Quando se fala em Maragogi, as piscinas naturais costumam aparecer primeiro. As famosas galés, formadas pelos recifes de corais, ajudaram a transformar o município alagoano em um dos destinos mais conhecidos do litoral nordestino. Mas existe uma outra Maragogi, menos associada à pressa dos passeios e mais conectada à paisagem que envolve o destino.



É uma Maragogi de manguezais, coqueirais, rios, praias e silêncio. Um território em que a natureza não funciona apenas como cenário, mas como parte essencial da experiência.


Na península onde o Rio Maragogi encontra o mar está a Pousada Camurim Grande, na região da Costa dos Corais. São 6,5 hectares de área preservada e mais de 800 metros de orla, cercados por diferentes ecossistemas. O mangue acompanha o curso do rio, enquanto coqueiros e vegetação ocupam o terreno até a faixa de areia.


Com apenas 20 acomodações, a pousada mantém uma relação de baixa densidade com o território. Chalés, bangalôs, casas e a Cabana estão distribuídos pela propriedade, permitindo que a vegetação permaneça presente e que o hóspede tenha contato constante com a paisagem.


A proposta é simples: em vez de preencher todos os momentos da viagem, deixar que o próprio lugar dite o ritmo.



Uma paisagem que pede tempo


Na península onde o Rio Maragogi encontra o mar está a Pousada Camurim Grande, na região da Costa dos Corais.

Pousada Camurim Grande/Divulgação


A história da Camurim Grande também está ligada à preservação. Desde a abertura, em 2011, mais de 800 árvores foram plantadas na propriedade, enquanto áreas de manguezal, coqueirais e parte da vegetação original foram mantidas.


A sustentabilidade aparece ainda em iniciativas como energia solar, compostagem, reciclagem e horta orgânica. A pousada também mantém uma relação com produtores locais e desenvolve ações voltadas à comunidade, entre elas uma creche construída para o município.


Mas talvez a principal experiência de sustentabilidade esteja na própria maneira de ocupar o espaço. Com pouca circulação e uma estrutura integrada à paisagem, a propriedade permite perceber detalhes que muitas vezes passam despercebidos em viagens mais aceleradas: o movimento da maré, os sons dos pássaros, a sombra dos coqueiros, o encontro entre água doce e salgada.


O bem-estar que vem da natureza


Na Camurim Grande, o conceito de bem-estar também está relacionado ao ambiente. No Spa Verde Camurim, criado por Cristiana Freire, massagens, banhos de ervas, sauna a vapor e rituais sensoriais complementam uma experiência que começa fora do spa, no contato com o próprio território.


Um dos destaques é a piscina sensorial terapêutica aquecida, com mais de 50 duchas direcionadas e sais terapêuticos. A proposta de hidroterapia foi desenvolvida a partir de pesquisas realizadas em spas internacionais.


A relação com os elementos naturais também aparece na Verde Camurim, saboaria própria da pousada, que produz artesanalmente sabonetes, óleos essenciais e outros preparos com ingredientes naturais e orgânicos brasileiros e regionais.


Aqui, bem-estar não precisa significar uma agenda cheia de tratamentos. Pode ser simplesmente ter tempo para caminhar, entrar no mar, observar o mangue ou permanecer alguns minutos sem fazer nada.


Quando a gastronomia encontra a paisagem


A natureza também chega à mesa. O café da manhã pode ser servido no horário e no espaço escolhidos pelo hóspede, enquanto o jantar, incluído na hospedagem, valoriza ingredientes frescos e sabores ligados à região.


Entre as experiências está o chá servido na ponte ao pôr do sol, diante do manguezal. Mais do que uma refeição ou um ritual, o momento funciona como uma pausa para observar a transformação da paisagem à medida que a luz diminui.


É justamente nesses pequenos intervalos que surge uma outra maneira de conhecer Maragogi.


As piscinas naturais continuam sendo um dos grandes atrativos do destino. Mas não precisam contar toda a história. Há uma paisagem maior ao redor delas, formada pelo encontro do rio com o mar, pela vida do manguezal, pela vegetação e por uma costa que pode ser descoberta sem pressa.


A cerca de 90 minutos de Recife e de Maceió, Maragogi revela, assim, uma faceta em que natureza e tempo caminham juntos.


Porque, em alguns lugares, viajar não significa fazer mais. Significa olhar melhor.

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Mais informações: camurimgrande.com.br


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