A tecnologia da informação (TI) nunca esteve tão em pauta em Minas. Em cerimônia realizada ontem, o governo do estado assinou acordo de cooperação técnica junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com o intuito de desenvolver o projeto MG TI 2022, versão mineira do programa TI Maior, do governo federal. No país, o programa vai beneficiar o setor de software e os serviços na área de TI com cerca de
R$ 500 milhões em investimentos até 2015.
Em Minas, o objetivo do programa, segundo informações divulgadas pelo governo, é fazer do estado líder no setor e transformar Belo Horizonte na capital da tecnologia da informação, além de contribuir para que o Brasil se consolide como grande plataforma na área. Para isso, cerca de R$ 195 milhões em investimentos estão previstos. Desse total, R$ 100 milhões serão destinados à criação do Polo Empresarial de TI e outros R$ 74 milhões para a capacitação de 50 mil profissionais e apoio às empresas.
Hoje, segundo o governo do estado, Belo Horizonte é tida como polo de TI de Minas Gerais, fatura cerca de R$ 2 bilhões, emprega 20 mil profissionais e gera cerca de R$ 51 milhões de Imposto sobre Serviço (ISS). Em 2022, a meta é alcançar faturamento de R$ 9 bilhões, empregar 72 mil pessoas e gerar R$ 190 milhões em impostos (ISS).
Durante o evento, o secretário de Políticas de Informática do MCTI, Virgílio Almeida, lembrou a presença de universidades de renome no estado e de várias empresas de ponta como fatores de peso para o crescimento do setor. Segundo Almeida, é importante para o programa TI Maior “colocar empresas de Minas, internacionais, universidades e o próprio governo estadual em um grande programa para fazer o estado ser um dos pilares do desenvolvimento tecnológico”.
Para André Fonseca, CEO da Dito, startup mineira especializada em soluções para redes sociais com quatro anos de mercado, o momento é oportuno para o desenvolvimento de uma startup no Brasil e os investimentos públicos podem acelerar o surgimento dessas empresas. “Não descartamos a chance de nos inscrevermos nesse tipo de programa porque esse ainda é um mercado de incerteza. Mesmo que a empresa tenha crescido a cada ano, precisamos de investimentos para sermos mais competitivos para concorrer com o mercado de fora”, avalia.
Outra interessada no programa é a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), que já acertou com o MCTI a sua participação e aguarda a publicação, no começo de 2013, de edital para captação de projetos, informou o presidente da instituição, Mário Neto Borges. Entre as vertentes que o programa vai estimular, a Fapemig se enquadrou no segmento de consolidação de ecossistemas digitais, ambientes favoráveis ao desenvolvimento de softwares e serviços em áreas estratégicas como as de defesa, segurança, educação, saúde, petróleo e gás.
Redes comunitárias
Ainda no evento, o governo do estado lançou as Redes Comunitárias de Educação e Pesquisa (Redecomep), que funcionam como um sistema de transmissão de dados entre centros de pesquisa e instituições de ensino. A novidade considerada sistema robusto de intercomunicação será responsável por interligar as informações de 14 instituições – entre elas, Cefet, Fapemig, Fiocruz e Funarte – por meio de 185 quilômetros de cabo e velocidade de 10 gigabytes.
Publicidade
Minas quer liderar setor de tecnologia
Versão mineira do programa federal TI Maior é lançada e BH deve ser referência. Investimentos somam R$ 195 mi
Publicidade
