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Aécio mostra família e Dilma critica falta d'água em SP

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postado em 20/10/2014 09:07 / atualizado em 20/10/2014 09:25

Agência Estado

São Paulo - O programa eleitoral do PSDB no rádio na manhã desta segunda-feira, 20, mostrou o candidato do partido à Presidência falando de família e de propostas para segurança pública. Do outro lado, Dilma Rousseff criticou a falta de planejamento que prejudica o abastecimento de água em São Paulo e disse que este é o jeito de os tucanos governarem.

Aécio foi apresentado pela mãe, Inês Maria, filha de Tancredo e, segundo o locutor do programa, a pessoa que melhor conhece o candidato do PSDB. Aécio foi definido pela mãe como uma pessoa conciliadora e que, na política, não faz inimigos, mas adversários.

O candidato tucano ressaltou a importância da família e fez propostas para a área de segurança pública. Ele prometeu aumentar a vigilância na fronteira, a repressão ao tráfico e disse que vai aumentar o número de policiais nas ruas, transferindo 50 mil profissionais que hoje fazem trabalhos administrativos.

O comentarista político César Reis foi o responsável pelas críticas mais contundentes ao governo do PT, dizendo que Dilma usa a maior parte de seus comerciais para atacar Aécio e dando à votação do próximo domingo um caráter plebiscitário: mudança contra continuidade.

"Quantas vezes você quis mudar tudo nesses quatro anos?", perguntou Reis, que estendeu o questionamento ainda aos "decepcionados" e "traídos" pelos "erros graves do governo". "Foi às ruas em junho do ano passado, lembra por quê? Se quer um jeito diferente de fazer as coisas, vote Aécio", completou.

Depois de uma crítica inicial ao modelo econômico tucano, comandado por Armínio Fraga, - "aquele que diz que o salário mínimo está alto demais" - o programa do PT tratou da crise hídrica que afeta todo o Estado de São Paulo. Segundo os locutores do programa petista, o problema poderia ter sido evitado se tivesse havido planejamento do governo do Estado. Os apresentadores argumentaram que não foi por falta de recursos que as obras não foram feitas uma vez que a Sabesp pagou dividendos a seus acionistas.

Ao comentar a falta d'água, Dilma disse que tratava do tema por dois motivos: porque se solidarizava com o sofrimento dos paulistas e também para mostrar qual era o modelo de gestão tucano. Dilma ofereceu ainda ajuda do governo federal. "Há meses estou tentando ajudar, mas o governo (estadual) não demonstrou interesse em fazer obras com o nosso apoio", afirmou.

A presidente ainda disse que o Brasil está pronto para viver um novo ciclo de desenvolvimento e que a afirmação não se baseava em "promessas vazias". "Esta é a diferença entre falar e fazer", completou um locutor.