Nova York é um clássico, mas quem já pisou na cidade sabe: ela sempre pode surpreender.
Com a Copa do Mundo FIFA 2026 movimentando turistas do mundo inteiro e jogos acontecendo na região de New Jersey, muitos brasileiros já estão com viagem marcada para os Estados Unidos no próximo mês.
E é justamente nesse cenário que surge uma oportunidade — ou um risco.
Entre filas, deslocamentos e excesso de opções, muitos turistas acabam vivendo uma versão acelerada da viagem, focados apenas nos jogos. O resultado? Cansaço, gastos desnecessários e a sensação de que poderiam ter aproveitado melhor a cidade.
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Para Meg Getz, com mais de 40 anos de experiência no turismo, o segredo está na curadoria.
“Hoje, o viajante quer viver a experiência, não só cumprir roteiro. E isso fica ainda mais evidente em viagens como a da Copa. Quando você escolhe melhor o que fazer, ganha tempo, evita perrengue e até economiza dinheiro”, afirma.
Segundo ela, Nova York tem um “gostinho de quero mais” em qualquer estação do ano — e explorar o lado menos óbvio da cidade pode ser o diferencial entre uma viagem comum e uma experiência memorável, especialmente para quem já investiu para viver o evento.
A seguir, confira 7 sugestões fora do circuito tradicional — ideais para aproveitar a cidade antes ou depois dos jogos:
1. Um refúgio inesperado: vinícolas charmosas a poucas horas de Nova York
Para muitos turistas, essa é uma grata surpresa: Nova York também é destino de vinhos.
Pouca gente sabe, mas a cerca de duas horas da cidade, a região de Long Island abriga vinícolas premiadas — com destaque para a Sparkling Pointe, referência em espumantes produzidos pelo método tradicional, o mesmo utilizado na região de Champagne, na França.
Com clima e solo favoráveis, a região tem se consolidado como um polo vinícola nos Estados Unidos, atraindo visitantes que buscam uma experiência diferente do circuito urbano.
Vinícola Sparkling Pointe
O passeio combina paisagens abertas, degustações guiadas e uma atmosfera tranquila, ideal para casais ou grupos de amigos que querem desacelerar e viver um outro lado de Nova York — mais sensorial, elegante e inesperado.
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2. Um castelo no meio do Central Park (sim, ele existe — e encanta adultos e crianças)
O Belvedere Castle é um dos pontos mais curiosos e fotogênicos do Central Park. Construído no século XIX, ele foi pensado inicialmente como um mirante — e até hoje oferece uma das vistas mais bonitas do parque, com destaque para o Great Lawn e o Turtle Pond.
Além do visual, o castelo abriga uma pequena estação meteorológica oficial, o que adiciona um detalhe pouco conhecido ao passeio.
Com sua arquitetura que remete a contos de fadas, o local cria um clima quase lúdico, encantando tanto adultos quanto crianças.
É um ponto perfeito para desacelerar, fazer uma pausa no roteiro e surpreender até quem acredita já conhecer bem Nova York.
3. Muito além de um zoológico: experiências interativas que conquistam famílias
O Central Park Zoo vai além do passeio tradicional e oferece atividades que encantam principalmente as crianças.
Destaques:
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Tisch Children’s Zoo: uma “fazendinha” interativa com cabras, ovelhas e até a única vaca de Manhattan
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Teatro 4D: experiência imersiva com efeitos sensoriais
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Alimentação dos animais: sessões com pinguins e leões-marinhos
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Zoo Quests: jogos e missões educativas espalhadas pelo espaço
O local, inclusive, inspirou o filme Madagascar — um detalhe que torna o passeio ainda mais divertido.
4. O “Inhotim” de Nova York: arte gigante ao ar livre em meio à natureza
A cerca de uma hora da cidade, o Storm King Art Center é um museu a céu aberto com esculturas monumentais integradas à paisagem.
Para ajudar a visualizar, a experiência costuma ser comparada ao Instituto Inhotim, em Minas Gerais — um dos maiores museus a céu aberto da América Latina, conhecido por unir arte contemporânea e natureza em grandes proporções.
