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Estado de Minas

Notícia de candidatura de Lula é fofoca, afirma Carvalho

"Isso é fofoca, é natural que aparece na política, mas não está em pauta", disse o ministro Gilberto Carvalho


postado em 26/02/2014 12:41

O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho classifixou como "fofocas" a candidatura de Lula à Presidência da República nas eleições deste ano. De acordo com Carvalho, não só o PT rechaça essa hipótese como o próprio Lula "é um grande cabo eleitoral da Dilma Rousseff.

"Isso é fofoca, é natural que aparece na política, mas não está em pauta. A nossa candidata está muito bem definida, muito bem. O presidente Lula é o grande cabo eleitoral e pronto. Esse assunto não existe para nós", afirmou.

Recentemente, surgiram informações de movimentos de empresários que, insatisfeitos com o diálogo com a presidente, estariam falando na volta de Lula. O ex-presidente teria também feito algumas críticas à maneira com que Dilma estaria conduzindo a economia, mas teria garantido que vai haver uma mudança de rumo. Lula negou qualquer hipótese de ser candidato novamente este ano.

Tensão

A relação entre Lula e Dilma estaria cada vez mais tensa. Lula concorda com a tese de que as intervenções excessivas do governo nas relações com o mercado deterioraram o ambiente econômico e afugentaram os investidores. No ano passado, havia sugerido que Dilma mudasse a equipe econômica, substituindo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, pelo ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles. A presidente da República ficou de pensar no assunto e depois disse não, preferiu manter o  ministro da Fazenda no cargo.

A atual política econômica foi concebida por Dilma, Mantega e pelo ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante; com Meirelles na Fazenda, novamente seria “blindada” pelo mercado, com o ex-presidente Lula de avalista. Desde o “não” de Dilma, porém, o ambiente econômico piorou e a conspiração entre grandes empresários a favor do “Volta, Lula!” não parou de crescer. A adesão dos petistas à tese já é majoritária, com exceção dos que estão no governo. O ex-presidente da República, porém, na semana passada, resolveu puxar o freio de mão e evitar novas reuniões com empresários. Dilma é refém de Lula. O ex-presidente se comprometeu a apoiá-la, mas, se houver risco de perder a eleição, tudo muda.

Reação de Dilma


De Bruxelas, na Bélgica, a presidente Dilma Rousseff, que retornou ao Brasil na madrugada desta quarta-feira, negou na última segunda-feira (24) que Lula esteja manifestando insatisfação sobre seu governo a interlocutores políticos e empresariais. Conforme a presidente, Lula "não comentou" nenhum tipo de divergência, nem na gestão econômica do país, nem na articulação política do governo. “Vocês podem tentar de todas as formas criar conflito, ruído ou barulho entre mim e o presidente Lula, mas vocês não vão conseguir", afirmou.


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