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Estado de Minas

Conta de água fica mais cara em Minas

Reajuste de 5,25% nas faturas da Copasa vale a partir de 13 de maio e supera correção de 4,34% aplicada no ano passado


postado em 13/04/2013 06:00 / atualizado em 13/04/2013 07:04

A conta de água dos consumidores da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) vai ficar 5,25% mais cara a partir de 13 de maio, informou ontem a Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do estado (Arsae). O reajuste vai pesar ainda mais no bolso do consumidor, já castigado por uma inflação de 0,47% em março. De acordo com o órgão regulador, o índice seria 1,1% maior caso a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) não tivesse reduzido a revisão tarifária da Cemig de 9,06% para 4,99%. A Copasa é uma grande consumidora de energia e o recuo no reajuste da companhia de eletricidade provocou uma retração das correções de preço em cadeia. No ano passado, a conta de água dos consumidores da Copasa foi corrigida em média em 4,34%.

Segundo a Arsae, a inflação do período anterior ao reajuste, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de abril do ano passado para cá ficou em 6,33%; o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), em 6,99%; e o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) em 7,57%. De acordo com o diretor-adjunto do Instituto Ipead, Wanderley Ramalho, o reajuste preocupa porque qualquer notícia de aumento de preços neste momento é ruim, já que as expectativas da economia estão muito acirradas.

“O consumidor tem que manter a cabeça fria e adotar uma conduta ativa. A participação dele dá transparência ao processo e reduz a especulação”, afirma Ramalho. De acordo com o especialista, os consumidores devem punir os especuladores, negando-se a consumir produtos que tenham seu preço elevado sem justificativa. Em Juiz de Fora, a agência reguladora definiu, no início de março, que as tarifas da Companhia de Saneamento Municipal de Juiz de Fora (Cesama) serão reajustadas em 5,77%.

Um ano depois que a Arsae alterou o critério para obtenção da Tarifa Social, a Copasa já cadastrou um número superior a 700 mil famílias, mais que o dobro das 317 mil famílias beneficiadas em abril de 2012 pelo critério anterior. A alteração da Tarifa Social foi uma iniciativa da agência reguladora, que espera que até abril de 2014 a companhia alcance mais de 1 milhão de famílias registradas no Cadastro Único para Programas Sociais nas cidades em que atua, multiplicando por 3,5 o número de famílias anteriormente beneficiadas.

Inflação do idoso pesa mais

O custo de vida para idosos está maior que o da população em geral, aponta índice divulgado ontem pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i) subiu 1,82% no primeiro trimestre e acumula alta de 6,34% em 12 meses. Já o Índice de Preços ao Consumidor - Brasil (IPC-BR), também divulgado pela instituição e que considera a inflação geral, avançou 6,16% no mesmo período.

O acréscimo de 0,23 ponto percentual na taxa verificada pela FGV entre o último trimestre de 2012 e o primeiro deste ano decorre principalmente do grupo alimentação, que passou de 2,13% para 6,52% no período. O mesmo ocorreu com o IPCA. A alta foi puxada principalmente pelas hortaliças e legumes, cuja taxa passou de queda de 13,02% para alta de 46,67%.


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