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Petista espera uma "boa briga" no fim da disputa presidencial

Dilma Rousseff nega campanha de ódio e diz que não deixará de rebater acusações em debates

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postado em 18/10/2014 06:00 / atualizado em 18/10/2014 07:38

ICHIRO GUERRA

Curitiba –
A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, afirmou ontem que não vai deixar de rebater as acusações dos adversários tucanos, mas negou que esteja fazendo uma campanha de ódio. “Não somos da guerra, não somos da briga, mas, quando nos desafiam, a gente encara uma boa briga”, disse, em discurso na Praça Generoso Marques, no Centro de Curitiba. Ao lado do vice-presidente, Michel Temer, Dilma não citou Aécio Neves (PSDB) nem o economista Arminio Fraga, mas criticou o indicado pelo senador para assumir o Ministério da Fazenda em um eventual governo tucano. Do Sul, a presidente não seguiu para o Rio de Janeiro, onde cumpriria extensa campanha no fim de semana. A coordenação de campanha informou que ela ficará em Brasília se preparando para o debate da Rede Record amanhã à noite.

Em entrevista após ato político em Florianópolis, onde também fez campanha e a exemplo de Curitiba perdeu no primeiro turno, a presidente foi perguntada se pretendia mudar o rumo da campanha: “Não estou tomando este rumo, fui levada a esse rumo. Acredito que os debates seriam melhores se fossem mais propositivos”. “Acontece que não é da mesma forma que o candidato adversário tem se comportado”, disse a petista, afirmando que preferia apresentar programas federais, como o Pronatec e o Minha Casa, Minha Vida. “Agora, não posso me furtar ao debate que vier, porque sou candidata. Não posso usar artifício e fugir das discussões”, concluiu.

“O candidato a ministro da Fazenda é aquele que deixou o Brasil de joelhos duas vezes; não se sabe o que vai ser dos bancos públicos”, disse. Em mais um discurso na linha do “nós e eles”, Dilma disse que o Brasil não pode retroceder. Quando eles (PSDB) estiveram no governo, não fizeram os programas que agora dizem que vão fazer, como o Bolsa Família. “Eles, quando puderam, não fizeram, e hoje com a cara limpa dizem que vão fazer o Bolsa Família. Não vão, não, porque nunca fizeram”, disse.

A petista disse ainda que “eles sucatearam” as universidades e não olharam para os pequenos agricultores. “Agora, querem acabar com a política industrial desse país, que voltou a criar várias oportunidades”, afirmou.

Dilma participou de uma carreata em carro aberto com aliados do PMDB no estado. Ela seguiu o roteiro tradicional, acenando, fazendo corações e até pegou uma criança no colo. Segundo os organizadores, o ato reuniu cerca de oito mil pessoas. Dilma viajaria hoje para o Rio de Janeiro para fazer campanha, mas mudou os planos e transferiu a viagem para segunda-feira o compromisso. Ela fica hoje e amanhã no Palácio da Alvorada. A orientação dos coordenadores da campanha é dedicar o fim de semana à preparação do debate da TV Record, amanhã, às 22h.

NORDESTE Na reta final da campanha, Dilma vai intensificar os eventos no Rio, terceiro maior colégio eleitoral do país, onde aparece em empate técnico com Aécio Neves. Para o Rio, estão previstas duas agendas na segunda: caminhada no calçadão de Alcântara, em São Gonçalo, no Grande Rio; e carreata e encontro com prefeitos na quadra da Portela, em Madureira, na Zona Norte. Na terça, Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva devem viajar para Recife e Petrolina, em esforço para ampliar vantagem no Nordeste sobre Aécio. Pernambuco foi o único estado da região onde ela não venceu no primeiro turno.

PIMENTEL

O governador eleito de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), pediu votos para Dilma Rousseff em Montes Claros, ontem. Ele participou de reunião com prefeitos e lideranças políticas no Automóvel Clube e lembrou que a presidente teve mais de 80% dos votos em pequenos municípios da região. O petista pediu empenho da militância para manter ou aumentar a votação dela no Norte de Minas. Além de deputados eleitos, no palanque de Pimentel estiveram o vice-governador eleito Antonio Andrade (PMDB) e o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia, que integra a coordenação da campanha de Dilma em Minas. Segundo Walfrido, a candidata ainda poderá retornar ao estado uma ou duas vezes antes da eleição.