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Seca histórica destrói economia rural no Nordeste Transferência de renda minimiza tragédia, mas ainda é incapaz de impedir que a economia local entre em verdadeiro colapso durante períodos de longa estiagem

Agência Estado

Publicação: 07/04/2013 12:49 Atualização: 07/04/2013 14:45

A estimativa é que a estiagem provocou no Estado governado por Eduardo Campos (PSB), possível presidenciável em 2014, a redução de 710 mil cabeças de rebanho bovino (Padre Djacy Brasileiro/divulgacao 03/02/2013)
A estimativa é que a estiagem provocou no Estado governado por Eduardo Campos (PSB), possível presidenciável em 2014, a redução de 710 mil cabeças de rebanho bovino

A rede de proteção social que inclui programas de transferência de renda dos governos federal e estaduais tornou menos dramáticos os impactos da seca no cotidiano da população do Nordeste, mas ainda é incapaz de impedir que a economia local entre em verdadeiro colapso durante períodos de longa estiagem. A avaliação é de pesquisadores e autoridades ouvidas pela reportagem, que identificou em Pernambuco, Bahia e Alagoas uma realidade atenuada, porém, ainda bastante difícil para o sertanejo que enfrenta a maior seca das últimas décadas na região.

Na terça-feira passada, em visita a Fortaleza (CE), a presidente Dilma Rousseff afirmou que, graças às ações de seu governo e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, "a face da miséria nessa região não foi acentuada tão perversamente pela estiagem".

Para o professor João Policarpo Lima, do Departamento de Economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a aposentadoria rural e projetos como o Bolsa Família e o Bolsa Estiagem dão às famílias do campo, de fato, uma alternativa à produção agrícola quando as condições climáticas ficam desfavoráveis. Mas a quebra de safras e a morte de rebanhos provocam efeitos duradouros na economia local.

A estimativa é que a estiagem provocou no Estado governado por Eduardo Campos (PSB), possível presidenciável em 2014, a redução de 710 mil cabeças de rebanho bovino - sendo que 150 mil morreram e o restante foi abatido precocemente. A bacia leiteira estadual sofreu queda de 72% na sua produção.

Na passagem por Fortaleza, Dilma anunciou pacote de R$ 9 bilhões para medidas emergenciais de enfrentamento da seca no Nordeste. Porém, prefeitos de municípios do semiárido baiano e produtores agrícolas do Estado lamentaram o que chamaram de "superficialidade" das ações anunciadas pela presidente durante reunião da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Os administradores das cidades afetadas pela estiagem, liderados pela União dos Municípios da Bahia (UPB), resolveram criar um "Movimento dos Sem-Água" e prometem marchar até Brasília para cobrar "medidas objetivas e duradouras" para enfrentar a crise.
Tags: celular

Esta matéria tem: (3) comentários

Autor: Marcio Alonso
A indústria da seca tem a idade do Brasil e interessa a alguns, principalmente aos políticos. Passou da hora de se interessar a conviver com a seca e não a combatê-la. Vamos aprender a conservar e restaurar a natureza, essa é a solução. | Denuncie |

Autor: Washington cunha
Nós nordestinos devemos votar em 2014 nos mesmo que estão no poder. Para continuar a situaçao. | Denuncie |

Autor: Meirelles Sr.
Leiam João Suassuna. Se as medidas tomadas por Dom Pedro II, em 1880, ou retomadas por JK em 1959 persistissem até hoje o Nordeste já estaria livre os efeitos da seca. A rede de açudes do nordeste é a maior do mundo mas a água chega para poucos e a solução encontrada é transpor o São Francisco. | Denuncie |

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