Quando se pensa em uma viagem pela Itália, nomes como Roma, Veneza e Milão costumam dominar os sonhos dos viajantes. Mas quem embarca no MSC Splendida descobre que o verdadeiro encanto do verão italiano pode estar em destinos menos óbvios. Em 2026, as ilhas da Sardenha e da Sicília, combinadas com um mergulho cultural pela Toscana, prometem conquistar definitivamente o coração dos brasileiros.

A bordo, o itinerário apresenta uma Itália diversa: praias dignas do Caribe, centros históricos que atravessaram séculos e uma culinária que transforma cada refeição em uma celebração. É uma viagem que reúne mar, arte, história e sabores em um mesmo roteiro.

Uma Itália que surpreende

“Hoje a torre do sino é um monumento estável”, disse Andrea Maestrelli, presidente da Opera della Primaziale Pisana (OPA), em uma coletiva de imprensa descrevendo eventos para comemorar o aniversário da torre, em 2023. günter por Pixabay
Ao longo do perímetro da praça, encontra-se também o Camposanto, o Museu da �pera e o Museu delle Sinopie. Um passeio às margens do rio Arno, até chegar ao antigo Palazzo dell'Orologio e a Piazza dei Cavalieri, que instiga os turistas. greghristov por Pixabay
A Torre de Pisa não cai por ter uma inclinação estável, sendo um centro de gravidade localizado na posição mais elevada da torre, que faz a força contrária e mantém o equilíbrio. Ainda mais com o reforço que a base ganhou ao longo dos anos. Imagem de Irina por Pixabay
Os 8 andares estão cercados por uma lógia com arcos que reproduzem o conteúdo da fachada da Catedral e possui 7 sinos no último andar da Torre Imagem de Mikhail Vachtchenk0 por Pixabay
A torre de Pisa, na verdade, é um campanário da catedral, que significa “torre sineira”, designada para guardar sinos. A torre, que em italiano é pronunciada como Piazza dei Miracoli, é a terceira obra mais antiga da Praça dos Milagres. Luca Aless wikimedia commons
A construção foi declarada Patrimônio Mundial pela Unesco, em 1987. A Torre de Pisa é considerada um dos importantes símbolos da Itália, e ainda, um dos maiores pontos turísticos da Europa. Imagem de Ernst Zeeh por Pixabay
Na década de 1990, uma grande reforma aconteceu. A primeira etapa envolveu o apresamento de cabos de aço ao redor da torre. Com uma distância de quase um quarteirão, esses cabos eram ligados a um grande contrapeso que conferia estabilidade à torre. Imagem de JimboChan por Pixabay
A torre tem 296 ou 294 degraus. O sétimo andar da face norte das escadas tem dois degraus a menos. Antes da restauração entre 1990 e 2001, a torre estava inclinada com um ângulo de 5,5 graus. Atualmente, está em cerca de 3,99 graus. Imagem de Jill Mackie por Pixabay
A altura do solo ao topo da torre é de 55,86 metros no lado mais baixo e de 56,70 metros na parte mais alta. A espessura das paredes na base é de 4,09 metros e 2,48 metros no topo. Imagem de Karsten Madsen por Pixabay
No ano de 1838, uma obra de restauração atingiu um lençol freático e inundou toda a base da Torre de Pisa. Quase um século depois, o ditador, Benito Mussolini, ordenou que aplicações de cimento fossem postas junto ao alicerce, mas o monumento seguiu torto. Imagem de BÙI V?N H?NG PHÚC por Pixabay
Especialistas em geografia e geologia dizem que a deformidade de Pisa aconteceu em virtude da baixa compactação do solo em que a obra foi realizada. Com isso, a instabilidade do solo acabou deixando-a torta. Imagem de Brayan Badillo por Pixabay
