Há um ano, uma moradora do norte da França adquiriu uma luminária de cerâmica preta por 20 euros (aproximadamente R$120) durante uma feira de rua nas proximidades de Valenciennes. O visual da peça, estruturada no formato de três pedregulhos sobrepostos, chamou a atenção da compradora na ocasião.
Com o passar do tempo, a luminária acabou guardada dentro de um armário. A história mudou quando a filha da proprietária decidiu organizar o móvel e notou uma assinatura gravada sob a base do item: a inscrição "Jouve".
A jovem realizou buscas imediatas na internet e conseguiu identificar o criador da obra. O autor era Georges Jouve, renomado ceramista do design francês do pós-guerra e dos anos 50. Após a descoberta, a família procurou a casa de leilões NEO Enchères, que possui experiência na venda de peças elaboradas pelo artista.
Raridade e disputa entre colecionadores
O presidente da NEO Enchères, Quentin Chareaudau, destacou a raridade do modelo em cerâmica preta. O profissional afirmou que conhece somente quatro exemplares dessa luminária e pontuou que os colecionadores não hesitam em pagar valores elevados quando desejam obter uma obra desse nível.
A sessão começou com o valor de 80 mil euros. A disputa pelos lances avançou até se concentrar entre dois interessados: um concorrente da Suíça e outro da França. O comprador francês venceu o pregão ao oferecer a quantia final de 251 mil euros (R$1.5 milhão)
O montante estabeleceu um marco comercial histórico. Quentin Chareaudau confirmou que o lote se tornou a luminária de Georges Jouve mais cara já comercializada em um leilão público.
Outras criações do ceramista registraram valores maiores anteriormente, mas todas pertenciam à categoria de mobiliário. Como elemento de comparação, a casa organizadora citou um par de arandelas do mesmo autor, vendido por 256.200 euros na cidade de Chartres, em 18 de outubro de 2026.
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Chareaudau também alertou sobre a importância de pesquisar a procedência de bens antigos. O especialista reforçou que qualquer pessoa encontra dados na internet e deve acionar peritos ou leiloeiros para verificar o valor real antes de descartar ou vender peças por preços insignificantes.
