Uma revolta dentro de um centro de reabilitação de dependentes químicos em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, por pouco não terminou em tragédia. Para conseguir sair da unidade sem receber alta, 19 adolescentes atearam fogo em colchão e ameaçaram matar dois funcionários. Os menores conseguiram sair do local. Ninguém se feriu.
De acordo com o Boletim de Ocorrência da Polícia Militar, por volta das 20h dessa segunda-feira os 19 adolescentes internados na Casa de Saúde Boa Esperança, no Bairro Vila Ideal, deixaram os quartos e se dirigiram à sala de enfermagem. Eles arremessaram um colchão em chamas sobre os dois funcionários e, armados com um chuço (objeto artesanal pontiagudo usado para perfurar), exigiram que lhes fossem entregues as chaves do portão. Acuados, os dois enfermeiros atenderam à exigência.
Segundo a PM, imediatamente após serem acionados os militares iniciaram rastreamento pela região. Oito adolescentes foram localizados no Bairro Guarua. Horas depois outros dois menores voltaram para a unidade hospitalar, acompanhadas pelas respectivas mães. Os outros nove não foram localizados.
De acordo com o coordenador do Comissariado de Menores de Juiz de Fora, Maurício Alvim, todos os adolescentes envolvidos na ocorrência vão responder ato infracional por dano ao patrimônio e ameaça. “Eles não fugiram, pois não estavam presos. Foram internados para tratamento médico com o objetivo de se livrarem da dependência química. A gente acredita que algum deles tomou iniciativa e convenceu os demais a deixar o local”, diz.
Ainda segundo Maurício, a Casa de Saúde Boa Esperança é o único hospital que disponibilizou uma ala específica para atendimento a adolescentes. Os pacientes são encaminhados pela Vara da Infância e Juventude quando manifestado interesse da própria família e identificado a necessidade de tratamento médico. Ninguém da unidade hospitalar foi encontrado pela reportagem para comentar a evasão do grupo.
Publicidade
JUIZ DE FORA
Adolescentes se rebelam e evadem de clínica de reabilitação de dependentes químicos
Grupo de 19 menores ateou fogo em colchão e ameaçou matar funcionários
Publicidade
