Conheça o mel produzido na Serra do Cipó que foi eleito o melhor do Brasil
Produto do Apiário Âmbar venceu a categoria de melhor mel de Apis (produzido por empresa) no 25° Congresso Brasileiro de Apicultura
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O ambiente que circunda um apiário onde méis são produzidos pode interferir no sabor final. No caso do Apiário Âmbar, produtora na Serra do Cipó (MG) premiada recentemente com o título de melhor mel de Apis (produzido por empresa) no Congresso Brasileiro de Apicultura, o ambiente é ingrediente indispensável.
A produção está em uma área de muita riqueza natural, longe de fábricas e do asfalto. “Estar em uma área de preservação é um privilégio muito grande. Quando tem abelhas perto de indústrias, asfalto, curral, elas levam resíduos desses locais para a colmeia e contaminam o mel”, explica Natálha Abreu, executiva à frente do Apiário Âmbar.
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O mel escolhido por ela para representar sua empresa no 25º Congresso Brasileiro de Apicultura, realizado em maio deste ano em Florianópolis, foi um mel de início de primavera (as estações do ano interferem nos atributos sensoriais do produto, uma vez que determinam as espécies polinizadas pelas abelhas). “Ele é mais clarinho e mais encorpado”.
Começo de tudo
Depois de 15 anos atuando em gestão cultural, Natálha se apaixonou pela apicultura. “Em 2011, fui passar férias em Guapé, no Sul de Minas. Lá eu conheci uma família de apicultores. Até então, eu nunca tinha visto uma colmeia de perto e me encantei. Comecei a estudar, a fazer cursos e falar com todos que meu sonho passou a ser morar na roça e cuidar de abelhas”.
Esse sonho foi “alimentado” por anos até que, quando conheceu seu marido, em 2019, conseguiu um parceiro para botar a ideia em prática. “Em 2020 eu propus da gente tirar esse sonho da gaveta, ele, que tinha um espaço ótimo para isso na Serra do Cipó, topou”.
Depois de visitarem apicultores bem-sucedidos, eles resolveram adquirir uma matriz, uma “colmeia-mãe”, que começa a produção e de onde são retirados favos e abelhas para a criação de novos enxames.
Abelhas africanizadas
As abelhas criadas por Natálha são as africanizadas, resultado do cruzamento da espécie africana com outras europeias. Os genes predominantes desta espécie, conforme explica a apicultura, são das abelhas africanas. “Elas são mais resistentes à doenças mas também são mais defensivas” – o que, inclusive, exige cuidado especial no manejo.
As abelhas nativas (ou indígenas) também são reconhecidas pela produção de méis, mas não foram escolhidas por Natálha justamente por serem menos produtivas. Ela, entretanto, destaca a relação de respeito que tem por esses animais e pelo produto. “Não é uma apicultura predatória, espero o tempo certo, colho o mel maduro e não tiro 100% do que é produzido. Tudo isso gera um mel mais maduro, sem acidez e mais suave no paladar”.
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*Estagiária sob supervisão da subeditora Juliana Lima