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Mundo exótico

Animais precisam ser levados regularmente ao veterinário e fazer exames parasitários

Todo animal requer cuidados e pode transmitir patógenos como bactérias, vírus e fungos

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postado em 10/10/2015 06:00 / atualizado em 08/10/2015 11:38

Estado de Minas

Wikipedia/Reprodução da internet

Os animais exóticos são todos os animais que não pertencem à fauna brasileira. Dentro dessa lista, alguns são considerados pets pela legislação ambiental e, por isso, não precisam de nenhuma autorização especial do Ibama para serem criados ou comercializados, diferentemente dos animais silvestres, que, obrigatoriamente, têm de ter nascido em um criatório legalizado, além de o proprietário ter nota fiscal de compra.

Entre as aves, as mais comuns são o canário-belga, periquito-australiano, calopsita e o agapornis. Nos roedores, os mais comuns são o hamster, chinchila e porquinho-da-índia. Nos grupos lagomorfos, ou seja, pequenos mamíferos herbívoros, tem o coelho. Mas também existem exemplares bem exóticos nessa lista, como a lhama, que o proprietário chega a pagar cerca de R$ 15 mil para adquirir.

Seja exótico ou não, todo animal requer cuidados e pode transmitir patógenos como bactérias, vírus e fungos. Segundo a veterinária de animais exóticos Marcela Ortiz, esses micro-organismos são espécie-específicos, ou seja, têm uma chance maior de uma ave se contaminar com outra ave, assim como uma criança corre um maior risco de adoecer brincando com outras crianças do que com animais de outra espécie.

“Mesmo assim, essa possibilidade existe, e as doenças passadas dos animais para os humanos são chamadas zoonoses, e, para aumentar a segurança, é importante que o pet exótico esteja saudável, com visitas frequentes a um veterinário especialista”, ressalta. A maioria desses animais não necessita de vacinas, mas todos devem passar por exames parasitários anualmente e, de acordo com o resultado dos exames, vermifugados, se necessário.

É importante que esses animais tenham um ambiente adequado de acordo com as necessidades da espécie, que variam muito de uma para outra. “Em geral, necessitam de um local seguro de fugas, com espaço para fazer as necessidades fisiológicas e se exercitar, e uma toca abrigando-os do frio. Alguns bichos têm necessidades específicas, como os répteis, que necessitam de lâmpadas aquecidas, ou os coelhos, que devem ser soltos diariamente para fazer pelo menos quatro horas de exercícios. As chinchilas precisam de um ambiente fresco, podendo morrer num dia muito quente”, explica Ortiz.

Outro cuidado importante é fornecer um alimento de qualidade para o animal. Ao adquirir um pet exótico, é importante que o proprietário o leve a um veterinário especialista na área para verificar a sua saúde e passar os cuidados com o manejo e dieta corretos.

Muitos animais exóticos são considerados pets e podem ser criados à vontade. Outros exóticos podem ser adquiridos com algumas ressalvas, como o ferret ou furão, que devem ser castrados antes de entrar no Brasil. Cuidado ao adquirir répteis, pois muitos deles têm criação proibida no Brasil pelo risco de fugir. Como não têm predadores naturais, esses animais podem se reproduzir descontroladamente, destruindo o hábitat de espécies brasileiras, até mesmo levando-as à extinção.
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