SIGA O EM

Carroceiro abandona cavalo agonizando até a morte em via pública dem BH

O animal foi deixado de madrugada na Avenida Ressaca, no Coração Eucarístico. Na quarta-feira, uma égua ficou abandonada por dois dias num lote no Grajaú e morreu

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.
[{'id_foto': 1033590, 'arquivo_grande': None, 'credito': ' Guilherme Ceklera/Divulga\xe7\xe3o', 'link': '', 'legenda': 'Animal foi abandonado sobre cal\xe7ada em frente pr\xe9dio', 'arquivo': 'ns62/app/noticia_127983242361/2016/05/07/760213/20160507151145902283i.jpg', 'alinhamento': 'left', 'descricao': ''}]

postado em 07/05/2016 15:05

Estado de Minas

 Guilherme Ceklera/Divulgação
Um cavalo foi abandonado em via pública agonizando na madrugada deste sábado. Nas imagens de câmeras de segurança de um prédio na Avenida Ressaca, Coração Eucarístico, Noroeste de Belo Horizonte, percebe-se um carroceiro deixando o animal sobre a calçada. Na quarta-feira, situação semelhante na Avenida Silva Lobo, no Grajaú, Oeste da capital, uma égua morreu depois de abandonada por um carroceiro num lote e ficou agonizando por dois dias. Ativistas prometem recorrer ao Ministério Público para pedir providências.

Franklim Oliveira, do Núcleo Fauna de Defesa Animal, denuncia que as situações de maus-tratos por parte de carroceiros tem sido frequentes. “Não há fiscalização, mesmo depois de regulamentada a 'lei dos carroceiros', cujas as regras separaram os bons e os maus profissionais, garantindo  aos animais cuidados dignos. A legislação minimiza a situação, uma vez que o ideal é que o transporte de tração animal fosse extinto em Belo Horizonte, como acontece em outros grandes centros”, sugeriu Oliveira.

No mês passado, segundo Franklin, uma outra cena demonstra uma situação de maus-tratos animal. Imagens que circularam nas redes sociais mostram um carroceiro agredindo um cavalo que não conseguia puxar a carroça por estar fraco, no Bairro Jardim Vitória, Nordeste de BH. Inicialmente o homem dá socos no animal, para em seguida atingi-lo com golpes de uma pá. “Vamos mobilizar as pessoas para um grande manifesto. Vamos pedir ao Ministério Público que intervenha junto as autoridades municipais.

O cavalo abandonado no Coração Eucarístico ficou agonizando por cerca de duas horas na madrugada. Moradores tentaram socorrer o animal, mas ele não resistiu. Funcionários do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) foram chamado para retirá-lo. O corpo foi levado para um aterro sanitário. As imagens de câmeras do circuito de segurança podem ajudar na identificação do carroceiro.

Maus-tratos a animal é crime previsto na Lei Federal 9.605/98. Por ser crime de menor potencial ofensivo, a pena é de três meses a um ano de detenção, que pode ser convertida em prestação de serviço para réu primário. A Lei 10.119/2011 (lei do carroceiro) foi regulamentada em 1º de abril, depois de cinco anos desde que foi sancionada. Mas somente em julho deve iniciar a fiscalização, que vai exigir o licenciamento dos veículos de tração animal na capital.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
600
 
Adriana
Adriana - 11 de Maio às 15:51
Cambada de FDP esses carroceiros! Essa droga de "profissão" tem que ser proibida. Coisa medieval, tortura animal!
 
Heitor
Heitor - 10 de Maio às 14:19
Carroceiro é só desgraça. Atrapalha o trânsito, condena a família a viver em condições miseráveis, maltrata os animais desde o nascimento até a morte, os cavalos são focos de doenças e parasitas, muitas vezes estão ligados a outros crimes, despejam o entulho que transportam no lugar que for mais cômodo para ele, só coisas ruins. Sou totalmente favorável à proibição de veículos de tração animal em áreas urbanas. Estamos no século XXI ( 21, para você que é carroceiro ou favorável a eles ).
 
Marcos
Marcos - 09 de Maio às 13:31
Analisando friamente parece que o caso é muito mais de falta de infraestrutura municipal para acolher os animais doentes do que propriamente atitude "desumana" do carroceiro. Ora, todo ser vivo morre um dia. Se o carroceiro percebe que o animal está em fase terminal e não tem para onde encaminhá-lo, nem mesmo depois de morto, adota postura assim, na certeza de que PBH será obrigada a tomar uma providência. Mal comparando, é o mesmo caso de abandono de veículos na via pública. Cultura brasileira. |MP|
 
Marcio
Marcio - 09 de Maio às 10:31
O justo e certo seria colocar o elemento puxando uma carroça de uma tonelada daqui até manaus com alguém descendo o porrete nele... Se ele desistir coloca 20 anos de cadeia e pronto!