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Barragem da Samarco em Mariana já tinha falhas há quatro anos

Laudos anuais feitos por auditores externos entre 2011 e 2015 apontavam a necessidade da realização de obras principalmente em relação à drenagem de água da chuva

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postado em 02/01/2016 08:00 / atualizado em 02/01/2016 08:07

Agência Estado

Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press

Laudos anuais feitos por auditores externos entre 2011 e 2015 na barragem da Samarco que ruiu no início de novembro, em Mariana, Minas Gerais, apontavam a necessidade da realização de obras principalmente em
relação à drenagem de água da chuva para evitar sobrecarga na estrutura de contenção da barragem. Os documentos, assinados por técnicos contratados pela empresa, apontam problemas como trincas nas canaletas utilizadas no escoamento pluvial.

A barragem, chamada Fundão, se rompeu em 5 de novembro. A lama de rejeitos de minério de ferro que desceu da estrutura destruiu o distrito e Bento Rodrigues, matando 17 pessoas. Outras duas estão
desaparecidas. A Polícia Federal, Civil, e o Ministério Público investigam as causas do acidente. A lama, via afluentes, atingiu o Rio Doce, percorrendo cerca de 600 quilômetros até o mar, no litoral do Espírito Santo.

Apesar da necessidade da realização das obras, os auditores, nos cinco laudos, não viram necessidade de interrupção do funcionamento da barragem. A emissão dos documentos por técnicos contratados pela própria
empresa está prevista na legislação estadual, conforme explica o presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), Diogo Soares de Melo Franco. A manutenção desse sistema está em discussão por um grupo
criado pelo estado depois da tragédia em Mariana para discutir o formato do licenciamento ambiental em Minas. Todos os laudos foram encaminhados à Feam.

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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Olivio
Olivio - 03 de Janeiro às 07:35
Até o momento há indícios de irregularidades no sistema de armazenamento de resíduos, apontados por auditores externo. O que o povo quer saber o que fazem os órgãos competentes, que não se pronunciaram até agora e, quais medidas o Governo adotou para impedir que acidentes como este voltem a ocorrer. Será que, ainda continuará pensando só na vantagem que poderá levar por ocasião da eleições?
 
José
José - 02 de Janeiro às 08:58
Onde estão ,agora,os tais técnicos que dizem ter feito as vistorias?Só para o iinglês ver?
 
eustáquio
eustáquio - 02 de Janeiro às 08:54
Tem uma coisa errada ai. Se sabiam porque não tomaram as providências cabíveis, E o governo que mama nas tetas dessas mineradoras não fez nada. Acho que o governo tem que trocar urgente esses comandos de segurança e colocar pessoas realmente que entendem de barragens. Veja bem se esse acidente fosse a noite, quantas pessoas teriam morridos. E o governo só fala em multa e a Samarco até hoje não pagou nada . Precisamos que o governo mande a Samarco construir com urgência as casas desses moradores que perderam suas chacaras, casas seus locais de trabalho.