Grande BH também vai ganhar BRT

Sistema terá 310 ônibus, ainda sem especificações, para viagens à região metropolitana, mas terminais em três cidades vizinhas só ficam prontos após serviço estrear na capital

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postado em 12/12/2012 06:00 / atualizado em 12/12/2012 06:49

Valquiria Lopes , Bruno Freitas /Estado de Minas

Leandro Couri/EM/D.A.Press

As especificações de como deverão ser os ônibus ainda não foram definidas pela Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop), mas o órgão já bateu o martelo sobre o tamanho da frota do BRT metropolitano: serão 172 articulados (com capacidade para 144 passageiros) e 138 padrons (para 100 pessoas), totalizando 310 veículos. A exemplo do BRT de Belo Horizonte, com que dividirão os corredores e as estações de transferência nas avenidas Antônio Carlos e Cristiano Machado, os veículos terão ar-condicionado e suspensão pneumática. Três terminais em Ribeirão das Neves, Vespasiano e Santa Luzia interligarão o sistema às estações Vilarinho, São Gabriel e Bernardo Monteiro, além do Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro (Tergip), no Centro da capital, que se transformará em uma estação de transporte coletivo.

A previsão é de que os terminais fiquem prontos até a Copa do Mundo’2014. Ou seja, um ano depois do BRT de BH. Somados aos 356 ônibus do sistema de BRT de BH, serão ao todo 666 veículos operando os ramais da nova modalidade de transporte na capital e Grande BH. Como a nova frota metropolitana vai operar também fora do corredor exclusivo do BRT, o planejamento definido pela Secretaria de Estado e Obras Públicas (Setop) prevê veículos articulados com sete portas – quatro entradas de serviço elevadas à esquerda mais três portas de serviço com degraus à direita. Assim, poderão efetuar o embarque e desembarque nos dois lados da via.


O novo sistema promete vantagens para sanar um dos problemas mais graves do transporte metropolitano: mau estado de conservação dos ônibus e a falta de regularidade no cumprimento do quadro de horários. Segundo a Setop, além de a frota ser nova e dotada de ar-condicionado e sistema de suspensão moderno, os novos corredores e a construção dos terminais garantirão maior velocidade comercial e regularidade das operações.

Usuária do transporte coletivo metropolitano, a empregada doméstica Rosenice Maria dos Santos, de 47 anos, faz diversas críticas ao sistema, que classifica como péssimo, precário e sem regularidade de horários. Ela diz que para fazer diariamente o trajeto entre o Bairro Morro Alto, em Vespasiano, onde mora, e ir até o trabalho, uma residência no Bairro Cidade Nova, na Região Nordeste da capital, ela enfrenta muito tempo de espera no ponto de ônibus, atrasos dos coletivos e até motoristas que passam direto e não param no ponto. “O ônibus corre de uma em uma hora. Se perco o das 7h, só consigo embarcar às 8h e chego uma hora atrasada ao trabalho. Além do mais, o ônibus está sempre sujo e quebra com frequência”, disse a mulher, que espera ansiosa pela promessa da Setop de construir um terminal BRT na cidade onde mora.

VIAGENS MAIS CURTAS

O órgão não divulgou a redução exata no tempo das viagens, mas se inspira no modelo escolhido para BH. Na capital, a expectativa é que o tempo gasto nas viagens entre a Estação Pampulha e o Centro, passando pela Avenida Antônio Carlos, reduza em 53%. No trecho da Cristiano Machado, o intervalo gasto entre a Estação São Gabriel e a Região Central terá redução estimada de 47%. Ao final da implantação da nova modalidade de transporte, 455 ônibus – municipais e metropolitanos – deixarão de circular nos corredores Cristiano Machado e Antônio Carlos e, consequentemente, no Centro da cidade. De 981, a frota será reduzida para 526 veículos.

A Setop garante ainda que todo o monitoramento do sistema e dos deslocamentos de veículos será feito, de forma on-line, em um Centro de Controle Operacional (CCO). A unidade será compartilhada com a BHTrans, na sede da autarquia, no Bairro Buritis, Região Oeste. De lá, funcionários poderão acompanhar os ônibus, usando a tecnologia de GPS. Esta é uma das soluções prometidas pela Setop para dar resposta imediata aos imprevistos durante a operação. Conforme o órgão, a avaliação do usuário sobre o sistema de BRT ocorrerá nos mesmos moldes do modelo vigente, ou seja, com controle do número de viagens feitas, cumprimento dos horários, estado de conservação da frota e satisfação do usuário.

TRANSFERÊNCIA Serão 35 estações de embarque e desembarque ao longo dos corredores Antônio Carlos/Pedro I/Vilarinho e Cristiano Machado. Deste total, somente 31 estações estarão aptas a receber o sistema compartilhado com o BRT metropolitano. Além de mais confortáveis, por serem totalmente cobertas e práticas, os módulos – chamados pela BHTrans de estações de transferência – terão também painéis de LCD que informarão ao passageiro o tempo real de operação das linhas. Assim será possível saber o tempo exato de chegada do próximo ônibus. No Centro, os ônibus metropolitanos terão embarque e desembarque nos terminais Tergip e Bernardo Monteiro.


O QUE ESTÁ PREVISTO
Terminais BRT
– Ribeirão das Neves: Terminal Justinópolis (Bairro Urca)
– Vespasiano: Terminal Morro Alto (Bairro Nova Pampulha)
– Santa Luzia: Terminal São Benedito (Conjunto Cristina)
– Belo Horizonte: Terminal Bernardo Monteiro (Avenida Bernardo Monteiro)

Terminais Metropolitanos
– Ibirité: Terminal Ibirité (Avenida Renato Azeredo)
– Sarzedo: Terminal Sarzedo (MG-040)
– Betim: Terminal Betim (BR-381)
– Contagem: Terminais Nova Contagem Vereador José Ferreira (próximo Bairro Darcy Ribeiro), Ressaca (Rua São Lourenço) e Tancredo Neves (Avenida Babita Camargos)


REFORMAS
– BH: Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro (depois da mudança da rodoviária) – BRT
– BH: Terminal Vilarinho – BRT
– BH: Terminal São Gabriel – BRT

Fonte: Secretaria de Estado de Transporte e Obras Públicas (Setop) e Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans)

 

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