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Câmara de BH aprova projeto que retira trocadores de ônibus à noite

Projeto elimina figura do cobrador em ônibus comum que circula à noite e aos domingos

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postado em 10/07/2012 06:00 / atualizado em 10/07/2012 06:38

Alice Maciel


Cobradores de ônibus estão prestes a perder vagas não apenas nos veículos do sistema BRT (transporte rápido por ônibus), mas em todos os coletivos que circulam em horário noturno e aos domingos e feriados, assim como nos veículos de serviços caracterizados como executivos, turísticos e micro-ônibus em Belo Horizonte. A mudança integra a Emenda Substitutiva nº 1, ao Projeto de Lei 2.444/12, originalmente de autoria do Executivo municipal, que prevê a ausência dos trocadores no BRT. A proposta que estende a extinção do cargo aos ônibus comuns foi acrescentada pelo vereador Moamed Rachid (PDT) durante a tramitação em segundo turno. O texto foi aprovado nessa segunda-feira em reunião extraordinária da Câmara.

Caberá ao prefeito Marcio Lacerda (PSB) sancionar ou vetar a proposta. O Sindicato dos Rodoviários de Belo Horizonte e Região Metropolitana promete fazer pressão para que a matéria não vire lei. Além de pedir uma reunião com o prefeito, os representantes do sindicato vão requerer audiência pública na Câmara para discutir o assunto e recorrer ao Ministério Público do Trabalho. “Se o motorista for obrigado a cobrar passagem, aumentará o estresse de quem está ao volante e haverá riscos de acidente. Já está difícil dirigir com o cobrador. Sem ele vai piorar”, afirmou o coordenador de Comunicação do sindicato, Carlos Henrique Marques, acrescentando que a redução dos postos de trabalho também será usada como argumento pela categoria para barrar a iniciativa.

No texto encaminhado à Câmara, Moamed Rachid justifica que a “proposta tem como objetivo assegurar condições de segurança para os usuários e operadores do transporte coletivo, além de adaptar o serviço às novas condições decorrentes da implantação do sistema BRT”. Conforme o Estado de Minas antecipou em 1º de junho, o novo sistema de transporte pode causar redução de 2.967 postos de trabalho de motoristas e cobradores, o que representa 11,41% dos trabalhadores hoje na ativa no BHBus. O corte terá acréscimo considerável, ainda não calculado pelo sindicato, caso a proposta aprovada pela Câmara entre em vigor.