Viajar para a natureza pode ser muito mais do que uma mudança de cenário. É uma oportunidade de desacelerar, respirar novos ares e experimentar uma relação mais profunda com o mundo ao redor. Em diferentes regiões do Brasil, cachoeiras, rios, florestas, montanhas e cânions transformam a viagem em um convite à contemplação e à reconexão.
Em 2025, os Parques Nacionais registraram recorde de público, com mais de 11,8 milhões de visitantes, segundo dados do Ministério do Turismo. O número revela uma busca crescente por experiências que combinam aventura, bem-estar, paisagens preservadas e contato direto com o meio ambiente.
Setembro é especialmente favorável para descobrir alguns desses cenários. No Cerrado, a estação seca costuma proporcionar melhores condições para trilhas e atividades ao ar livre. Na Amazônia, a redução do nível dos rios começa a revelar praias fluviais entre as ilhas de Anavilhanas, criando uma paisagem surpreendente.
Mais do que pontos turísticos, esses lugares podem ser vivenciados como verdadeiros santuários naturais: espaços para caminhar, contemplar, silenciar e perceber a grandiosidade da vida.
"Escolher destinos de natureza vai além de oferecer belas paisagens: proporciona aos viajantes a oportunidade de relaxar e criar uma conexão mais autêntica com o meio ambiente. Além disso, entender qual é a melhor época para visitar cada destino ajuda o viajante a aproveitar ainda mais a experiência", diz Carolina Montenegro, Vice-Presidente Sênior de Marca Global & Marketing B2B do KAYAK.
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Chapada Diamantina, Bahia: entre montanhas, cachoeiras e silêncio
Com cerca de 152 mil hectares, o Parque Nacional da Chapada Diamantina reúne três biomas – Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga – e quase 300 quilômetros de trilhas
Com cerca de 152 mil hectares, o Parque Nacional da Chapada Diamantina reúne Mata Atlântica, Cerrado e Caatinga em uma paisagem marcada por montanhas, vales e quase 300 quilômetros de trilhas.
A Cachoeira da Fumaça, o Morro do Pai Inácio, o Vale do Pati e o Marimbus, conhecido como o “Pantanal da Chapada”, estão entre os lugares que convidam a contemplar a força da natureza. Para quem busca aventura, há ainda opções como canoagem e stand up paddle.
Mas é durante uma caminhada pelas montanhas que a Chapada revela uma dimensão especial: a possibilidade de deixar o ritmo da cidade para trás e simplesmente estar presente.
Voos: Salvador é uma das principais portas de entrada para a região. Para setembro, o KAYAK indica passagens de ida e volta em classe econômica a partir de R$ 904, em média.
Parque Nacional do Iguaçu, Paraná: a força sagrada das águas
As Cataratas do Iguaçu são o grande cartão-postal do parque, mas a experiência pode ir além das famosas quedas d’água.
As Cataratas do Iguaçu estão entre os maiores espetáculos naturais do Brasil. O volume e a força das quedas impressionam, mas a experiência no Parque Nacional do Iguaçu vai muito além do cartão-postal.
A Trilha das Cataratas, o Macuco Safari, o Poço Preto, com 18,5 quilômetros, e a Trilha das Bananeiras, com três quilômetros, permitem diferentes formas de aproximação com a Mata Atlântica. Em 2024, o parque também inaugurou a Trilha Ytepopo, com cinco quilômetros às margens do Rio Iguaçu.
Diante das cataratas, a sensação é de pequenez diante da natureza. O som da água, a floresta e a imensidão do cenário transformam a visita em uma experiência de contemplação.
Voos: o aeroporto de Foz do Iguaçu é a principal porta de entrada. Para setembro, o KAYAK aponta média de R$ 1.037 para passagens de ida e volta em classe econômica.
Chapada dos Guimarães, Mato Grosso: o sagrado desenhado nas pedras
Parque Nacional da Chapada dos Guimarães atrai turistas apaixonados por natureza pelos paredões de pedra vermelha, cânions e mirantes
Paredões avermelhados, cânions, mirantes e cachoeiras formam um dos cenários mais impressionantes do Centro-Oeste brasileiro. No Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, a paisagem parece revelar uma arquitetura criada pela própria natureza.
