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A crise chegou à torneira

Copasa admite redução da pressão na rede e bairros reclamam de cortes de água

Medida já tem provocado interrupção no fornecimento em bairros da Pampulha e da Região Noroeste

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postado em 28/01/2015 06:00 / atualizado em 28/01/2015 07:12

Guilherme Paranaiba

BETO NOVAES/EM/D.A PRESS - 20/1/15
A Copasa reconheceu ontem que o consumo alto e a situação ruim do armazenamento de água no Sistema Paraopeba, composto pelos reservatórios Serra Azul, Rio Manso e Vargem das Flores, levaram a uma diminuição na pressão da água que chega à capital. Uma das consequências da medida, admitiu a empresa, é a interrupção do fornecimento “por algumas horas” em algumas regiões atendidas. Ontem, o Estado de Minas mostrou que quatro bairros com queixas constantes de falta de água – Bandeirantes, Castelo, Caiçara e Buritis – são abastecidos pelo Sistema Paraopeba e que a redução de pressão por parte da Copasa era uma das possíveis explicações para o problema.

Por meio de nota, a empresa responsável pelo saneamento e abastecimento da Grande BH atribuiu a necessidade de reduzir a pressão da água ao elevado consumo dos últimos dias, por causa do calor, e a problemas no “macrossistema”, como vazamentos em redes de maior diâmetro, falhas nas estações de bombeamento e serviços de manutenção. Para o professor Carlos Barreira Martinez, coordenador do Centro de Pesquisas Hidráulicas e de Recursos Hídricos da UFMG, a redução da pressão indica que a capital pode precisar de interrupções de fornecimento em breve. “A Copasa já disse que a rede tem níveis altos de perda por conta de vazamentos. Quando você reduz a pressão, diminui o nível de perda do sistema e também o consumo de água. Em alguns pontos altos ou distantes, as casas ficarão sem água, mas a cidade continua recebendo”, disse.

Martinez elogiou a medida, para ele necessária, mas criticou o que considera falta de transparência da empresa mineira ao não comunicar moradores de bairros que podem ser prejudicados. Em São Paulo, por exemplo, a Sabesp começou a divulgar os horários em que reduz a pressão nos bairros. Ontem, a Copasa não informou se passará a avisar moradores de regiões que forem afetadas pela diminuição de pressão e ressaltou que medida não tem relação com rodízio. “Caso haja rodízio em Belo Horizonte, a Copasa irá comunicar com antecedência à população quais as regiões atingidas. O rodízio só será feito após a declaração de situação crítica de escassez de recursos hídricos pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) e Agência Reguladora dos Serviços de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário de Minas Gerais (Arsae/MG)”, informou a empresa, em nota.

A Copasa afirmou, ainda, que a redução de pressão é feita “controladamente” para não haver desabastecimento e que a medida normalmente provoca falta de água por “algumas horas.” A orientação da empresa para moradores que ficarem sem abastecimento por muito tempo é ligar para o telefone 115.

MANUTENÇÕES Além de administrar o baixo volume de reservatórios, a Copasa precisou enfrentar ontem outros tipos de problemas na capital que provocaram interrupção no abastecimento em 58 bairros. Pelo menos três ocorrências urgentes demandaram a presença de técnicos para solucionar vazamentos. Na Rua Major Lopes, no Bairro São Pedro, Região Centro-Sul da capital, uma árvore caiu por causa da chuva da noite de segunda-feira e provocou o rompimento de uma adutora. Para resolver problema em outra adutora na Avenida Pedro I, entre as regiões Norte e Venda Nova, a companhia teve de paralisar o abastecimento em 11 bairros, sendo 10 nas regiões Norte e Venda Nova e um em Santa Luzia.

Outros 36 bairros das regiões Oeste, Noroeste e Centro-Sul tiveram o fornecimento interrompido emergencialmente para manutenção em um sistema de bombeamento de água. A necessidade de outras manutenções deixou os demais 11 bairros momentaneamente sem fornecimento. Para o especialista Bruno Versiani, professor aposentado de engenharia hidráulica da UFMG, problemas de manutenção são comuns, mas na atual conjuntura têm potencial para agravar a situação da falta de água na Grande BH. “É mais um complicador. Se ocorre uma manutenção no período de seca ao ponto de tirar a água por um certo tempo, aumenta ainda mais a carência”, afirma.

O professor reforçou a necessidade de a Copasa reduzir as perdas com falhas na rede. “O percentual de 40% é muito grande. Para corrigir esse problema, a melhor solução é implantar algum tipo de fiscalização com multa”, defendeu. Segundo a Copasa, uma das medidas da atual gestão para enfrentar a crise hídrica é atuar com 40 equipes na Grande BH para agir rápido em casos de vazamentos e, consequentemente, diminuir a quantidade de água perdida por conta dos problemas nos canos e tubulações.
Arte EM

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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Mauro
Mauro - 16 de Novembro às 08:57
Copasa rejeita rumor de racionamento velado; mas os cortes no serviço são frequentes, todos os fins de semanas temos desabastecimento na região oeste de BH.
 