Embora destinada a ficar na vertical, a torre começou a inclinar-se para sudeste logo após o início da construção, em 1173. Isso devido a uma fundação mal construída e a um solo de fundação mal consolidado, que permitiu à fundação ficar com assentamentos diferenciais. Imagem de Alex por Pixabay
Entre as explicações, está a de que seria uma homenagem feita a William de Innsbruck, um dos possíveis projetistas da torre, corcunda nas costas. Outra de que seria resultado de um protesto feito pelos trabalhadores que recebiam baixos salários. Imagem de Mark Skillen por Pixabay
A torre começou a inclinar-se após a progressão de construção para o terceiro andar em 1178. Isto deveu-se a uma fundação de meros três metros sobre um subsolo fraco e instável, um projeto que falhou desde o início. Imagem de aselent por Pixabay
A Torre de Pisa é uma obra de arte em mármore branco, realizada em três fases ao longo de um período de cerca de 177 anos. A construção do primeiro andar começou no dia 9 de agosto de 1173, um período de sucesso militar e prosperidade. Imagem de GERVASIO RUIZ por Pixabay
O edifício tem uma planta basilical modificada pela adição de um transepto, resultando num desenho de cruz latina, com cinco naves e uma abside. Seu estilo Românico incorporou elementos de tradições árabes, lombardas, bizantinas, clássicas e toscanas. kajikawa wikimedia commons
Durante a Segunda Guerra Mundial na campanha da Itália, a Força Expedicionária Brasileira em uma missa na catedral, com a imagem de Nossa Senhora Aparecida, cantaram o hino brasileiro quando se rompeu um forte bombardeio aéreo perpetrado por forças do Eixo. kajikawa wikimedia commons
Na fachada, que é decorada com colunas e incrustações de mármores, se abrem três portais de bronze em substituição aos originais que foram destruídos durante o incêndio de 1595. Imagem de Thomas Wolter por Pixabay
Pouco tempo depois, a planta foi ampliada pelo arquiteto Rainaldo, que desenhou a atual fachada, realizada sob a supervisão dos escultores Guglielmo e Biduino. Imagem de Leonhard Niederwimmer por Pixabay
A construção iniciou em 1064, sobre a catedral preexistente datada de 1006. Com o esgotamento do orçamento previsto, em 1095, as obras foram paralisadas. Contudo, continuaram em virtude de uma doação do imperador bizantino. Imagem de Michelle Raponi por Pixabay
Ela foi idealizada pelo arquiteto de origem grega Buscheto, numa época em que a cidade era uma república independente e uma das potências italianas. A consagração do edifício foi realizada em 1118 pelo papa Gelásio II. Leonardo Barichello - Flickr
A Catedral de Pisa, dedicada à Virgem Maria, é um templo católico da Itália, localizado na cidade de Pisa. É a sede da Arquidiocese de Pisa e o maior exemplo do estilo românico toscano. Tetrakys wikimedia commons
A torre é a terceira mais antiga estrutura na praça da Catedral de Pisa (Campo dei Miracoli), atrás da própria catedral e do baptistério. Imagem de schmidmatthieu por Pixabay
Construída entre os anos de 1173 e 1370 e contando com 55 metros de altura, esta torre tem como função original abrigar o sino da catedral da cidade de Pisa. Imagem de Christoph Schrattbauer por Pixabay
Ao longo de sua história, a Itália sempre foi famosa por abrigar monumentos de rica beleza arquitetônica, que chamam a atenção não só dos moradores, como dos turistas. A construção do primeiro andar da Torre de Pisa começou no dia 9 de agosto de 1173, em um período de sucesso militar e prosperidade no país. Marika Bortolami/Wikimedia Commons