A Cachoeira Véu de Noiva, com mirante acessível por uma trilha leve de aproximadamente 620 metros, é um dos principais atrativos. Já o Circuito das Cachoeiras, com cerca de 4,6 quilômetros, passa por quatro quedas e uma piscina natural.
Entre pedras, água e céu aberto, a Chapada convida a caminhar sem pressa e perceber a força do Cerrado — uma experiência que pode ganhar contornos quase espirituais para quem busca se reconectar.
Voos: Cuiabá é a principal porta de entrada, com passagens de ida e volta em classe econômica a R$ 1.044, em média, para setembro no KAYAK.
Chapada das Mesas, Maranhão: um templo natural no coração do Cerrado
O Parque Nacional da Chapada das Mesas, localizado bem próximo à divisa com o Tocantins, oferece cachoeiras e lagos de águas cristalinas
Cachoeiras, rios, cânions e formações rochosas fazem do Parque Nacional da Chapada das Mesas um dos destinos mais surpreendentes do Maranhão.
A Cachoeira de São Romão, a Cachoeira da Prata e o Portal da Chapada estão entre os principais atrativos. Próximo dali, o Santuário de Pedra Caída impressiona com uma cachoeira de aproximadamente 50 metros.
O próprio nome do atrativo já traduz a atmosfera do lugar. Em meio às pedras, à vegetação e ao som da água, a viagem pode ganhar um significado que vai além do turismo: o de entrar em contato com uma natureza grandiosa e perceber o sagrado presente no que é essencial.
Voos: o aeroporto de Imperatriz é uma das principais portas de entrada, com passagens de ida e volta em classe econômica a R$ 1.375, em média, para setembro no KAYAK.
Chapada dos Veadeiros, Goiás: onde o Cerrado encontra o extraordinário
Reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Mundial Natural, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros exibe cânions e cachoeiras de águas cristalinas
Reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Mundial Natural, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros reúne cânions, formações rochosas, nascentes e cachoeiras em uma das áreas naturais mais emblemáticas do Brasil.
Os Saltos do Rio Preto e a Trilha dos Cânions estão entre os principais atrativos. A região também oferece experiências de contato com a fauna e a flora do Cerrado.
O período de seca favorece algumas atividades específicas, como a Travessia das Sete Quedas, tradicionalmente realizada entre abril e setembro, conforme as condições de visitação.
Para quem procura uma viagem de reconexão, Veadeiros tem ainda um diferencial: a paisagem convida ao silêncio. Caminhar entre as formações rochosas, observar o céu e ouvir a natureza pode transformar uma simples trilha em um momento de introspecção.
Voos: Brasília é uma das principais portas de entrada, com passagens de ida e volta em classe econômica a R$ 818, em média, para setembro no KAYAK.
Anavilhanas, Amazonas: a floresta como experiência espiritual
Entre ilhas, floresta e praias de rio, Anavilhanas revela a imensidão da Amazônia
Às margens do Rio Negro, o Parque Nacional de Anavilhanas guarda uma das maiores paisagens de floresta preservada do Brasil. São mais de 350 mil hectares e cerca de 400 ilhas fluviais que formam um enorme mosaico de mata, rios e praias.
Durante a temporada de seca, o nível do rio diminui e revela extensas faixas de areia branca entre as ilhas. As trilhas também ficam mais acessíveis e a observação da fauna pode ser favorecida pela concentração de animais nas margens.
Passeios de barco e pesca esportiva estão entre as atividades possíveis, mas talvez o maior convite de Anavilhanas seja simplesmente contemplar. Navegar pelo Rio Negro, cercado pela floresta, proporciona uma sensação de isolamento e conexão com uma natureza que parece existir em outro ritmo.
É nesse encontro entre floresta, água e silêncio que a viagem pode assumir uma dimensão quase sagrada: não apenas conhecer a Amazônia, mas senti-la.
Voos: Manaus é a principal porta de entrada para Anavilhanas. Para setembro, as passagens de ida e volta em classe econômica aparecem a R$ 1.637, em média, no KAYAK.
Uma viagem para dentro
Do Cerrado à Amazônia, esses destinos mostram que o Brasil oferece muito mais do que paisagens para fotografar. São lugares para caminhar, respirar, contemplar e permitir que a natureza dite o ritmo da viagem.
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Porque, às vezes, conectar-se com a natureza é também uma forma de voltar para si — e descobrir que o sagrado pode estar justamente onde existe silêncio, água, floresta, montanha e vida.
