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João Leite e Kalil promovem arrancada para o 2º turno

Adversários na disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte, João Leite e Alexandre Kalil aceleram alianças com partidos e intensificam corpo a corpo nas regionais da capital

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postado em 06/10/2016 07:28 / atualizado em 06/10/2016 07:42

Juliana Cipriani / , Marcelo da Fonseca , Alessandra Mello

Na busca aos votos, principalmente daqueles eleitores que abriram mão de escolher entre os 11 nomes que disputaram a Prefeitura de Belo Horizonte no primeiro turno, os dois candidatos João Leite (PSDB) e Alexandre Kalil (PHS), tiveram agendas distintas, ontem. Enquanto o tucano recebia o apoio do deputado estadual Sargento Rodrigues (PDT), candidato derrotado no primeiro turno, e discutira a segurança pública, o ex-presidente do Atlético visitou a Mata do Planalto, onde um novo empreendimento imobiliário é motivo de protesto dos moradores da região. Nos compromissos, não faltaram críticas à administração municipal e ao adversário.

Pacto pela segurança pública

Paulo Filgueiras/EM/D.A Press

O deputado estadual João Leite (PSDB) recebeu, na manhã de ontem, o apoio do colega de Assembleia, Sargento Rodrigues (PDT), na corrida pela Prefeitura de Belo Horizonte. Nono colocado no primeiro turno, com 2,88% dos votos válidos, Rodrigues levou com ele a adesão de representantes dos policiais e bombeiros militares, categoria que representa. Na presença deles, o tucano anunciou um pacto pela segurança pública na capital mineira.

Além do deputado do PDT, participaram do encontro na sede do PSDB representantes das associações de bombeiros (Ascobom), União dos Militares de Minas Gerais e Associação dos Praças (Aspra) e do Sindicato dos Agentes Penitenciários. Sargento Rodrigues também empenhou apoio do Centro Social de Cabos e Soldados da PM e BM. O colega de Assembleia de João Leite disse conhecê-lo há 18 anos e prometeu fazer campanha na rua com ele.

Assim como fez no primeiro turno, Sargento Rodrigues disparou toda a munição possível contra o segundo colocado no pleito, o ex-presidente do Atlético, Alexandre Kalil (PHS). “BH não pode e não deve ficar nas mãos de um desequilibrado, uma pessoa que não tem diálogo”, afirmou. Rodrigues disse ainda que João Leite não tem títulos protestados e não trata as pessoas com desprezo. Ainda sobre Kalil, Sargento Rodrigues chamou Kalil ainda de “cidadão notoriamente conhecido como caloteiro”. Afirmou que ele deve funcionários, uma lanchonete e “ostenta vida de rico”.

João Leite disse que vai incorporar as propostas de Sargento Rodrigues na área da segurança. Entre as ideias, garantiu que vai adotar uma política de valorização do servidor e medidas de prevenção à criminalidade.
“O que estamos fazendo é um pacto contra a criminalidade, contra os criminosos. Não daremos sossego à criminalidade em BH”, afirmou o candidato à PBH. Segundo o tucano, o primeiro a defender os direitos humanos é o policial, que vai às ruas defender a população. João Leite disse que construirá uma grande aliança contra o crime entre a guarda municipal e os policiais militares e civis.

Mata do Planalto é "intocável"


Amira Hissa/Divulgação

O candidato Alexandre Kalil (PHS) visitou ontem a Mata do Planalto, na Região Norte, e prometeu aos moradores que, caso eleito, o “espaço será intocável”. Desde 2010, a população dos bairros vizinhos da Mata se manifesta contra a construção de um empreendimento imobiliário no local. Ao comentar problemas de alagamentos na cidade, o ex-cartola afirmou que a atual gestão apresenta “projetos malfeitos para enganar as pessoas”.

Durante a visita, Kalil conversou com ambientalistas e moradores e prometeu buscar um local diferente para o empreendimento imobiliário. “A Mata é intocável. Por outro lado, a prefeitura tem que mediar uma transferência para que essa obra que vai comer quase 35% dessa mata seja feita em outro lugar. No século 21, invadir um trecho de mata atlântica para construir é inadmissível”, dise o ex-cartola.

O candidato propôs um diálogo entre prefeitura, moradores e as construtoras interessadas no empreendimento para buscar uma solução. “Existe um déficit de moradias de 76 mil residências. Vamos sentar com aqueles que têm interesse em fazer os prédios e achar outro terreno”, afirmou.

Kalil defendeu uma política mais voltada para a sustentabilidade na capital mineira. “Sustentabilidade é uma questão de economia. É bom negócio ser sustentável. Com o meio ambiente a questão é simples: o que a cidade tem (de áreas preservadas) não pode mexer. Vamos cuidar do que já tem, dos parques. Não se toca nas duas matas que restam, aqui no Planalto e no Jardim América”, disse Kalil.

Questionado sobre as enchentes que se repetem na cidade durante os períodos chuvosos, Kalil criticou a atual gestão e prometeu trabalhar na elaboração de melhores projetos. “Outro dia nós fomos em lugares que sofrem com enchentes. A Sudecap tinha apresentado um projeto de mentira para a população. É preciso parar de enganar as pessoas. Até hoje não temos bons projetos e por isso não conseguimos aprovar nada na Caixa Econômica Federal. Tudo que foi levado, projetos malfeitos não foram aprovados e a verba não é liberada”, afirmou.