Viajar pelo Mediterrâneo a bordo do MSC Splendida é também uma oportunidade de redescobrir a Itália. Ao trocar os roteiros tradicionais por destinos como Sardenha e Sicília, o viajante encontra praias menos exploradas, cidades vibrantes e tradições preservadas ao longo dos séculos. E, ao incluir a Toscana na jornada, percebe que alguns dos maiores tesouros italianos estão justamente no equilíbrio entre arte, paisagens deslumbrantes e o prazer de viver sem pressa.

No fim das contas, talvez o grande luxo do verão europeu seja este: descobrir que a Itália mais inesquecível nem sempre está onde todos imaginam. Ela pode estar no aroma de um cannoli saboreado em Palermo, na brisa do Mediterrâneo em Cagliari ou no instante em que o sol se põe sobre os telhados de Florença. E é justamente essa Itália que promete conquistar os brasileiros nos próximos meses.

Sardenha: a ilha italiana que promete conquistar os brasileiros

Não deixe de provar os gellatos artesanais na Itália. O Viottorino é uma dos mais procurados em Cagliri, na Sardenha

Carlos Altman/EM

Se a Sicília impressiona pela riqueza histórica e a Toscana pela grandiosidade artística, a Sardenha seduz pela beleza natural. Cercada por um mar que varia entre tons de azul-turquesa e verde-esmeralda, a segunda maior ilha do Mediterrâneo é frequentemente comparada ao Caribe — mas com um charme tipicamente italiano.

Durante décadas, a Sardenha foi um segredo bem guardado dos europeus. Hoje, o destino desponta como uma das grandes apostas para os brasileiros que buscam experiências mais autênticas no verão europeu. E basta desembarcar em Cagliari para entender o motivo.

Cagliari: a elegância discreta do Mediterrâneo

Praia de Poetto, em Cágliri, com seus águas azul-turquesa, oferece um cenário perfeito para relaxar

Carlos Altman/EM

Capital da ilha, Cagliari reúne tudo aquilo que torna a Sardenha especial: patrimônio histórico, excelente gastronomia e praias de tirar o fôlego. O centro histórico é dominado pelo bairro de Castello, construído no alto de uma colina pelos pisanos no século XIII. Ruas estreitas, casarões antigos e pequenas praças conduzem até o imponente Bastione di Saint Remy, um dos principais cartões-postais da cidade e ponto privilegiado para admirar o pôr do sol sobre o Golfo dos Anjos.

A poucos minutos dali está a famosa Praia de Poetto, uma extensa faixa de areia com cerca de oito quilômetros de extensão. Com águas transparentes e infraestrutura completa, ela se transforma em um dos principais pontos de encontro dos moradores durante os meses mais quentes.

Mas a verdadeira essência da Sardenha está além da capital.

Um paraíso de praias e paisagens preservadas

Ao Norte da ilha, a sofisticada Costa Smeralda atrai celebridades e viajantes em busca de enseadas exclusivas e mar cristalino. Já o Arquipélago de La Maddalena, formado por sete ilhas principais, oferece algumas das paisagens mais impressionantes do Mediterrâneo, com praias acessíveis apenas por barco.

Na costa Leste, destinos como Cala Goloritzé, Cala Mariolu e Cala Luna figuram entre as praias mais bonitas da Europa. Cercadas por falésias calcárias e vegetação mediterrânea, elas preservam uma atmosfera selvagem que contrasta com o glamour de outras regiões da ilha.

No interior montanhoso, a Sardenha revela outro lado de sua personalidade. Vilarejos históricos preservam tradições seculares, desde os bordados artesanais até as danças folclóricas e os festivais gastronômicos.

A ilha também abriga os misteriosos nuraghes, construções megalíticas erguidas há mais de três mil anos por uma civilização que habitava a região muito antes da chegada dos romanos.




Os sabores da Sardenha

A gastronomia local é um reflexo da forte identidade cultural da ilha. Entre os pratos mais tradicionais está o porceddu, leitão assado lentamente sobre brasas aromatizadas com ervas mediterrâneas. Outro clássico é o culurgiones, uma massa recheada com batata, queijo pecorino e hortelã, moldada artesanalmente em formato semelhante a uma espiga de trigo.

O pane carasau, conhecido como "pão dos pastores", acompanha diversas refeições e pode ser servido também na versão pane frattau, enriquecida com molho de tomate, queijo pecorino e ovo pochê.

Para acompanhar, nada melhor do que os vinhos produzidos na ilha, especialmente os tintos elaborados com a uva Cannonau, associados por muitos pesquisadores à longevidade dos habitantes sardos.

E, claro, os gelatos ganham sabores tipicamente mediterrâneos, como figo, mel, amêndoas e mirto — o licor mais emblemático da Sardenha.




Um verão de festas, música e tradição

Entre julho e setembro, a Sardenha vive seu período mais vibrante. As cidades costeiras recebem grandes eventos musicais, enquanto os pequenos vilarejos preservam as tradicionais **sagre**, festas populares dedicadas à gastronomia, à religiosidade e ao folclore local.

Julho

O mês é marcado por festivais de blues e música internacional, além das celebrações religiosas que movimentam comunidades inteiras.

