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'A partir de hoje sou babá', diz Geddel

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postado em 28/11/2016 08:07 / atualizado em 28/11/2016 08:34

Agência Estado

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Salvador - Nesse domingo (27), dia que encerrou a semana de seu calvário político, o ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima recebeu o jornal O Estado de S. Paulo em sua casa, no bairro do Chame-Chame, em Salvador, para, em suas palavras, encerrar suas declarações sobre as denúncias que lhe custaram o cargo.

Ele mostrou cheques em seu nome e de empresas que usam suas iniciais (GVL) e a de seus pais (MA) para reafirmar que investiu no apartamento 2301 do Edifício La Vue, na capital baiana. Sua intenção é desfazer afirmações de que seria sócio oculto do empreendimento.

O ex-ministro diz ter assinado a promessa de compra e venda do imóvel "em meados de 2014" e já ter pago R$ 1,9 milhão pelo apartamento - mais R$ 1 milhão seria pago em duas parcelas de R$ 500 mil, uma este ano e outra no final de 2017, na entrega das chaves.

Apesar do investimento, seu nome e o das empresas citadas por ele não aparecem na ata da convenção do condomínio assinada em setembro de 2015. Segundo Geddel, porque era uma promessa de compra e venda, ainda que o pagamento já tivesse sido efetuado. "A empresa de minha prima está lá na ata e ela desistiu da compra", afirmou.

O ex-ministro não permitiu que a reportagem tirasse cópias dos documentos que apresentará à Comissão de Ética da Presidência e ao MP. Também não autorizou qualquer registro da entrevista.

"Não vai fazer que nem o (Marcelo) Calero não, hein?", brincou, citando o ex-ministro da Cultura, que afirma ter gravado conversas em que Geddel o teria pressionado a aprovar o empreendimento fora das regras do Iphan. O caso culminou com o pedido de demissão de Geddel na última sexta-feira, acompanhado de perto por jornalistas e manifestantes em frente ao prédio onde mora, na Bahia.

Geddel diz não saber o que será feito do empreendimento após a suspensão das obras por decisão da Justiça. "Quero sarar o lombo e pensar no que fazer daqui para a frente". De camisa regata, jeans e sandálias, brincou: "A partir de hoje, sou babá", em referência ao filho, Gedelzinho, de sete anos.

'Suíno'


O ex-ministro também comentou o apelido de "suíno" que teria recebido no colégio Marista de Brasília, onde estudou com Renato Russo, do qual ele afirma não se recordar. "Nunca fui chamado de suíno. Aliás, nem lembro de Renato Russo nenhum no colégio. Ele não era ninguém". A história - e a desavença com Renato - é narrada na biografia do cantor, "O Filho da Revolução", de Carlos Marcelo.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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Joeudes
Joeudes - 30 de Novembro às 10:05
Será que ele vai ser um bom exemplo para o filho? parodiando Temer, o garçom da republiqueta, "logo penso que não não diria eu".
 
Aminadab
Aminadab - 28 de Novembro às 09:45
O Remédio eficaz CONTRA esse ANÃO do ORÇAMENTO e DEBOCHADOR, será os CIDADÃOS da BAHIA ELIMINAR O NOME desse 342 nas URNAS em 100% nas ELEIÇÕES FUTURAS!
 
Full
Full - 28 de Novembro às 14:38
Uai, coxinha, ele é seu representante. Golpista igual a vc.