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Pimentel e tucanos trocam acusações sobre obras em MG

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postado em 23/11/2016 19:23

Isabella Souto /

As obras da Cidade Administrativa – sede do governo mineiro inaugurado pelo governo Aécio Neves em março de 2010 – se tornaram motivo de ataques, nesta quarta-feira, entre o governador Fernando Pimentel (PT) e a direção do PSDB mineiro.

Ao discursar em solenidade de entrega de 50 ambulâncias para unidades do sistema prisional estadual, Pimentel afirmou que o modelo adotado por sua gestão é de “pequenas entregas” que beneficiam muita gente.

“Nós sucedemos governos preocupados com grandes obras mas benefícios reduzidos”, afirmou Pimentel, apontando como exemplo os R$ 2 bilhões gastos com a construção da Cidade Administrativa. Ele se disse “constrangido” com o gasto realizado pelo governo tucano, que teria trazido um benefício “duvidoso”.

“Se tivesse consultado a população, teriam priorizado outro tipo de obra”, disse, completando que boa parte dos servidores não gostam de trabalhar no local em razão da distância. A Cidade Administrativa fica no bairro Serra Verde, região Norte da capital.

Outro exemplo citado por Pimentel foi a construção de um Centro de Convenções em São João Del Rey, na região Central de Minas, ao custo de R$ 400 milhões. “É um centro que certamente não vai ter utilidade, dificilmente vai atrair eventos”, criticou.

Em nota, o deputado federal e presidente do PSDB estadual, Domingos Sávio, afirmou que as declarações de Pimentel são “uma agressão à inteligência dos mineiros”. Para ele, demonstram o “desespero” de um “governador sitiado” diante do risco de responder a um processo penal no Superior Tribunal de Justiça (STJ) em razão das investigações da Operação Acrônimo.

Ainda de acordo com Domingos Sávio, nas gestões de Aécio Neves e Antônio Anastasia – 2003 a 2014 – foram realizadas ações e obras essenciais para oe stado, como a pavimentação de 5 mil quilômetros de estradas pelo programa ProAcesso e a viabilização de sinal de telefonia celular em 100% dos municípios.

Sobre a Cidade Administrativa, disse que o complexo levou a uma economia média anual de R$ 111 milhões aos cofres públicos. E que São João Del Rei é um dos principais centros turísticos de Minas.
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Jorge
Jorge - 01 de Dezembro às 14:23
Pimentel está equivocado. Os servidores se adequaram. Surgiram diversas opções no Centro Adm. Muita gente se mudou para o entorno da CAMG, e quem fez isto aumentou em muito sua qualidade de vida.