
A estratégia de aquisições não para, segundo o presidente da Femsa, em toda a América Latina. A companhia opera em nove países (México, Brasil, Guatemala, Nicarágua, Costa Rica, Panamá, Colômbia, Venezuela e Argentina). Ao todo, distribui 2,6 bilhões de caixas de bebidas, a partir de 35 plantas industriais, atendendo 215 milhões de consumidores, com mais de uma centena de marcas de bebidas. Os planos da Femsa, de acordo com Carvajal, estão centrados no esforço de dar alternativa aos consumidores de todas as faixas de renda e o Brasil é um bom exemplo disso. A companhia, que no passado só vendia refrigerante em latas e litros, hoje tem um portfólio enorme de apresentações, nas versões de 250 ml , 300 ml , 350 ml e 600 ml. O executivo enfatizou que o custo Brasil ainda pesa, embora o governo tenha anunciado um pacote de investimentos em infraestrutura, mas a contrapartida está num mercado consumidor muito grande. Braço da empresa se articula com a Fiat
Plataforma de crescimento do grupo Femsa na América Latina, o Brasil já oferece oportunidades para ampliação dos negócios de transporte da companhia mexicana e é alvo de lançamento de produtos considerados inovadores no segmento de bebidas não alcoólicas. O diretor de Negócios Estratégicos do grupo, Alfonso Garza, afirmou que as atividades da distribuição tendem a ser beneficiadas com aportes financeiros, integrando operações no país e nos vizinhos latino-americanos. “O Brasil é trampolim para outros negócios e vamos investir muito em transportes”, disse o executivo. A Femsa Logística está atendendo dois clientes importantes: a Fiat Automóveis, de Betim, na Grande Belo Horizonte, e engarrafadores da Coca-Cola andina. O serviço prestado à montadora italiana consiste no transporte de peças da fábrica mineira para a Argentina, percorrendo também o caminho inverso. Fernández Carvajal confidenciou que o grupo mexicano desenvolve, em parceria com a Coca-Cola Company, um produto que associa leite a suco, teste que está sendo feito no Panamá com boas chances em outros países do subcontinente. “Buscamos inovação e criatividade. O segredo disso é ter gente capacitada”, disse. Sobre os planos de introduzir no Brasil a rede de lojas de conveniência OXXO, dona de um terço dos negócios da companhia, observou que a questão não está só na distância em relação ao controle das mais de 10 mil lojas em funcionamento no México. O segredo é conhecer bem os costumes do consumidor brasileiro. * A repórter viajou a convite da Coca-Cola Femsa