No Sul da ilha, o Narcao Blues Festival reúne artistas italianos e estrangeiros em apresentações ao ar livre, consolidando-se como uma das principais referências do gênero no país. Em diversas localidades, acontecem as tradicionais festas patronais, com procissões, apresentações folclóricas e barracas gastronômicas.




Agosto

Agosto é o auge do verão italiano. As praias atingem seu máximo movimento e a agenda cultural se intensifica. O destaque é o Time in Jazz, realizado em Berchidda e criado pelo renomado trompetista sardo Paolo Fresu. O festival leva concertos para cenários inusitados, como igrejas rurais, vinhedos e pequenas praças históricas. Mais do que um evento musical, trata-se de uma celebração da identidade sardiniana. 

No dia 15 de agosto, o país celebra o tradicional Ferragosto, considerado o ápice do verão. Em toda a ilha, moradores e turistas se reúnem em praias, praças e restaurantes para festas que costumam terminar com shows e espetáculos pirotécnicos.

Setembro

Com temperaturas mais amenas e menos turistas, setembro é apontado por muitos viajantes como o melhor período para conhecer a Sardenha. O Norte da ilha recebe o Musica sulle Bocche Festival, evento que combina jazz contemporâneo com a tradição musical sarda em cenários deslumbrantes próximos ao estreito de Bonifácio. A edição de 2026 acontece entre 16 de agosto e 5 de setembro. 

Também em setembro acontece o Isole che Parlano, festival gratuito que promove encontros entre música, fotografia, teatro e gastronomia em cidades como Palau e La Maddalena. A programação valoriza tanto artistas internacionais quanto manifestações culturais típicas da ilha.

Já em San Teodoro, o SUNANDBASS reúne amantes da música eletrônica em uma combinação única de festas à beira-mar e apresentações de DJs renomados entre 5 e 13 de setembro.

A nova paixão brasileira no Mediterrâneo

Ao contrário dos destinos italianos mais tradicionais, a Sardenha oferece a sensação de descoberta. É uma Itália mais silenciosa, onde o tempo parece desacelerar entre pequenas vilas, enseadas escondidas e longos almoços à beira-mar.

Talvez seja justamente essa autenticidade que esteja conquistando cada vez mais brasileiros. Em um único destino, é possível mergulhar em águas cristalinas pela manhã, explorar sítios arqueológicos milenares à tarde e terminar o dia assistindo a um concerto ao ar livre em uma praça medieval.

No verão europeu, a Sardenha não é apenas uma alternativa a Roma ou Veneza. Ela é, cada vez mais, o destino principal para quem deseja vivenciar uma Itália surpreendente, sofisticada e profundamente ligada às suas tradições.

Palermo e Monreale: uma imersão nos sabores da Sicília

Palermo já encanta por sua arquitetura grandiosa e pelo ritmo intenso de suas ruas

Carlos Altman/EM

Se Palermo já encanta por sua arquitetura grandiosa e pelo ritmo intenso de suas ruas, a poucos quilômetros dali está um dos maiores tesouros da Sicília: Monreale. Localizada a cerca de 10 quilômetros da capital, a pequena cidade abriga a extraordinária Catedral de Monreale, considerada uma das mais importantes obras da arte normanda no mundo. Seu interior é revestido por mais de seis mil metros quadrados de mosaicos dourados que retratam cenas bíblicas com riqueza impressionante de detalhes. Do terraço do antigo mosteiro, a vista panorâmica de Palermo e do mar Mediterrâneo é um espetáculo à parte.

Catedral de Monreale, considerada uma das mais importantes obras da arte normanda no mundo Carlos Altman/EM
Palermo já encanta por sua arquitetura grandiosa e pelo ritmo intenso de suas ruas Carlos Altman/EM
Entre os doces imperdíveis está o clássico Cannoli, um tubo de massa crocante recheado com creme de ricota adoçado Carlos Altman/EM
Não deixe de provar os gelatos artesanais na Itália. O Viottorino é uma dos mais procurados em Cagliri, na Sardenha Carlos Altman/EM
A Torre de Pisa começou a inclinar ainda durante sua construção, iniciada em 1173 Carlos Altman/EM
Florença emociona pela grandiosidade de seu legado artístico. Poucas cidades no mundo exerceram tamanha influência sobre a cultura ocidental Carlos Altman/EM
A Sardenha seduz pela beleza natural. Ilha italiana é cercada por um mar que varia entre tons de azul-turquesa e verde-esmeralda Carlos Altman/EM

Em Palermo, a experiência vai muito além dos monumentos históricos. A cidade é um verdadeiro paraíso gastronômico, resultado da mistura de influências árabes, espanholas e italianas que moldaram a identidade siciliana ao longo dos séculos.

