Meliá acelera no Brasil: meta é chegar a 30 hotéis em quatro anos
Gigante espanhola foca em hotéis de luxo e busca parceiro para um resort no Nordeste; novos formatos e o viajante de lazer estão na mira
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A Meliá Hotels International planeja mais que dobrar sua presença no Brasil, com a meta de saltar dos atuais 12 hotéis para 30 unidades nos próximos quatro anos. O ritmo de crescimento previsto é de uma média de cinco novos hotéis por ano.
Segundo a diretora de Desenvolvimento para América Latina, Celia Maria Reys, o Brasil é um dos mercados prioritários da companhia. A estratégia foca nos segmentos premium e luxo, onde a rede espanhola concentra suas nove marcas, com oportunidades tanto para novos empreendimentos quanto para conversões.
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Capitais e Nordeste no radar
As capitais continuam entre as prioridades da Meliá, mas a rede também está aberta a oportunidades em cidades secundárias, de acordo com o diretor de Expansão Brasil, Renato Carvalho. Um dos objetivos é encontrar um parceiro para desenvolver um resort no Nordeste.
A estratégia contempla novos formatos, como empreendimentos que combinam hotel e residências (branded residences), com projetos já em negociação no país. As soft brands “Affiliated by Meliá” e “The Meliá Collection” também devem ampliar o portfólio por meio de conversões, que exigem menor investimento do proprietário.
A expansão ocorre em um modelo asset light, no qual a Meliá se concentra na operação dos hotéis, enquanto os ativos ficam com investidores. Carvalho revela que a companhia também está aberta a contratos de franquia.
Hotel corporativo muda de perfil
Embora o lazer seja uma associação tradicional da Meliá, o setor corporativo tem papel importante na operação brasileira. Celia Reys conta que os 12 hotéis em funcionamento no país têm perfil 100% corporativo.
Ela observa uma mudança no comportamento desse hóspede, com o crescimento do bleisure. Hotéis antes voltados aos negócios passaram a adaptar espaços e serviços para o viajante que estende a estada ou retorna ao destino com a família.
Renato Carvalho também aponta para o impacto de eventos e grandes shows na demanda hoteleira. Segundo ele, os hotéis precisam estar cada vez mais conectados ao que acontece nos destinos para atender esse novo perfil de hóspede.
Em 2025, a companhia assinou contratos para cerca de 9,4 mil quartos globalmente, um recorde para a empresa. Pela primeira vez, a América Latina e os Estados Unidos superaram Ásia e Oriente Médio em volume de novas assinaturas.
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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.