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Estado de Minas

Gasto com filho pode superar R$ 2 milhões

Uma família de classe A gasta até este valor: despesas que envolvem educação são as que mais pesam no bolso


postado em 20/08/2012 15:32 / atualizado em 20/08/2012 17:11

A chegada de um bebê aumenta significativamente os gastos de um casal. A conta cresce muito entre a infância e a vida adulta. Tudo começa com as compras do enxoval da criança e se estende até as despesas com educação e lazer. Os gastos variam de acordo com a classe social, e para uma família de classe A o custo com o herdeiro pode superar os R$ 2 milhões, segundo estudo do Instituto Nacional de Vendas e Trade Marketing (Invent), organizado pelo presidente do Instituto e professor da ESPM, Adriano Maluf Amui.

De acordo com o levantamento, que considerou os gastos do nascimento até os 23 anos, as despesas que envolvem educação, incluindo, entre outras coisas, alimentação escolar, transporte, cursos diversos, material didático e mesada, são as que mais pesam no bolso das famílias de alta renda, o equivalente a 34% do custo total.

Por ano de vida, a faixa etária dos 20 aos 23 anos é a que mais gera gastos para a família, cerca de R$ 122.107 anuais, ou R$ 10.176 mensais. No primeiro ano de vida, o gasto mensal de uma família de alta renda com o bebê é de R$ 5.090, o que soma R$ 61.080 em 12 meses.

Faixas de renda

Com exceção da classe D, na qual o principal gasto é o que envolve as despesas com moradia, nas outras faixas de renda os gastos com educação também são os que mais pesam. Veja os custos por classe:



Planejamento


Ainda que o custo para criar um filho seja alto, pais e mães não devem se desesperar para manter as finanças em dia. De acordo com Adriano Amui, para que as contas não entre no vermelho com a chegada de um novo membro na família bastam alguns ajustes na rotina financeira do casal.

“Filho não é um momento. Filho é para a vida toda. Por isso, deixe seu lado emocional criar o costume de relacionar-se com o filho para criar laços fortes, e paralelamente faça do planejamento racional um exercício rotineiro. Conter os impulsos consumistas às vezes não gera a sensação da alegria efêmera, mas com certeza poupa a família de futuros desgastes financeiros e, principalmente, emocionais”, finaliza o especialista.



Com informações InfoMoney


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