Os tradicionais gelatos italianos ganham sabores tipicamente sicilianos, como pistache de Bronte, amêndoas, limão siciliano e figo. Uma das experiências mais autênticas é provar a famosa granita, uma sobremesa gelada semelhante a um sorbet, servida acompanhada da macia brioche col tuppo, um pão doce consumido até mesmo no café da manhã pelos moradores locais.

Entre os doces imperdíveis está o clássico Cannoli, um tubo de massa crocante recheado com creme de ricota adoçado

Carlos Altman/EM

Entre os doces imperdíveis está o clássico Cannoli, um tubo de massa crocante recheado com creme de ricota adoçado, frequentemente decorado com pistaches ou frutas cristalizadas. Outro símbolo da confeitaria local é a Cassata Siciliana, preparada com pão de ló, ricota, frutas cristalizadas e cobertura de marzipã.

Já entre os pratos salgados, Palermo ostenta uma das cenas de comida de rua mais famosas da Europa. Nos mercados históricos, como o Ballarò e o Vucciria, é possível experimentar o Arancini, bolinho de arroz empanado e recheado com carne, queijo ou manteiga; o pane con la milza, sanduíche preparado com baço bovino cozido e queijo; além da tradicional pasta alla Norma, feita com berinjela frita, molho de tomate, ricota salgada e manjericão.

Para os amantes de frutos do mar, os restaurantes próximos ao porto oferecem receitas que destacam ingredientes frescos do Mediterrâneo, como massas com sardinhas, camarões e atum, acompanhadas pelos vinhos produzidos nas encostas ensolaradas da ilha.

Em Palermo e Monreale, cada igreja, praça ou mercado revela um pouco da alma siciliana. E talvez seja justamente essa combinação entre patrimônio histórico e tradição gastronômica que transforme a visita em uma das experiências mais memoráveis de um roteiro pelo Mediterrâneo. 

Afinal, na Sicília, a arte não está apenas nos mosaicos dourados das catedrais, mas também nos sabores que atravessam gerações e contam, à sua maneira, a história de um povo acostumado a celebrar a vida à mesa.



O que visitar:

  • Catedral de Palermo;
  • Palácio dos Normandos;
  • Mercado Ballarò;
  • Teatro Massimo, um dos maiores teatros de ópera da Europa;
  • Monreale e sua magnífica catedral revestida por mosaicos dourados.

Imperdíveis no verão:

Terre Sicane Wine Fest, de 24 a 26 de julho, dedicado aos vinhos sicilianos e à gastronomia local.

Ypsigrock Festival, entre 6 e 9 de agosto, em Castelbuono, reunindo grandes nomes da música alternativa. 

Cous Cous Fest**, de 18 a 27 de setembro, em San Vito Lo Capo, celebrando a integração entre as culturas mediterrâneas através da culinária. 



Toscana: entre a grandiosidade do Renascimento

 

A Torre de Pisa começou a inclinar ainda durante sua construção, iniciada em 1173

Carlos Altman/EM

Depois do encanto das ilhas italianas, o roteiro do MSC Splendida conduz os viajantes a uma das regiões mais fascinantes da Europa: a Toscana. Terra de vinhedos, colinas ondulantes e cidades históricas, a Toscana abriga alguns dos maiores tesouros artísticos do Ocidente. E é justamente em Pisa e Florença que o passado glorioso da Itália se revela em toda a sua magnitude.



Pisa: muito além da torre inclinada

Para muitos viajantes, Pisa se resume à clássica fotografia "segurando" a famosa torre. No entanto, a cidade é um dos destinos culturais mais interessantes da Toscana e merece ser explorada sem pressa.

