SIGA O EM

Câmara colocou o País em marcha a ré no combate à corrupção, diz Janot

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.
[{'id_foto': 1089498, 'arquivo_grande': '', 'credito': 'Lula Marques/ Agencia PT', 'link': '', 'legenda': '', 'arquivo': 'ns62/app/noticia_127983242361/2016/11/30/828806/20161130162330773012o.jpg', 'alinhamento': 'center', 'descricao': ''}]

postado em 30/11/2016 15:19 / atualizado em 30/11/2016 16:54

Agência Estado

Lula Marques/ Agencia PT

Em uma nota dura, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, falou em "retaliação" por parte dos deputados no texto aprovado nesta madrugada pela Câmara com uma série de mudanças na proposta de 10 medidas contra a corrupção apresentadas inicialmente pelo Ministério Público. "O resultado da votação do PL 4850/2016, ontem, colocou o país em marcha a ré no combate à corrupção", escreveu Janot, que chamou a votação desta madrugada de "ponto de inflexão e tensão institucional" e de "rejeição violenta e irracional ao Ministério Público e ao Judiciário".

"As 10 medidas contra a corrupção não existem mais. O Ministério Público Brasileiro não apoia o texto que restou, uma pálida sombra das propostas que nos aproximariam de boas práticas mundiais", afirmou o procurador-geral da República. Janot está em viagem internacional, mas acompanhou o resultado desta madrugada. Na semana passada, um dia antes de embarcar para a China, o procurador-geral disse que esperava que a votação no plenário da Câmara ocorresse "sem más notícias".

Os deputados fizeram ao menos 11 alterações no projeto de iniciativa popular encampado pelo Ministério Público. Os parlamentares incluíram medidas polêmicas, como a previsão de punir por crime de abuso de autoridade magistrados, procuradores e promotores. Também foram retiradas propostas consideradas essenciais pelos investigadores, como a responsabilização dos partidos políticos e dirigentes partidário por atos cometidos por políticos filiados às siglas.

O procurador-geral da República destacou que a proposta aprovada na Câmara ainda irá para o Senado e fez um apelo para que a sociedade acompanhe a tramitação do projeto para que "o retrocesso não seja concretizado; para que a marcha seja invertida novamente e possamos andar pra frente".

Na nota, Janot destacou que o texto que a Câmara aprovou tenta "intimidar" Ministério Público e Judiciário. Segundo ele, a Câmara não só retirou a possibilidade de aprimorar o combate à corrupção, como colocou em risco o funcionamento das instituições. "Um sumário honesto da votação das 10 Medidas, na Câmara dos Deputados, deverá registrar que o que havia de melhor no projeto foi excluído e medidas claramente retaliatórias foram incluídas. Cabe esclarecer que a emenda aprovada, na verdade, objetiva intimidar e enfraquecer Ministério Público e Judiciário", escreveu.

Ele destacou que a proposta inicialmente encaminhada ao Congresso teve apoio "maciço da sociedade brasileira", com mais de dois milhões de assinaturas. "No entanto, isso não foi o suficiente para que os deputados se sensibilizassem da importância das 10 Medidas de Combate à Corrupção", escreveu.

"Ministério Público e Judiciário nem de longe podem ser responsabilizados pela grave crise ética por que passa o país. Encareço aos membros do Ministério Público Brasileiro que se mantenham concentrados no trabalho de combate à corrupção e ao crime. Que isso não nos desanime; antes, que nos sirva de incentivo ao trabalho correto, profissional e desprovido de ideologias", escreveu.

Durante toda a manhã, procuradores da República responsáveis por investigações da Lava-Jato fizeram manifestações nas redes sociais com duras críticas ao projeto aprovado.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
600
 
Full
Full - 01 de Dezembro às 08:12
Na verdade, o que todos estes burocratas querem é acumular poder. Nada a ver com interesses republicanos.
 
Marcelo
Marcelo - 30 de Novembro às 20:00
Nota-se que a Câmara dos Deputados e o Senado Federal são presídios onde ladrões se concentram para burlar a lei. A diferença deles (Deputados e Senadores) em relação à presidiários em cadeias é que eles podem ir e vir para onde quiserem e se acharem acima da lei. Para que existe os Supremos Tribunais Federais se os Juízes se deixam ser enganados e manipulados por esta quadrilha?. Pensem povo brasileiro são esses nossos verdadeiros representantes? Lembrem-se de que novas eleições virão. Não colocamos pessoas honestas na política porque só temos opções por esses velhos ladrões.
 
Geraldo
Geraldo - 30 de Novembro às 18:55
Cabe a população Impedir!
 
geraldo
geraldo - 30 de Novembro às 18:41
Inexiste maior corporativismo do que no MPF, no Poder Judiciário, querem ser intocáveis, agir sem controle, o que leva alguns a agir de forma arbitrária. E quando são pegos na corrupção, a punição é um prêmio: aposentadoria.
 
Marco
Marco - 30 de Novembro às 16:46
Nessa câmara dos deputados, só uma cambada de abutres, espoliadores, que legislam em causa própria. O povo vai se movimentar para intervir nesse covil! Nós os colocamos lá e nós vamos tirá-los de lá, nem que seja na porr.... Ou se legisla para o povo ou se naufraga junto ao povo.