PMDB: atritos depois do apoio

Euler Júnior/EM/D.A Press

A bancada do PMDB na Assembleia Legislativa de Minas Gerais desautorizou o apoio do vice-governador Antônio Andrade, presidente do partido em Minas, ao candidato do PSDB à Prefeitura de BH, João Leite. O anúncio da aliança com o tucano foi feito na terça-feira, em conjunto com o candidato do PMDB deputado federal Rodrigo Pacheco, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno. Ontem, a Executiva municipal da legenda se reuniu e divulgou uma nota desmentindo o apoio. Em seguida, os deputados estaduais foram almoçar com o governador Fernando Pimentel (PT) no Palácio da Liberdade e reafirmaram que não existe aliança com o PSDB, principal adversário do PT e do PMDB desde os tempos das gestões de Aécio Neves e Antonio Anastasia, hoje senadores.

Na nota, os deputados e também o comando da legenda em BH afirmaram que não foram consultados sobre o apoio ao tucano e desautorizam a aliança com o PSDB. O grupo não anunciou apoio a ninguém. Entre eles está o líder da Maioria na Assembleia, deputado Vanderlei Miranda, vice de Pacheco na chapa. “Não fui sequer comunicado, fiquei sabendo pela imprensa que a noiva cobiçada do segundo turno já estava se derretendo aos pés do PSDB no dia seguinte da eleição, em uma reunião feita por pessoas que não representam a Executiva”, afirmou.

O PSDB é a principal força de oposição ao governo Pimentel na Assembleia. João Leite é um dos mais duros em seu discurso. Vanderlei Miranda disse não ter nada contra João Leite ou o PSDB, mas criticou a forma como foi fechado o acordo “atropelando os membros da Executiva”. A bancada do PMDB tem 13 deputados na ALMG. “Naturalmente, a base está indo ao governador para não deixar dúvidas da posição da bancada”, afirmou Miranda. O deputado participou virtualmente da reunião da Executiva, pois estava viajando.

O secretário-geral do PMDB e secretário de Saúde, Sávio Souza Cruz, disse que não existe acordo com o PSDB e que a direção do partido não foi consultada, como é de praxe e como determina o regimento interno. Segundo ele, os integrantes do partido têm o direito de decidir quem vão apoiar, mas o apoio não pode ser feito em nome do partido porque ninguém foi consultado. “Para afirmar que o apoio é da legenda você tem que passar pelas instâncias do partido e nada disso foi feito.”

Pacheco reafirmou o apoio ao tucano, mas disse que vai respeitar a posição da legenda. “Meu apoio é a João Leite, andei por BH e não vou confiar a cidade a uma pessoa que não tem preparo”, afirmou o deputado que, durante o primeiro turno, foi um dos principais críticos de Kalil. Questionado sobre a decisão da Executiva Municipal e da bancada estadual ter desautorizado o apoio a ele, João Leite disse estar contemplado com a aliança com Pacheco e com o apoio de lideranças como o vice-governador Antônio Andrade e o deputado federal Leonardo Quintão (PMDB).

Resultado e volta do horário na TV

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) publica hoje os editais com a proclamação do resultado do primeiro turno das eleições nos municípios com mais de 200 mil eleitores. No estado, Belo Horizonte, Contagem, Juiz de Fora e Montes Claros terão segundo turno, totalizando 3.042.314 eleitores que voltarão às urnas no dia 30. Uberlândia, Uberaba, Betim e Governador Valadares elegeram seus prefeitos no primeiro turno. A legislação eleitoral estabelece que 48 horas após a proclamação do resultado, é liberada a veiculação do horário eleitoral gratuito no rádio e na TV, o que deve, portanto, ocorrer no sábado nessas cidades. Em Montes Claros, um dos candidatos que obteve votação para ir para o segundo turno, Ruy Muniz (48.834 votos), está sub judice. O indeferimento da chapa do atual prefeito afastado foi motivado pela renúncia do candidato a vice de Muniz, Danilo Narciso, ocorrida em 16 de setembro, quando já não era mais possível a sua substituição, com base nas mudanças ocorridas na Lei Eleitoral. Ontem, o TRE rejeitou recurso do candidato e manteve decisão do dia 28 que já havia confirmado o indeferimento da chapa.
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SAMUEL
SAMUEL - 06 de Outubro às 19:31
Duas latas de lixo.
 
Elias
Elias - 06 de Outubro às 11:59
Os dep est e fed disputando cargo municipal, e o povo morrendo no anel, na 381, nos hospitais, nos assaltos, nos alagamentos, e os caras não estão nem ai para o estado, MG, não tem GOVERNADOR, SENADORES, DEP ESTADUAIS E FEDERAIS.
 
Full
Full - 06 de Outubro às 11:28
Voto nulo. Um é ladrão e o outro protege ladrão.
 
rodrigo
rodrigo - 06 de Outubro às 08:01
Por isso que o kalil diz que não é político! Ontem os caras estavam se atracando, e hoje estão felizes um com o outro! O kalil não tem perfil de pessoa falsa!