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PF vai apurar denúncia de oferta de propina de Garotinho a juiz eleitoral

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postado em 19/11/2016 12:19 / atualizado em 19/11/2016 12:47

Agência Estado

Rio, 19 - A Polícia Federal vai apurar a denúncia de que o ex-governador Anthony Garotinho e seu filho Wladimir Matheus ofereceram propinas de R$ 1,5 milhão e R$ 5 milhões para influenciar decisões do juiz eleitoral Glaucenir Silva de Oliveira, da 100ª Zona Eleitoral de Campos dos Goytacazes, que decretou a prisão preventiva do ex-governador na Operação Chequinho. O pedido de instauração de inquérito partiu da Procuradoria Regional Eleitoral. Ele pede a investigação da denúncia de que pai e filho teriam oferecido, "por intermédio de terceiros, 'quantias milionárias' a pessoas conhecidas pelo juiz" a fim de obter decisões favoráveis e evitar a prisão de ambos.

O procurador regional eleitoral Sidney Madruga encaminhou ofício à PF na noite de sexta-feira (18). Ele ressaltou a gravidade dos fatos apontados, "que configurariam caso explícito de corrupção".

"Os fatos serão apurados, em caráter urgente, pelo Ministério Público e Polícia Federal, pois a situação retratada pelo magistrado é extremamente grave", diz o procurador regional eleitoral Sidney Madruga. Segundo ele, as duas ofertas relatadas pelo juiz foram de entrega de propinas de R$ 1,5 milhão e R$ 5 milhões.

O procurador também expediu ofícios em caráter de urgência ao MP Estadual e para o Tribunal Regional Eleitoral (TRE/RJ), em que pede que a promotoria em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, "tome as medidas necessárias para reprimir possíveis ilícitos criminais e eleitorais cometidos por pai e filho". A defesa de Garotinho não foi encontrada pelo Estado na manhã deste sábado (19).

Garotinho está internado no Hospital Quinta D'Or, depois de ter passado um noite em hospital penitenciário por decisão do juiz Glaucenir Oliveira. No início da madrugada deste sábado, foi transferido do Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste da capital, para um hospital particular da zona norte da cidade, onde será submetido a exames. A transferência foi determinada ontem (18) pela ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Luciana Lóssio.

 

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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José
José - 19 de Novembro às 19:08
Por isso é que ESTES DESGRAÇADOS NUNCA SÃO PEGOS - - - - BRAÇOS FORTES - - - - EM TODAS LIXEIRAS ! ! !
 
Aminadab
Aminadab - 19 de Novembro às 17:47
É Urgente que se crie o ARTIGO 180 "A" no Código Penal, com PENA MÍNIMA em 10 ANOS de RECLUSÃO, PENA MÁXIMA em 15 ANOS de RECLUSÃO, sem nenhum DIREITO A RECURSOS na JUSTIÇA COMUM e na JUSTIÇA ELEITORAL, para todos os MEMBROS DE PARTIDOS, para todos os PRESIDENTES de Partidos Políticos e para Todos que estejam em CARGOS e FUNÇÕES PÚBLICAS.