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Barra Longa é atingida pela lama de rompimento de barragens

Cidade a quase 60 quilômetros de Mariana foi tomada pela lama, que inundou pelo menos 40 imóveis e isolou duas comunidades rurais. O número de desalojados ainda é desconhecido

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postado em 06/11/2015 09:35 / atualizado em 10/11/2015 11:32

Cristiane Silva


O desespero tomou conta da população de Barra Longa, que fica a 58 quilômetros de Mariana, na madrugada desta sexta-feira. Por volta da 1h, a lama que jorrou do rompimento das barragens da Samarco chegou pelos rios que cortam a cidade, alagando duas comunidades rurais e o centro, que pode decretar situação de emergência.

“A gente já esperava isso. Teve gente que perdeu casas nas comunidades (Gesseira e Barretos, a 16 e 22 quilômetros de Barra Longa, respectivamente). Aqui no centro, quintais, muros derrubados, campos de futebol, derrubaram tudo”, explica Germano Vieira, assessor do gabinete do prefeito da cidade. 

Segundo Vieira, o prefeito Fernando Carneiro seguiu para os povoados na manhã desta sexta-feira. O acesso aos locais está muito difícil, pois a ponte sobre o Rio Gualaxo, principal via para Barra Longa, foi levada pela correnteza. Moradores que ficaram desalojados foram para as casas de parentes. 

A lama com os rejeitos da mineração fez o Rio Carmo, que corta a cidade, subir cinco metros, tomando a praça e alagando ao menos 40 casas, além do comércio. Não há relatos de feridos ou mortos. A cidade aguarda a chegada das equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil de Ponte Nova, que atendem o município.

Enquanto a ajuda não chega, funcionários da prefeitura, com máquinas, e a Polícia Militar ajudam as vítimas. Eles também ligaram várias vezes para a Samarco, que teria dito que estava avaliando a situação, mas não deu previsão de chegada. Ainda segundo Germando Vieira, a prefeitura deve decretar situação de emergência.


Soraia Piva

Arte Valf/Marcelo Monteiro/Paulinho Miranda/Janey Costa/Soraia Piva
 

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Fiuza
Fiuza - 06 de Novembro às 10:27
As mineradoras, chegam a grana e é muita grana, para a cambada de "olhos grandes" dentro do governo, e eles fazem "vistas grossas". Elas fazem o que querem com a natureza, contaminam os lençóis freáticos e aquíferos, as montanhas... E os órgãos responsáveis, fingem que fiscalizam, porque a grana rola solta. Cadê o Ministério Público agora? O pessoal dos direitos humanos...