Um terço dos 8 mil quilômetros de BRs em Minas apresenta risco para os motoristas

Em temporada de viagens, avaliação do próprio Dnit, responsável pela conservação de BRs, indica que 35,5% dos 8 mil quilômetros monitorados escondem riscos para motoristas

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postado em 22/12/2013 06:00 / atualizado em 22/12/2013 07:07

Mateus Parreiras

Gladyston Rodrigues/EM/DA Press-14/10/13


Com a chegada das férias e recessos de fim de ano, quem parte em busca de descanso pode se ver às voltas com armadilhas que não estão nos mapas rodoviários, nem no GPS, mas têm potencial para provocar estragos e até tragédias. Mais de um terço das rodovias federais em Minas estão em condições ruins e demandam cuidado de motoristas que seguem para o interior e outros estados. De acordo com levantamento do Estado de Minas sobre relatório de trafegabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), dos 8.090 quilômetros de 25 vias monitoradas por técnicos regionais do departamento, 2.855 (35,3%) não apresentam condições ideais de segurança, seja por buracos, erosões e obstáculos na pista ou obras de reparos do pavimento. Especialistas criticam a política adotada pelo Dnit, que consideram meramente recuperadora em vez de ser preventiva e promover a ampliação do sistema viário.

O levantamento mostra que algumas rodovias, como a BR-154, com 47,6 quilômetros entre Ituiutaba e Crucilândia, no Triângulo Mineiro, e a BR-367, com 217,6 quilômetros entre Jequitinhonha e a divisa com a Bahia, no Vale do Jequitinhonha, têm 100% do traçado comprometido.

Em meio ao desafio de controlar o tráfego nessas condições, na sexta-feira, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) lançou a operação Rodovida, para fiscalizar abusos e tentar reduzir os acidentes durante o Natal e o réveillon, quando é esperada ampliação de tráfego em até 40%. Das vias que ligam a capital mineira a destinos no litoral e no interior do estado, a PRF destaca como mais problemáticas a BR-381, sentido Governador Valadares, conhecida como Rodovia da Morte – onde três pessoas morreram em acidente ontem, na altura de Nova União –, e a BR-040, sentido Rio de Janeiro. “A BR-381 inspira mais cuidados, devido ao grande fluxo de veículos que seguem para o Vale do Aço e para os litorais da Bahia e do Espírito Santo. Apesar de ter muitas curvas e traçado de apenas uma pista em quase todo trecho, o número elevado de radares tem reduzido os acidentes”, disse o porta-voz da corporação, inspetor Aristides Amaral Júnior.

O que torna a BR-040 no sentido Rio de Janeiro ruim, de acordo com o inspetor, é a má conservação do pavimento, diante do intenso fluxo de automóveis. “É a rodovia federal que cruza a Região Metropolitana de Belo Horizonte que está em pior estado e está recebendo muitas obras nesta época, justamente para melhorar a conservação. Por causa da presença de máquinas e de operários na estrada, e também de alguns trechos precários, é preciso cautela, principalmente entre Belo Horizonte e Conselheiro Lafaiete (Região Central)”, afirma o policial.

O inspetor adverte ainda para o risco do excesso de velocidade e das ultrapassagens perigosas, que são as maiores causas de acidentes com mortes. “É preciso muita atenção e planejamento para as viagens. A PRF recomenda uma boa revisão no veículo. Os pneus são muito exigidos e devem estar em bom estado. A parte elétrica é muito demandada, por causa dos para-brisas, e mesmo com chuva fraca, deve-se acender os faróis baixos e redobrar a atenção”, aconselha.
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