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Coluna Baptista Chagas de Almeida

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postado em 29/11/2016 12:00 / atualizado em 29/11/2016 07:48

Arte/Soraia Piva

Da mesa de reunião ao gravador no bolso


É, pelo jeito, nem deu tempo de ir à missa rezar para que o Congresso obedeça ao presidente Michel Temer (PMDB): “Verificamos que era preciso atender àquilo que se chama a voz das ruas”. Foi logo depois de reunião com os presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (PMDB-RJ). Em pleno domingo, dia de ir à igreja, vale ressaltar.

Difícil é acreditar que os nossos nobres congressistas vão se ajoelhar para seguir a homilia de Temer. Afinal, ela tratou da necessidade de não anistiar o crime de caixa 2 nas campanhas que os levaram aos plenários. Aliás, o texto dela já está prontinho, na forma de emenda ao projeto anticorrupção que deve ser votado hoje na Câmara dos Deputados. Será? Resposta rápida: vamos aguardar para ver.

“Eu espero que amanhã (hoje) o Parlamento brasileiro não pense em vingança”. Antes de ver, no entanto, melhor ouvir o que diz o próprio relator do projeto anticorrupção, deputado Ônix Lorenzoni (DEM-RS). É dele a frase e tem mais: “Eu temo por coisa pior. Há um zum–zum–zum muito forte dentro da Câmara dos Deputados (…) de que poderia ser completamente descaracterizado o projeto na votação em plenário”.

Ver para crer não é termo apropriado, em se tratando deste assunto. São, no mínimo – no mínimo, não custa repetir – por baixo 200 ou 300 nobres deputados que usaram e abusaram do caixa 2 na campanha. Não nesta última, em todas. A Operação Lava-Jato em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) ensina. Pergunte aos executivos da Odebrecht em suas delações premiadas.

Já contaram, ou pelo menos vazaram, algumas coisas. Mas tem mais, muito mais, mais mesmo. É só esperar se eles contarem tudo o que sabem. Não sobrará pedra sob pedra no Congresso. E isso para não dizer que não falei das flores que ornamentam os jardins dos Palácios do Planalto e do Alvorada.

O curioso é que em meio à discussão que mais interessa à sociedade, de moralizar o financiamento das campanhas eleitorais, tanta gente tem dado mais importância aos ex-ministros Geddel Vieira Lima, da Secretaria de Governo, – o gabinete mais próximo do presidencial, diga-se de passagem para registrar –, e do ex-ministro de Cultura Marcelo Calero, que gravou conversa com o próprio presidente da República.

Para mim, só isso basta para tratá-lo de mau-caráter. Um ministro que grava conversa com o presidente da República, boa intenção não tem. Muito antes pelo contrário. É a cultura da vingança que ainda estava por vir. E Marcelo Calero ainda faz chantagem, dizendo, em rede nacional, sobre ter mais gravações: “Não posso responder a essa pergunta”.

Mineiros unidos
Se não houver recurso em plenário, a BR-267 passará a ser “Rodovia Presidente Itamar Franco” em todo o seu trajeto. É que há o trecho, entre Juiz de Fora e Poços de Caldas, que tem o nome de Vital Brasil. Ela foi aprovada ontem na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, em caráter conclusivo, ou seja, se não houver recurso para ir ao plenário, o projeto segue direto para o Senado. A iniciativa foi do deputado Diego Andrade (PSD-MG) e o relator, que deu parecer, é óbvio, foi o deputado Lincoln Portela (PRB-MG). É óbvio que a dobradinha tinha de ser feita por mineiros, não é? E Itamar (foto) merece de fato a homenagem.

Pizzaria Brasília

É piada pronta: “Olá Baptista! Conheça a rede de franquia Pizza Cesar que acaba de entrar no segmento de franchising. Pizza Cesar marca território e quer ir muito além de Brasília. No plano inicial da expansão, cidades a partir de 30 mil habitantes”. E continua: “São 36 mil pizzarias em operação, um consumo de 1 milhão de pizzas por dia e um faturamento do setor de R$ 22 bilhões, de acordo com a Associação Pizzarias Unidas do Estado de São Paulo”. É e-mail enviado à coluna. Pizza além de Brasília? Marcar mais territórios? Este país não merece. O Congresso já cuida disso faz tempo, não precisa ir além dele.

Um país doente
“Medidas anticorrupção e projeto sobre auxílio-doença estão na pauta do Plenário”. É o título. Agora, o bigode, no jargão jornalístico, que detalha a manchete: “Os parlamentares terão ainda sessão do Congresso, marcada para quarta-feira, destinada à votação de vetos e da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2017”. E ficou o dia inteiro no site oficial da Câmara dos Deputados. Clicando para acessar a matéria, vem logo no início dela: “O projeto de combate à corrupção (PL 4850/16) é o destaque do Plenário para a última semana de novembro”. Sem maiores comentários. Os títulos falam por si.

Clima tenso

De Campinas direto para Brasília. Amanhã, a orelha do presidente Michel Temer (PMDB) vai queimar, de tanta choradeira. É que a direção executiva da Frente Nacional de Prefeitos, capitaneada por seu presidente, Márcio Lacerda (PSB), estará no Palácio do Planalto para cobrar a promessa de ele interceder para aprovar na Câmara dos Deputados parte dos recursos de repatriação dos impostos sobre o dinheiro de brasileiros que estava no exterior para o interior. O clima é tenso, em especial nos municípios médios e pior ainda nos pequenos. Além de nem dinheiro para pagar o 13º salário, eles temem não conseguir cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que prevê severas punições, inclusive eleitorais. Temem ser considerados “fichas sujas”.

Em tempo:
Chegou ontem à Câmara dos Deputados, vindo do Senado, o projeto que permite uma nova rodada de regularização de dinheiro, óbvio que não declarados às autoridades daqui, dos brasileiros que têm contas em bancos, só que no exterior. E já traz a divisão. A União, claro, fica com mais da metade (54%) e os 46% restantes serão divididos entre os estados, municípios e o Distrito Federal. É, o dinheiro vem, só não se sabe quanto tempo vai demorar.

PINGAFOGO

Ora, quem diria? Agenda cheia esta semana na Câmara dos Deputados, se incluir as comissões, é claro. Ah! E sessões solenes, que vão do Dia do Síndico à Entrega do Diploma Mulher – Cidadã Carlota Pereira de Queirós.

Ah! E ontem teve a solenidade de entrega do prêmio Selo Participação Legislativa no salão nobre e lançamento do Projeto Comunidade do Conhecimento no Camaranet (intranet da Câmara dos Deputados) – Saúde Pública. Só que no Café do Salão Verde.

“Nenhum direito a menos na reforma da Previdência; Contra a reforma trabalhista; Menos juros, mais empregos; e Em defesa da saúde e da educação.” É o lema da Força Sindical, que faz “Alerta ao governo! ”

A frase está em artigo do presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, que só assina Paulinho, mas é o Paulinho da Força Sindical (SD-SP). E Paulinho é só no artigo. No site da Câmara dos Deputados vai só o nome oficial.

Para finalizar, pegue sua vara e vá a algum rio. A Frente Parlamentar Mista da Pesca e Aquicultura tem amanhã reunião com a Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores e presidentes de colônias de pescadores de vários estados.

 

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