Burger King, Popeyes e Tim Hortons. “Nós abraçamos a noção de que parte de nossos restaurantes precisa mudar – certamente para o futuro próximo e, possivelmente, para sempre”, disse o executivo. Uso de máscaras, distanciamento entre mesas, fim do autoatendimento para refrigerantes e melhorias do delivery são algumas das mudanças em vista.

(foto: Reprodução da internet)
(foto: Reprodução da internet)

"A única medida que temos neste momento para não ultrapassar a capacidade do sistema de saúde é o isolamento social"

Sidney Klajner, presidente do Hospital Israelita Albert Einstein

 

RAPIDINHAS

  • A Guide Investimentos, segunda maior corretora do país, lançou em abril um movimento nas redes sociais para apoiar projetos de combate ao coronavírus. A iniciativa chegou a 13 milhões de pessoas e começa a render frutos. Ao lado da plataforma Kickante e da agência Ana Couto, a Guide selecionou três finalistas que receberão financiamento coletivo.
  • Um dos projetos escolhidos pela Guide, a Missão COVID presta primeiros socorros on-line aos infectados. O Biologix monitora, por meio de um sensor que mede a oxigenação do sangue, pacientes com suspeita da COVID-19. O terceiro projeto, chamado Arkmeds, avalia a ventilação pulmonar para validar respiradores.
  • Maior emissor de cartões por aproximação do Brasil, o Nubank fez um levantamento sobre o uso da tecnologia entre 24 de março e 24 de abril. Segundo o estudo, a modalidade de pagamento foi mais usada em supermercados (44% do total), restaurantes (20%) e transportes (11%). Cerca de 70% dos clientes do Nubank têm cartão por aproximação.
  • A empresa de mobilidade urbana 99 vai doar meio milhão de máscaras para motoristas da plataforma em 20 cidades brasileiras. Entre elas, Belo Horizonte, Brasília e Juiz de Fora. Segundo a 99, as máscaras são produzidas por Ongs e entidades como o Instituto Renner, Justa Trama e Instituto Resocial.

R$ 4 milhões

é quanto a Azul “queima” de seu caixa por dia durante a crise do coronavírus. A empresa teve prejuízo de R$ 6,1 bilhões nos três primeiros meses do ano


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