O grande símbolo local é a monumental Piazza dei Miracoli, declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO. O amplo gramado abriga um conjunto arquitetônico impressionante, formado pela Torre de Pisa, pela Catedral, pelo Batistério e pelo Camposanto Monumentale.

Construída como campanário da catedral, a Torre de Pisa começou a inclinar ainda durante sua construção, iniciada em 1173, devido à instabilidade do solo. O que poderia ter sido considerado um fracasso da engenharia medieval acabou transformando-se em um dos monumentos mais reconhecidos do planeta. Subir seus quase 300 degraus proporciona uma vista privilegiada sobre os telhados avermelhados da cidade.

Ao lado da torre está a elegante Catedral de Santa Maria Assunta, um magnífico exemplo da arquitetura românica pisana, com fachadas ornamentadas em mármore e um interior que abriga obras de arte e detalhes dourados que impressionam pela riqueza estética. O vizinho Batistério de São João, o maior da Itália, encanta tanto pela sua acústica quanto pela mistura harmoniosa dos estilos românico e gótico.

Mas Pisa vai além de seus monumentos mais famosos. Caminhar às margens do Rio Arno revela uma cidade universitária vibrante, marcada por cafés, livrarias e construções históricas. Ruas como o Borgo Stretto preservam o charme medieval sob elegantes arcadas, enquanto pequenas praças convidam a uma pausa para degustar um espresso ou um autêntico gelato italiano.

O que visitar em Pisa:

  • Piazza dei Miracoli;
  • Torre de Pisa;
  • Catedral de Santa Maria Assunta;
  • Batistério de São João;
  • Camposanto Monumentale;
  • Borgo Stretto;
  • Passeio às margens do Rio Arno.
  • Florença: o berço do Renascimento

Florença: berço do Renascimento

Florença emociona pela grandiosidade de seu legado artístico. Poucas cidades no mundo exerceram tamanha influência sobre a cultura ocidental

Carlos Altman/EM

Se Pisa impressiona pela singularidade de seus monumentos, Florença emociona pela grandiosidade de seu legado artístico. Poucas cidades no mundo exerceram tamanha influência sobre a cultura ocidental quanto Florença.

Foi ali que gênios como Leonardo da Vinci, Michelangelo, Sandro Botticelli e Galileu Galilei desenvolveram seus talentos sob o patrocínio da poderosa família Médici.

O coração da cidade é a Piazza del Duomo, onde se ergue a imponente Catedral de Santa Maria del Fiore. Sua gigantesca cúpula, projetada por Filippo Brunelleschi no século XV, revolucionou a engenharia da época e permanece como um dos maiores símbolos da arquitetura renascentista. Do alto da cúpula, após a subida de mais de 400 degraus, os visitantes são recompensados com uma das vistas mais espetaculares de toda a Itália.

A poucos minutos dali está a Galleria dell'Accademia, lar da célebre escultura David, de Michelangelo. Esculpida a partir de um único bloco de mármore, a obra impressiona pela perfeição anatômica e pela expressividade do olhar.

Outro ponto indispensável é a Galeria Uffizi, considerada um dos museus mais importantes do mundo. Seu acervo reúne obras-primas como O Nascimento de Vênus, de Botticelli, além de trabalhos de mestres como Caravaggio, Rafael e Leonardo da Vinci.

Cruzando o Rio Arno, surge a icônica Ponte Vecchio, a ponte medieval que sobreviveu aos bombardeios da Segunda Guerra Mundial. Hoje, suas pequenas lojas de joias e relógios preservam uma tradição centenária e ajudam a compor um dos cenários mais fotografados da cidade.

Para encerrar o dia, o melhor programa é subir até a Piazzale Michelangelo. Dali, é possível contemplar o pôr do sol iluminando a cúpula do Duomo, os campanários e os palácios históricos em tons dourados — uma paisagem que resume toda a poesia florentina.

