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Senadora petista critica 'valentia' de deputado

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postado em 21/10/2014 06:00 / atualizado em 21/10/2014 09:16

Estado de Minas

Brasília – A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirmou nessa segunda-feira, por meio de nota, que a “valentia” do líder do Solidariedade na Câmara, deputado Fernando Francischini (PR), em querer convocá-la para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Mista da Petrobras no Congresso é “seletiva”. De acordo com denúncia, Gleisi teria recebido R$ 1 milhão para sua campanha ao Senado, em 2010, do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, a pedido do doleiro Alberto Youssef. Francischini prometeu protocolar um requerimento com o objetivo de ouvir explicações da senadora. Em 2011, no início do governo Dilma Rousseff, Gleisi se licenciou do mandato para assumir o cargo de ministra-chefe da Casa Civil – posto que ocupou até fevereiro deste ano. Ela disputou o governo do Paraná e ficou em terceiro lugar, com 14,9% dos votos. Beto Richa foi reeleito governador.

Na nota, a senadora sugere que o líder do Solidariedade “divulgue tudo” e lembra que um dos envolvidos na operação Lava a Jato, que investigou o escândalo de propinas em contratos da Petrobras, o deputado Luiz Argôlo (BA), é do mesmo partido de Francischini. Argôlo é acusado de ter recebido pelo menos R$ 330 mil do esquema de Alberto Youssef.

“A valentia do ex-delegado é seletiva. Quando divulgaram o nome de dezenas de deputados que estariam envolvidos, inclusive um do partido dele e o próprio presidente da Câmara, ele não falou em convocar ninguém. Além disso, se apresenta como amigo do juiz do processo e detentor de informações privilegiadas, que ameaça divulgar. É bom divulgar logo tudo, para não parecer que quer achacar alguém”, diz a nota.
A senadora reafirmou que os repasses para sua campanha em 2010 foram todos declarados à Justiça Eleitoral e que não conhece Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef.

Segundo reportagem do jornal “O Estado de S.Paulo”, o ex-diretor da Petrobras afirmou nos depoimentos da delação premiada que recebeu um pedido de Alberto Youssef para “ajudar na candidatura de Gleisi”. Ele disse que Paulo Bernardo, ministro das Comunicações e marido da senadora, teria recebido o dinheiro. Conforme o depoimento de Costa, o repasse de R$ 1 milhão para a campanha seria comprovado por meio de anotações que ele mesmo fez em sua agenda pessoal, apreendida pela Polícia Federal em 20 de março, três dias depois de deflagrada a Operação Lava a Jato.