Assim como no espaço brasileiro, o visitante caminha por áreas verdes amplas, descobrindo obras ao longo do percurso, em uma experiência contemplativa e fora do ritmo acelerado urbano.
Uma opção surpreendente para quem deseja explorar um outro lado da região de Nova York.
5. Mansão de cinema à beira-mar com direito a planetário
O Eagle’s Nest, antiga residência de verão da família Vanderbilt — uma das mais influentes da história dos Estados Unidos —, é uma dessas descobertas que surpreendem até viajantes experientes.
Construída no início do século XX, a mansão preserva móveis originais, obras de arte e detalhes arquitetônicos que transportam o visitante para a era dourada da aristocracia americana.
Localizado à beira-mar, o espaço oferece uma vista privilegiada do Long Island Sound, criando um cenário que mistura elegância, tranquilidade e história.
Um dos diferenciais é o planetário instalado no local, que amplia a experiência e torna o passeio ainda mais completo — especialmente para famílias e curiosos por ciência.
Pouco explorado pelos brasileiros, o Eagle’s Nest reúne cultura, paisagem e uma atmosfera cinematográfica, ideal para quem busca sair do roteiro tradicional.
6. Um cenário de filme: campos de lavanda que surpreendem fora do roteiro urbano
Pode parecer improvável, mas a poucos quilômetros do ritmo acelerado de Nova York, é possível encontrar verdadeiros campos de lavanda em plena floração durante o verão.
Para muitos turistas, essa é uma das experiências mais surpreendentes da região: caminhar entre fileiras de flores roxas, sentir o aroma suave no ar e desacelerar em um cenário que parece saído de um filme europeu — longe de qualquer referência urbana.
A melhor época para visitar os campos de lavanda costuma ser entre o fim de junho e julho, quando as flores estão no auge da floração e o visual se torna ainda mais impactante.
Algumas propriedades permitem que os visitantes colham lavanda, participem de degustações com produtos artesanais e explorem lojinhas com itens feitos a partir da planta, como óleos essenciais, chás e cosméticos.
Além de altamente fotogênico, o passeio proporciona uma pausa sensorial rara em viagens para Nova York — especialmente para quem busca equilibrar cidade e natureza.
Uma experiência inesperada, delicada e, para muitos, inesquecível.
7. O maior templo hindu fora da Índia e dentro dos Estados Unidos
Uma das experiências mais impactantes e inesperadas para quem visita a região de Nova York.
O templo impressiona logo na chegada pela grandiosidade e pela riqueza de detalhes: esculpido em pedra, com elementos trazidos e trabalhados por artesãos especializados, o espaço revela uma arquitetura minuciosa que chama atenção mesmo de quem não tem familiaridade com a cultura hindu.
Ao entrar, o contraste com o ritmo acelerado da cidade é imediato. O ambiente silencioso, a atmosfera de paz e a energia do local criam uma experiência quase meditativa — um convite à contemplação em meio a uma viagem normalmente intensa.
Além da visita arquitetônica, muitos templos permitem que o público acompanhe rituais, conheça aspectos da cultura indiana e até experimente refeições vegetarianas tradicionais, ampliando a imersão cultural.
Para Meg Getz, esse tipo de experiência é o que transforma a viagem. “Quando o turista se permite sair do roteiro tradicional, ele descobre lugares que realmente marcam. É isso que fica na memória”, afirma.
Nova York além do óbvio: quando o roteiro certo transforma a viagem
Para Meg Getz, o grande erro do turista — especialmente em viagens com foco em eventos como a Copa — é tentar “dar conta de tudo”.
“Quando a pessoa entende o que faz sentido para o perfil dela, a viagem muda completamente. Ela economiza tempo, evita gastos desnecessários e consegue viver a cidade de forma muito mais leve”, explica.
Outro ponto importante é considerar as estações do ano. No verão, período em que acontece a Copa, parques, piqueniques e atividades ao ar livre ganham protagonismo.
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“Nova York nunca se esgota. Sempre fica aquela sensação de que dá para viver mais. E é exatamente isso que faz as pessoas quererem voltar”, acrescenta.
