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Ministério Público Federal recorre à CNJ para que réus da Chacina de Unaí sejam julgados Crime está prestes a completar nove ano sem que qualquer um dos nove réus tenha ido a júri pela morte dos quatro servidores do Ministério do Trabalho

Daniel Silveira

Publicação: 08/01/2013 20:04 Atualização: 08/01/2013 21:36

Familiares e amigos em manifestacao de protesto contra a iimpunidade da chacina (Euler Junior/EM/D.A.Press)
Familiares e amigos em manifestacao de protesto contra a iimpunidade da chacina

Nove anos de impunidade. Era uma quarta-feira, em 28 de janeiro de 2004, quando quatro servidores do Ministério do Trabalho, três fiscais e um motorista, foram brutalmente assassinados em uma emboscada quando se dirigiam a uma fazenda pertencente a uma poderosa família de Unaí. Em apenas seis meses o crime foi solucionado pela Polícia Federal e nove pessoas foram indiciadas e rapidamente pronunciadas pela Justiça por homicídio triplamente qualificado. Nenhum dos réus foi a júri até hoje. Diante disso, a coordenadora da Câmara Criminal do Ministério Público Federal, Raquel Dodge, enviou, nesta terça-feira, ofício ao corregedor nacional de Justiça, ministro Francisco Falcão, pedindo agilidade no julgamento da ação penal sobre a Chacina de Unaí pelo Tribunal do Júri em Belo Horizonte.

Dodge foi enfática ao afirmar que os familiares das vitimas, a classe dos fiscais do Trabalho e toda a sociedade civil aguardam o julgamento pelo Júri e clamam pelo fim da impunidade.Ela qualificou como cruel o assassinato dos servidores, que estavam no exercício de suas atribuições profissionais. No ofício enviado à CNJ, a coordenadora salientou que não há qualquer entrave no processo que impeça a realização do júri. Sucessivos recursos da defesas dos réus foram os principais responsáveis pela demora do julgamento. A Ação Penal tramita na 9ª Vara Federal de Belo Horizonte.

Relembre

Os auditores fiscais Eratóstenes de Almeida Gonçalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva seguiam para a fazenda da família Mânica, uma das maiores produtoras de feijão do país, acompanhados pelo motorista Ailton Pereira de Oliveira. Em uma estrada vicinal, eles foram metralhados, sem qualquer possibilidade de defesa. Para o Ministério Público Federal, o alvo da tocaia era o auditor Nelson, que morava em Unaí e incomodava mais o proprietário da fazenda, Roberto Mânica.

O crime mobilizou o governo federal. Em julho do mesmo ano, a Polícia Federal elucidou toda a trama e indiciou nove pessoas. Em dezembro seguinte a Justiça deu a pronúncia de sentença contra o fazendeiro Norberto Mânica, apontado como mandante, os cerealistas Hugo Alves Pimenta e José Alberto de Castro, por intermediários na contratação dos pistoleiros, Francisco Elder Pinheiro por efetivar a contratação dos pistoleiros, Erinaldo de Vasconcelos Silva e Rogério Alan Rocha Rios como autores dos assassinatos e Willian Gomes de Miranda, que deu apoio no transporte dos executores do crime. Um décimo réu foi incluído no processo, Antério Mânica, irmão de Noberto e à época prefeito de Unaí pelo PSDB. Com direito a foro privilegiado, o processo contra ele acabou suspenso até que todos os demais acusados fossem julgados.

Desde então, mais de 30 recursos foram apresentados pela defesa dos réus com o objetivo de protelar a data do julgamento. A chacina de Unaí ganhou repercussão internacional pela brutalidade e ousadia dos criminosos ao promover um verdadeiro atentado contra o Estado.

Esta matéria tem: (7) comentários

Autor: Andre Rosenweiss
O povo de Unaí votou nesse criminoso! alguém ainda duvida que esse país não tem futuro! | Denuncie |

Autor: José Resende
Estorinha sem Santos nem Demônios... Apenas seres humanos muito fdp que, provavelmente, queriam se locupletar...Cabe ao sofrido povo querer, se pensarem, descobrir a verdade.... | Denuncie |

Autor: SERGIO DOURADO
Esse país tem um código penal q é um verdadeiro convite ao criminoso,pois lhe dá todas as chances de n ser preso e ainda sim condena as vítimas e seus próximos aos mais atrozes sofrimentos.É um crime em forma de código! | Denuncie |

Autor: SERGIO DOURADO
Esse código penal brasileiro é desproporcional na defesa dos direitos das vítimas e dos réus.N é possível q um crime dessa natureza se arraste durante anos,sem solução,baseado em leis q só servem pra N se fazer Justiça!Enterra-se as vítimas e seus familiares c um código desses!Q está por trás disso.? | Denuncie |

Autor: SERGIO DOURADO
A ousadia desses bandidos q assassinaram o Estado,na pessoa desses fiscais e funcionários a serviço do Estado,revela q o poder econômico domina as instâncias da Justiça no país ATÉ HOJE e ainda vivemos nos tempos dos coronéis.A impunidade desse crime,revela a obscuridade q é a Justiça no país... | Denuncie |

Autor: Eudi Novo
Vamos ver se essa crítica o UAI publica: não é "impessa", é impeÇa....... | Denuncie |

Autor: SERGIO DOURADO
A impunidade de grandes corruptos,ladrões e bandidos no país é coisa de outro mundo.Parece q aqui a Justiça é só pra preto,pobre e puta,mesmo:os outros p's,de político e proprietário,ficam de fora sempre.... | Denuncie |

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