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Estado de Minas

Companhia aérea Pop Brasil entra em operação este ano com voos fretados

Empresa aguarda autorização da agência para oferecer rotas comerciais


postado em 27/04/2013 06:00 / atualizado em 27/04/2013 07:20

De olho no mercado aéreo regular, deve entrar em operação nos próximos meses a companhia Pop Brasil Linhas Aéreas, parceria da Whitejets com o empresário mineiro Paulo Almada e seu sócio Rubens Oliveira. Especializada em fretamento, a empresa fechou parceria com operadoras de turismo para suprir a demanda de destinos muito procurados, como as praias nordestinas, caribenhas e até Orlando, onde fica localizada a Disney nos Estados Unidos. Inicialmente, os voos terão origem nos aeroportos de Confins (Tancredo Neves) e Guarulhos (Governador André Franco Montoro).

A companhia, com sede em Goiânia, está em preparação para entrar em operação. Enquanto isso, aguarda autorização de voos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A ideia é manter voos no formato charter (ou fretados) regulares. De Confins, por semana, estão previstos oito voos para Porto Seguro (Bahia), Maceió (Alagoas) e Natal (Rio Grande do Norte). Guarulhos deve ser origem de outros oito voos semanais. Mas não para por aí. A companhia tem planos de operar rotas turísticas para Punta Cana, na República Dominicana; Orlando, nos Estados Unidos; e Georgetown, na Guiana; e empresariais para a África. Nesse caso, a ideia é atender a demanda das grandes empresas de construção que têm serviços empenhados no continente.

“Não vamos bater de frente com as grandes”, afirma o diretor comercial da Pop Brasil, Stefan Buschle, sobre as intenções da nova empresa. Mas ele não esconde as pretensões. “É o primeiro passo para entrarmos no mercado regular. Com a otimização dos quadros da Webjet, enxergamos um mercado”, diz ele. A estratégia é buscar rotas com pouca oferta e demanda saturada, principalmente com as fusões da Gol com a Webjet e da Azul com a Trip.

Em períodos de alta temporada, como as férias de julho, verão e recessos prolongados, a empresa deve aumentar seus quadros para suprir possíveis “buracos” deixados pelas companhias de aviação regular (TAM, Gol, Azul etc). “Não sei se temos valor mais baixo. Mas tenho capacidade de operar, o que as operadoras não têm”, avalia o diretor comercial.

Na tentativa de popularizar a marca, os sócios decidiram criar um novo nome fantasia em vez de manter o Whitejets, criada há mais de 20 anos pelo grupo português Omni Aviation Group. “Era um nome difícil de pronunciar para muita gente”, afirma Buschle, que, em seguida, brinca que muitas pessoas comparavam o nome ao tradicional uai dos mineiros.

NOTIFICAÇÃO
Até julho, a companhia deve fechar a aquisição de três aeronaves, que somam-se a uma existente. Paralelamente, busca a obtenção do certificado de empresa de transporte aéreo (ETA), segundo a Anac. Depois disso, precisa da concessão para operar, o que lhe permite  solicitar voos regulares. Até lá, está proibida de anunciar em seu site a comercialização de passagens. A agência reguladora notificou a empresa esta semana. “Uma companhia aérea só pode iniciar a comercialização de passagens aéreas, tanto domésticas quanto internacionais, quando há hotran (horário de pouso e decolagem) aprovado.

Depois da notificação, a empresa fez alterações no site. No entanto, são mantidos os valores. Saindo de BH, a passagem custaria a partir de R$ 299; para Porto Seguro sairia a partir de R$ 149. Apesar de não ser possível fazer compras, operadores de turismo podem se cadastrar no sistema.


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