Mauro
Mauro - 16 de Novembro às 08:53
Ridículo o que a COPASA está fazendo com moradores de BH, reduziram a pressão da água desde de setembro 2015, e então estamos sem água na caixa dos prédios, um Racionamento totalmente velado, prejudicando moradores de BH, e no atendimento da COPASA dizem "a situação está normalizada", sofremos com a pressão da água reduzida que não abastece os condomínios e foi pego de surpresa não podemos nos programar para a tal "baixa pressão ou Racionamento oculto" realizado pela Cia de Saneamento de Minas Gerais, já que só ficamos sabendo quando a água acaba. VERGONHA...
 
fernando
fernando - 28 de Janeiro às 12:37
A Presidente da COPASA está querendo aparecer, Belo Horizonte, dificilmente terá problema com a falta de água, algumas cidades do interior realmente estão com problemas, mas isso a COPASA não enxerga !!!!
 
Lucas
Lucas - 28 de Janeiro às 12:20
A COPASA pede para economizarmos 30% de água, mas ela mesma desperdiça 40%??? Caso a COPASA comece a cobrar multa por desperdício, acho que devemos mover uma ação para que ela também pague multa pelos 40% desperdiçados.
 
Marcos
Marcos - 28 de Janeiro às 11:50
Eu sei que precisamos economizar mas a culpa desta situação é da politicagem na COPASA, esses eventos climáticos são cíclicos e falta investimento em capitação e armazenamento da água para uma população crescente como a da região metropolitana. A propósito, passei um Watsapp para a redação do jornal mostrando uma conta de água onde consumi 1m3 e a COPASA fatura 6m3, pra que vou economizar? Para aumentar o lucro da empresa? Nem todo mundo aqui é bobo.
 
Roberto
Roberto - 28 de Janeiro às 11:45
Em quanto isso minha gente,no córrego da agua preta zona rural de Itambacuri um fazendeiro esta irrigando como nunca as pastagens da fazenda dele, para crescer capim para o boi comer,isso so foi possível porque a natureza misteriosamente, obstruiu o curso nornal do rio na parte de baixo, formando um alagamento, coisa pequena uns 6 km de alagamento.Ja na parte de baixo diversas propriedades estão sem agua pois toda agua que deveria passar por ali esta parada na parte de cima, sendo usada pelo fazendeiro.O mais curioso e que os órgãos ambientais sabem disso.
 
EDUARDO
EDUARDO - 28 de Janeiro às 11:17
E quanto as mineradoras, os agronegócios,o desperdício praticado pela própria copasa,,isso ela não noticiam ,não vão cotar gastos.Povo ,se não acordarmos, seremos sacrificados vivos, estamos em pré regime monárquico,onde ao rei tudo e a plebe as sobras
 
Adilson
Adilson - 28 de Janeiro às 11:16
Fiquem espertos , pois com a falta de água, o consumo irá para cima com ar na rede.
 
Robson
Robson - 28 de Janeiro às 10:47
Até duas semanas atrás, não existia possibilidade nenhuma de racionamento em BH e região. A política é mesmo uma desgraça! Transparência zero! O PSDB em SP e em MG deixando marcas por onde passam!
 
valmir
valmir - 28 de Janeiro às 10:11
pronto; ta inaugurado o esporte do verão pra combinar com o caráter x-9, leviano e fútil, dos brasileiros...a deduragem de pingueiras e vazamentos em geral..cobrar politicas consequentes e racionais nem pensar né cambada de bucéfalos???
 
Sergio
Sergio - 28 de Janeiro às 09:50
Está acontecendo em MG o mesmo que em SP. Depois que o reservatório está quase seco (5%) é que falam em racionamento, redução de consumo, enfim, abrem o problema para a população. Provavelmente antes estavam rezando para São Pedro mandar chuva, e achavam que estaria tudo resolvido. A copasa deveria acabar com a taxa de consumo mínima, reduzindo um pouco os ganhos exorbitantes. Gastando ou não gastando tenho que pagar por 6 mil litros. Portanto, ao menos nesse caso específico, falar para o consumidor economizar, gastando, por exemplo, só 2m³ e pagar pelos outros 4m³ é complicado.
 
Andre
Andre - 28 de Janeiro às 08:57
Uai cadê a transparência que esse governo petista tanto falou que ia ter? Simplesmente corta a água sem avisar? Se fosse fácil assim já tinham resolvido antes... Não adianta Bh virou deserto!
 
Hugo
Hugo - 28 de Janeiro às 08:14
PT, PSDB, PMDB... não existe é compromisso desses partidos com o país! Desde 2000 que é anunciado problemas hídricos, com direito a apagões e o que esses Governinos de conchavo fizeram pra resolver? Ainda bem que não transpuseram o São Francisco! Porque senão, teríamos que secar o Rio das Velhas pra alimentar o sistema nordestino junto com as usinas desse rio! cânceres do país
 
Nacho
Nacho - 28 de Janeiro às 08:03
Domicio, concordo com você. Transparência zero!
 
josé
josé - 28 de Janeiro às 07:58
País sem planejamento e o povo vai pagar caro por isso... Com, esse maoísta no poder de MG a situação sempre será crítica....
 
domicio
domicio - 28 de Janeiro às 07:26
Não existe transparência nesse governo petista,seja a nível estadual,federal ou municipal.ja estou decepcionado com o Pimentel.