O Zoológico e Jardim Botânico da Cidade de Ichikawa, a cerca de 30 km de Tóquio, viveu uma transformação inédita em fevereiro de 2026. O que era um parque tranquilo para famílias locais virou ponto de peregrinação internacional graças a um pequeno macaco-japonês de apenas sete meses: Punch.
Nascido em 26 de julho de 2025 e rejeitado pela mãe horas após o parto difícil (durante uma onda de calor), Punch foi criado à mão pelos tratadores e encontrou conforto em um orangotango de pelúcia da IKEA — o famoso Djungelskog. Os vídeos dele arrastando o brinquedo pelo recinto, dormindo agarrado a ele e buscando proteção após rejeições do bando viralizaram em todo o mundo. A hashtag #GanbarePunch (#ForçaPunch) explodiu, e o que começou como empatia nas redes virou fenômeno turístico real.
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Recorde de público
No feriado prolongado do aniversário do Imperador (fim de semana de 22 e 23 de fevereiro), o zoo registrou mais de 6 mil visitantes em um único dia — um recorde absoluto para o local. No último fim de semana completo, o total chegou a 8 mil pessoas, mais que o dobro do mesmo período do ano anterior. Filas de até uma hora se formavam só para ver o “Monkey Mountain”, o recinto dos macacos. O zoo teve de impor restrições de entrada, fechar estacionamentos e instalar barreiras para proteger os animais do estresse. Funcionários pedem que os visitantes usem transporte público e evitem barulho excessivo.
O boom não é só japonês. Turistas estrangeiros lotam as redes do zoo com mensagens em inglês, espanhol, português e coreano. A administração revelou ter recebido um “aumento significativo” de ligações internacionais, mas só consegue responder em japonês — o que não impediu que fãs do mundo inteiro desembarcassem em Narita ou Haneda com um destino claro: ver Punch.
Brasileiros rumo ao Japão
No Brasil, a comoção ganhou contornos ainda mais intensos. Influenciadores e criadores de conteúdo embarcaram (ou planejam embarcar) para o Japão exclusivamente para conhecer a história de perto. Perfis de viagem, pet lovers e mães que se identificaram com o tema de rejeição postam contagens regressivas nos stories, com declarações como “Vou torcer por ele pessoalmente” e “Preciso ver esse olhar de perto”. A hashtag #GanbarePunch (Força, Punch) e variações em português explodiram entre brasileiros nas redes, transformando a jornada em um movimento coletivo de empatia.
Um exemplo vem de criadores que compartilham nos stories aeroportos de São Paulo, Rio e Brasília, com mochilas prontas e passagens marcadas. Publicações recentes destacam: “Eu não to bem! só queria abraçar esse macaquinho Nós te amamos Punch ” (de perfis como @frustloops e outros em discussões virais). Outros, como @ClauAker, refletem sobre a solidão humana espelhada na história de Punch, enquanto fãs como @Eu_avisei2 e @hbj_r77032 celebram cada avanço dele com abraços reais do bando. A comunidade brasileira nas redes transformou Punch em ícone: “Vamos abraçar o Punch com nossos olhos”.
Jornada de Cura
E Punch, o protagonista inocente de tudo isso, continua sua jornada de cura. Atualizações recentes do zoo mostram que ele está se integrando cada vez mais: brincando com outros filhotes, sendo groomed (cuidado do pelo) por adultos e até ganhando um “guarda-costas” — um macaco mais velho que o protege, o ajuda a subir pedras e o abraça. Ele ainda carrega a pelúcia em momentos de tensão, mas já solta por períodos maiores. Os tratadores descrevem ele como “mentalmente forte e extrovertido”.
A IKEA doou mais pelúcias idênticas para o zoo nunca ficar sem reposição. Visitantes emocionados saem do parque com lágrimas nos olhos e uma sensação de que viram algo maior que um animal: viram a própria vulnerabilidade humana refletida em um olhar peludo.
Punch provou que uma história simples de rejeição, apego e resiliência pode unir o planeta — e lotar um zoológico. Enquanto turistas do Brasil, Estados Unidos, Europa e Ásia continuam chegando, o pequeno guerreiro segue dia após dia mostrando que, mesmo começando sem abraço materno, o mundo pode oferecer muitos outros. E agora, milhares de pessoas estão dispostas a cruzar oceanos só para dizer, pessoalmente: “Força, Punch. Você não está mais sozinho”.
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Uma lição peluda, global e profundamente comovente sobre empatia em tempos de dor.
