Publicação: 27/07/2011 06:15 Atualização: 27/07/2011 07:26
![]() | |
| No aterro da BR-040, célula específica recebe os detritos de serviços de saúde, mas em menos de quatro anos unidade estará saturada |
Se o complexo de atendimento médico-hospitalar de uma cidade pode ser comparado a um organismo vivo, em que cada sistema deve funcionar precisamente para que o conjunto não pare, Belo Horizonte já tem diagnosticado um preocupante problema de saúde, que pode evoluir para uma crise sem precedentes. Em três anos e meio o município esgotará sua capacidade de receber e processar o que hoje equivale a 40 toneladas diárias de detritos hospitalares. O volume, gerado nas 450 unidades do setor, ainda é recebido em célula específica do aterro sanitário da BR-040, na Região Noroeste da capital. Quando a unidade estiver saturada, além de enfrentar um problema ambiental, a cidade pode ver seu gasto para tratar da questão se multiplicar algumas vezes. A capital ainda não tem outra área para destinar esse tipo de resíduo nem encontrou solução financeiramente viável para isso, embora estude um processo de queima em altas temperaturas chamado pirólise.
O baque no orçamento provocado pelo lixo não é novidade. A cidade já esteve às voltas com ele no fim de 2007, quando viu esgotada a capacidade do aterro sanitário de processar rejeitos comuns e precisou terceirizar o serviço de coleta e aterramento dos resíduos sólidos domésticos, comerciais, de varrição e dos resíduos de poda. Na época, dos R$ 14 por tonelada gastos somente com coleta do lixo, a conta subiu mais de 8 vezes e passou para R$ 121 por tonelada, sendo R$ 86 de coleta e R$ 35 para processamento no Aterro Macaúbas, unidade particular em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. No caso do lixo hospitalar, o agravante é que o depósito da Grande BH não aceita esse tipo de rejeito.
De
até
Esta matéria tem: (0) comentários
Não existem comentários ainda