Experiências imperdíveis em Florença:

  • Visitar a Catedral de Santa Maria del Fiore e subir à cúpula de Brunelleschi;
  • Admirar o David na Galleria dell'Accademia;
  • Percorrer os corredores da Galeria Uffizi;
  • Caminhar pela Ponte Vecchio;
  • Conhecer o Palazzo Pitti e os Jardins de Boboli;
  • Assistir ao pôr do sol na Piazzale Michelangelo;
  • Experimentar a tradicional bistecca alla fiorentina, um dos pratos mais emblemáticos da culinária toscana.

Mais do que cidades históricas, Pisa e Florença oferecem uma verdadeira viagem ao coração da Itália. Entre torres inclinadas, obras-primas renascentistas e paisagens que parecem saídas de pinturas antigas, a Toscana revela por que continua sendo um dos destinos mais desejados do mundo. Para os brasileiros que embarcam no MSC Splendida, essa parada representa a oportunidade de vivenciar uma Itália sofisticada, inspiradora e profundamente apaixonante.

Um verão para viver a Toscana como os italianos

Além dos monumentos históricos e das obras-primas do Renascimento, quem visita Pisa e Florença entre julho e setembro encontra cidades transformadas em grandes palcos a céu aberto. Praças medievais, jardins, igrejas e parques recebem uma intensa programação cultural, grande parte dela gratuita, permitindo ao turista experimentar a Toscana de uma forma muito mais autêntica.

Florença: arte, música e cinema em cada esquina

Durante o verão, a capital toscana promove a tradicional Estate Fiorentina, um dos maiores programas culturais gratuitos da Itália. Entre 1º de junho e 30 de setembro, Florença recebe mais de 1.200 eventos espalhados pelos cinco distritos da cidade, incluindo apresentações musicais, espetáculos de dança, exposições, encontros literários e sessões de cinema ao ar livre.

Os jardins históricos e praças ganham vida com concertos ao entardecer, enquanto espaços como o Rose Garden, próximo à Piazzale Michelangelo, e o Le Murate Caffè Letterario tornam-se pontos de encontro para moradores e visitantes.

Destaques da programação gratuita em Florença:

Julho

Festival au Désert Firenze – apresentações inspiradas nas tradições musicais do Mediterrâneo, Norte da África e Oriente Médio, realizadas no Parco delle Cascine.

Concertos do projeto Sagrati in Musica, realizados nos adros das igrejas históricas da cidade.

Agosto

Sessões de cinema ao ar livre em diversos bairros florentinos;

Performances teatrais e apresentações de dança contemporânea em jardins e claustros históricos.

Setembro

Florence Jazz Festival, com apresentações gratuitas em vilas históricas e nas charmosas ruas do bairro Oltrarno;

Genius Loci, entre os dias 24 e 26 de setembro, ocupando o complexo monumental da Basílica de Santa Croce com concertos, leituras e instalações artísticas.

Mais do que visitar museus, o viajante é convidado a participar da vida cultural florentina, compartilhando experiências ao lado dos próprios italianos.

Pisa: noites culturais em uma cidade além da torre inclinada

Se durante o dia Pisa encanta pela imponência da Piazza dei Miracoli, ao anoitecer a cidade revela uma atmosfera vibrante, impulsionada por sua forte tradição universitária.

Entre julho e agosto, a região recebe o Musicastrada Festival, considerado um dos principais festivais de world music da Toscana. Em sua edição de 2026, o evento leva apresentações musicais para praças históricas e pequenas cidades da província de Pisa, promovendo encontros entre artistas italianos e internacionais. Muitas atividades têm entrada gratuita.

Outro destaque é o Pisa Summer Knights, que transforma a elegante Piazza dei Cavalieri em um grande palco ao ar livre. Embora alguns espetáculos sejam pagos, a programação integra uma ampla proposta cultural que movimenta a cidade durante o verão.

Destaques da programação em Pisa:


Julho

Musicastrada Festival – de 10 de julho a 2 de agosto, com apresentações em diversos cenários históricos da região;

Eventos culturais e shows na Piazza dei Cavalieri.

Agosto

Continuação das atividades do Musicastrada em municípios próximos;

Exposições temporárias em museus e centros culturais da cidade.

Setembro

Mostras fotográficas e eventos ligados ao retorno da temporada universitária;

Concertos e iniciativas culturais promovidas pelo município em espaços públicos.

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*O jornalista viajou para a Europa a convite da MSC Cruzeiros Brasil

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