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Promotor aposta em pena mínima de 30 anos para o goleiro Bruno

"Não há sequer um traço de confissão nas palavras dele", afirmou Vasconcelos

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Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press

Pelo menos 30 anos de prisão. É esta a pena que o promotor Henry Vasconcelos espera para o goleiro Bruno Fernandes. Ele afirmou que não houve confissão por parte do réu e que, portanto, irá recorrer caso seja concedida qualquer redução de pena para o acusado. A acusação irá reforçar no debate que o ex-atleta foi o mandante do crime.

"Não há sequer um traço de confissão nas palavras dele", afirmou o promotor. Segundo Vasconcelos, Bruno apenas relatou ter aceitado o fim dado à Eliza Samudio quando foi inteirado sobre a execução comandada por Macarrão. "Não é de peso na consciência que se faz uma confissão", avaliou ao comentar a declaração do acusado de que se sentia culpado pelo crime.

O promotor, no entanto, ponderou a relevância de Bruno ter delatado o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. Porém, destacou que esta não foi a primeira vez que o nome do executor foi citado. Ele lembrou que no primeiro depoimento prestado pelo primo do goleiro, Sérgio Rosa Sales, na presença de dois advogados, Bola já havia sido apontado como o assassino. Vasconcelos destacou que isto não há benefício para esta delação simples.

Sobre a sentença para o acusado, o promotor disse que espera a mesma pena base dada a Macarrão, de 20 anos. Porém, vai defender o agravante de Bruno ter sido o mandante do crime, o que aumenta a pena, assim como o fato do sequestro de descendente, já que o acusado tinha plena consciência de que Bruninho era seu filho.

Tiros no pé

Para o promotor Henry Vasconcelos, a defesa de Bruno deu dois "tiros no pé". O principal deles seria ter orientado o réu a se manter calado durante as perguntas de advogados e do Ministério Público, o que, segundo ele, não se justifica quando se é julgado por um corpo de jurados, formados por pessoas leigas. "É do senso comum que quem cala consente", lembrou o promotor.

O segundo tiro no pé apontado pela acusação é a retirada de Bruno do plenário por seus defensores durante as perguntas de Ércio Quaresma, advogado que defende Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, o que, na avaliação do promotor, foi uma falta de respeito com os presentes.

No entanto, Henry admite que, com o que chamou de "pseudoconfissão" do réu, a defesa de Bruno pode perceber o erro na estratégia e pedir para que o goleiro preste um novo depoimento nesta quinta-feira.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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JOSÉ
JOSÉ - 07de Março às 23:48
Esse promotor é um panaca.
 
Joao
Joao - 07de Março às 09:42
Sugestão aos redatores do E.M.: Foquem o fato, e apenas ele...e deixem de dar espaço a essas figuras que tudo que querem é aparecer.Estão seguindo a trilha de um desconhecido delegado de polícia que se elegeu deputado exclusivamente graças a este chamado "caso Bruno".
 
Teo
Teo - 07de Março às 06:34
Esse circo e seus palhaços já está enchendo o saco!!!