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Belo Horizonte » Documento reacende polêmica sobre Mercado do Cruzeiro

Flávia Ayer -

Publicação: 19/07/2011 06:00 Atualização: 19/07/2011 06:07


Entidades que defendem a preservação do Mercado Distrital do Cruzeiro, no bairro de mesmo nome, na Região Centro-Sul de BH, buscaram a Justiça para se resguardar de qualquer ameaça de descaracterização do centro de compras. A seção mineira do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-MG) e a Associação dos Cidadãos do Bairro Cruzeiro (Amoreiro), a partir de uma ação civil pública, solicitam o arquivamento definitivo do projeto que pretende transformar a atual estrutura em um empreendimento que abrigará, além dos atuais permissionários do mercado, dois hotéis, lojas, restaurantes e 1,9 mil vagas de estacionamento.

Ação civil pública pretende barrar na Justiça tentativas de descaracterizar a atual estrutura (Beto Novaes/EM/D.A Press)
Ação civil pública pretende barrar na Justiça tentativas de descaracterizar a atual estrutura
Alvo de críticas da comunidade e de urbanistas, a proposta foi apresentada em resposta a um procedimento de manifestação de interesse (PMI) aberto no ano passado pela Prefeitura de BH, que havia se mostrado favorável ao projeto. Diante da polêmica, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento, à frente do assunto, suspendeu em maio o projeto, deixando em aberto o destino do mercado. De acordo com a presidente da Amoreiro, Patrícia Caristo, a iniciativa de recorrer à Justiça foi tomada depois de a Santec, empresa que criou o projeto do novo mercado, enviar aos feirantes documento com esclarecimentos sobre o empreendimento.

“Se o autor da ideia continua agindo, entendemos que o projeto que pretende demolir o mercado pode voltar a qualquer momento”, afirma Patrícia. A petição também exige a apresentação de um estudo de impacto de vizinhança por parte do empreendimento, além de declarar a importância ambiental, urbanística, histórica e arquitetônica do mercado, da Praça Jornalista Achilles Reis e do Parque Amilcar Vianna Martins, vizinhos ao centro de compras. A presidente do IAB-MG, Cláudia Pires, ressalta que a ação civil pública reforça o entendimento dos moradores. “Ela resguarda também a integridade do bem construído.”

O diretor da Santec, Júlio Amaro, afirma que a correspondência direcionada aos permissionários do mercado foi enviada com a autorização da prefeitura. “Mandei uma circular para garantir que todos se informassem corretamente sobre o projeto e analisarem do que estão abrindo mão. No meu entendimento, o projeto está suspenso, mas não está interditado.” Amaro só teve conhecimento da ação civil pública pelo Estado de Minas e ficou surpreso com a iniciativa. “Apresentei um trabalho em resposta a um procedimento aberto pela prefeitura. Não há nada de errado com isso. Se alguém tem que ser indenizado sou eu, já que gastei tempo e dinheiro com isso.” A prefeitura limitou-se a informar que o projeto de mudanças no Mercado do Cruzeiro está suspenso.

Esta matéria tem: (10) comentários

Autor: Carlos Soares
Os amigos do prefeito fazem o que bem entendem, mandam e desmandam na PBH. Lacerda é pau mandado, está a serviço do capital e da maracutaia. http://foralacerda.wordpress.com | Denuncie |

Autor: Elza Albuquerque
Os feirantes já estavam amplamente informados das supostas "vantagens" que o projeto traria e mesmo assim estão unânimes em rejeitá-lo, apoiando a comunidade. O sr. Júlio sabia muito disto. Mesmo assim continua forçando a barra: muitos milhões em jogo, por isso não desiste! O bairro lutará!!! | Denuncie |

Autor: dotzzer d"auaco
Essas obras em BH e Minas são de gosto duvidoso,(Rainha da Sucata) não são bem construidas, práticas e usuais(Cidade Administrativa) , descaracterizam a cidade e são detonadas:quarteiroes fechados da Pça 7, escuras:R Rio de Janeiro entre Af. Pena e Tamoios,além de desprezarem o verde."Haja calor". | Denuncie |

Autor: Patricia
Quanto ao S. Júlio Amaro, ele não precisa ser indenizado se seu projeto não vingar, pois caso isso aconteça o "Grupo de Instituições" que ele representa, terá direito a reembolso de líquido de R$518.469,25 ( de meio milhão), garantidos pela PMI. Não é nada diante do que seria se o proj. vingasse... | Denuncie |

Autor: Patricia
O Parque não está ameaçado por flanelinhas. Quem fuma maconha ali são alunos da FUMEC, ricos e bem vestidos e a céu aberto. Aliás, na cidade toda todos fumam à vontade, ou não? Ninguém precisa se "esconder em matas" para fumar. CRIME é destombar o parque p/ fazer área de lazer para hotéis de luxo. | Denuncie |

Autor: Patricia
À propósito, a Amoreiro mandou Carta à Redação do EM, questinando a NOTA do DIA (18.07) título BELEZA E CRIMES DE BRAÇOS DADOS. Pegou pesado! O Parque Amilcar Vianna é muito bem cuidado e nunca houve nenhum "crime" no espaço. Ninguém se esconde na mata para usar drogas. O parque é policiadíssimo. | Denuncie |

Autor: Patricia
De fato, Daniel, é lamentável. Fica mais lamentável ainda quando, junto à "ingenua" ação do empreendedor, sabe-se q. querem mudar a classificação viária da Rua Ouro Fino e existe projeto de "destombamento" do Parque Amilcar Vianna. Precisamos de apoio ( e muito) contra a força da grana.Contamos c/BH! | Denuncie |

Autor: Patricia
A repórter não mencionou que está em curso uma Premiação de Arquitetura para levantar idéias alternativas de real revitalização ( e não demolição e total ocupação do terreno c/ área construída). Que temos grande grupo da iniciativa privada interessado em patrociná-la 100% de apoio entre os feirantes. | Denuncie |

Autor: David Oliveira
.. é a força da grana que ergue e que destroi coisas belas ... lamentável | Denuncie |

Autor: Frederico Alexandre
LACERDA 2012, a pior coisa que pode acontecer são mais 8 anos de aliança de PSDB e PT, sem oposição não existe DEMOCRACIA e as "entidades" podem fazer o que quiserem de BH WWW.SALVEAMATADOPLANALTO.NAFOTO.NET | Denuncie |

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